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Início das convenções expõe impasses na formação das chapas eleitorais

20 de julho de 20267min
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Lauro Jardim afirma que a falta de definição de candidatos a vice e de alianças revela dificuldades enfrentadas por campanhas à Presidência e aos governos estaduais.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
M

Milton

HostJornalista
L

Lauro Jardim

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Federações PartidáriasFlávio Bolsonaro e Vorcaro · Repercussão da declaração de Romeu Zema · PP · Rodadas Brasileirão · Expansão do Republicanos na Alesp · TDAH
  • Indefinição sobre sucessão governamentalMinas Gerais · Eleições Rio de Janeiro · Candidatura de Cleitinho · Concessão Galeão · Porto campeão · Rogério Bastos
  • Prorrogação do PrazoMascote da Justiça Eleitoral
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Plantão Lauro Jardim. Bom dia para você, Lauro Jardim.

LJLauro Jardim

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Lauro.

?Voz A

Não por acaso, mas também não dá para dizer que é uma coincidência assim, o fato de termina a Copa do Mundo, começa as convenções. Uma coisa não foi feita combinada com a outra, mas deu certo, né?

LJLauro Jardim

Pois é, Milton, parece aquela coisa do quando tem o Carnaval que as pessoas dizem que o ano só começa mesmo no dia seguinte que termina o Carnaval. Também tem isso, quer dizer, acabou a Copa, vai começar o período eleitoral, porque começa hoje e vai até o dia 5 de agosto o período para realização das convenções partidárias, o que significa que as campanhas estão entrando na reta final de definição das candidaturas. E ainda tem muita coisa importante para ser definida nessas duas semanas.

Tá em aberto, por exemplo, Quem vai ser a candidata a vice-presidente do Flávio Bolsonaro? Quem vai ser o vice do Romeu Zema? Também há indefinições sobre quem serão alguns candidatos aos governos de estados relevantes, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Essa indefinição no momento em que se começa a contar o prazo da realização das convenções, Milton e Cássia, Não é uma indefinição inédita na política, longe disso, mas quando ela acontece, ela escancara que algo não tá bem ajustado na campanha, seja na campanha para presidente, seja na campanha para governador, para o Senado.

Mostra que pode estar havendo uma briga interna no partido ou que falta alguém que queira se dispor a ser vice ou candidato ao governo. Ou mostra ainda que um determinado partido não conseguiu fazer aliança que gostaria com outro partido. Esse, por exemplo, é o caso da candidatura do Flávio Bolsonaro. Milton, a campanha do Flávio quis fazer uma aliança com o PP e União Brasil, que são os partidos do centrão por excelência. Não conseguiu.

Eu lembro aqui que em 2022 o PP se aliou formalmente ao Bolsonaro pai. A campanha do Flávio ainda tenta fechar uma aliança com o Republicanos, que é um partido que também na eleição passada se aliou ao Bolsonaro. Não é impossível que isso aconteça, as negociações estão rolando, mas visto de hoje é menos provável que essa aliança, que poderia, por exemplo, dar mais tempo de TV para o horário eleitoral do Flávio aconteça. E com tudo isso, o PL, que vai fazer a convenção do partido daqui a 5 dias, ainda não tem candidato a vice definido.

Aliás, candidata, porque a única coisa definida é que será uma vice, uma mulher. E se depender do Flávio Bolsonaro, vai ser a ex-presidente da Caixa, a Daniela Marques, que é filiada ao Republicanos. No caso do Romeu Zema, Milton e Cássia, o problema é outro. Como ele tá magrinho, magrinho, quase esquelético nas pesquisas, o Partido Novo tá mesmo é com dificuldade de arranjar um companheiro de chapa para o Zema. Até segunda-feira que vem, que é o dia da convenção do Novo, Vai ter que arranjar, sempre se arranja, mas dá para perceber que esse não é um posto lá muito ambicionado pelos políticos.

Essa indefinição também tá rondando as campanhas para os governos estaduais de vários estados, incluindo Minas e Rio de Janeiro. Em Minas, por exemplo, até agora não se sabe se o líder nas pesquisas, que é o senador Cleitinho do Republicanos, vai ser mesmo candidato ao governo. Também não se sabe Quem vai ser o candidato do PL, que é o partido do Flávio Bolsonaro? Até porque, se o Cleitinho for candidato, o mais provável é que o PL não lance nenhum candidato em Minas.

E no Rio de Janeiro, para terminar, Milton Cássia, também pelos lados do bolsonarismo tem mais incerteza do que certeza no ar. Só foi definido um candidato ao Senado, falta definir o segundo candidato. Nesse caso, porque os pré-candidatos, que eram o ex-governador Cláudio Castro e o ex-prefeito Márcio Canella, tiveram probleminhas recentes com a polícia, com busca e apreensão, essas coisas que não ajudam a campanha de ninguém.

E no fim de semana, o Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, que seria o candidato a vice-governador na chapa do PL, pulou fora, desistiu. Mas tudo isso tem que ser definido em breve, porque as candidaturas, as chapas, têm que ser registradas na Justiça Eleitoral. E tá chegando a hora, Milton Cássio.

?Voz A

5 de agosto é o prazo final.

LJLauro Jardim

5 de agosto é o prazo final, mas tem ali uma, uma, um chorinho a mais, que é o seguinte: 5 de agosto é o prazo final, para o registro das candidaturas que foram votadas nas convenções dos partidos. Mas tem uma brecha que o partido pode deixar para registrar a candidatura até o dia 15 de agosto. E nesse caso, entre o dia 5 e 15 de agosto, é o candidato a vice ou a presidente, ou que cargo for majoritário, ele não seria escolhido pelo voto da convenção, e sim pelas executivas nacionais.

O normal, usual, o mais comum é que sim, até o final do prazo, as convenções elejam seus candidatos, seus cargos majoritários. Mas se não der, sim, tem esse chorinho, tem essa brecha para até o dia 15 conseguir fazer isso.

?Voz A

Perfeito, muito obrigado, Lauro. Um bom dia para você, boa semana.

LJLauro Jardim

Bom dia para você, Milton, para você também, Cássia, para os ouvintes, e até quarta. Até quarta, Lauro, obrigado.