Messi tem protagonismo na decisão da Copa do Mundo
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Carlos Eduardo Éboli
Leonardo Dahi
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Vamos falar de Copa do Mundo, vamos até o local da grande decisão ali, Nova York, Nova Jersey, né? O estádio em Nova Jersey, mas aí fica todo mundo meio que baseado em Nova York. A sede, por exemplo, o centro de treinamento da seleção foi Nova Jersey, né? Uma boa parte da imprensa tá localizada em Nova York e vai fazer esse, esse percurso até o estádio em Nova Jersey para acompanhar essa grande decisão. Então, já se preparando para esse percurso, Leonardo Dai ao vivo com a gente. Fala, Léo, tudo bom, amigo?
Bom dia, tudo bem, Carlos Eduardo? É bom dia, bom dia, ouvinte do CBN Esportes.
Me diga, você tá onde nesse momento, Léo?
Na porta do MetLife Stadium. Acabei de chegar, já tô aqui, já tô, já tô aqui na na porta do palco da final da Copa do Mundo.
Já tá na porta. E como é que tá então a movimentação por aí? Porque dia tá bonito. Dá um panorama aí de atmosfera no entorno do estádio. Dia voltou.
Opa, voltei! São 8 horas e 42 minutos da manhã aqui no horário de Nova Jersey. Já faz algum calor, mas tem um ventinho bom também. Céu claro, céu azul, dia bonito. De final de Copa. Cenário tá pronto mesmo para uma grande final de Copa.
Léo, movimentação de torcedores, pelo que você acompanha Nova York, né, espanhóis e argentinos. O estádio vai ter mais argentinos do que espanhóis? É a impressão que eu tenho, é essa aqui.
E aí, eu tenho brincado que desde que eu cheguei aqui a Nova York na quinta-feira, né, o único lugar em que eu vi mais espanhol do que argentino foi no Mercado Espanhol, que fica ali perto do Rio Hudson, que é onde fica inclusive a Casa Espanha, né, montada pela Federação Espanhola de Futebol. No mais, os argentinos muito mais presentes nas ruas. Essa presença nas ruas, ela acaba sendo menor do que nas outras cidades, né, porque Nova York tem uma vida turística que a Copa do Mundo é só um granzinho a mais.
É um detalhe.
Então, por exemplo, em Atlanta você só via gente de Copa do Mundo na rua, ou era público local ou era argentino e inglês. Aqui em Nova York não é assim, né? Em Nova Jersey não é assim. Então essa presença de torcida, ela se dissipa um pouco mais dentro da realidade da cidade. Mas dentro do— se a gente fizer um recorte só assim de torcida argentina, torcida espanhola, muito mais argentino, ou pelo menos muito mais argentino uniformizado, né?
Porque eles não— acho que eles dormem com camisa da Argentina, acorda com camisa da Argentina, toma banho de camisa da Argentina, que eles não tiram. Eles estão o tempo inteiro uniformizados com a camisa da seleção.
É legal, né, Léo, a gente explicar. Você disse, já tá na porta do estádio. Esse é um dia que tem a movimentação, tem que ser, tem que ser feita desde cedo, né, porque todos os caminhos hoje levam ao MetLife Stadium. Imprensa internacional, gente do mundo todo para acompanhar essa decisão. Vai ser mais que uma decisão de futebol, vai ser um mega show também, né, um mega espetáculo. A gente vai ter astros da música internacional participando hoje também dessa cerimônia.
Eu tô com até uma dúvida aqui, que é o tempo, a duração do intervalo. Vai ser um intervalo maior do que o normal em função dos shows? Olha, você tem essa informação aí, o intervalo do jogo?
Vai, vai. Não se sabe exatamente qual o tempo. Algumas especulações chegam até a meia hora de intervalo. O que se sabe é o show em si vai durar 11 minutos. Então você pensa aí que são 11 minutos de show, e aí você tem montagem de palco, desmontagem de palco, enfim. Então vai passar de 15 minutos com certeza. A dúvida que não tá clara ainda é o quanto vai passar de 15 minutos. Algumas projeções, repito, dão aí a perspectiva de um intervalo de até meia hora.
Fala, amigo, você tá— já chegou a conversar com torcedores por aí? Não.
Já cheguei sim, mas antes é só para registrar. São 8 horas e 51 minutos da manhã agora, faltam 4 horas e 9 minutos. É isso? Não, faltam 6 horas e 9 minutos para começar o jogo Argentina-Espanha. A fila da entrada da imprensa tá começando aqui no portão, aí ela vai até uma, é como se fosse uma, vai, pensa numa fila normal, uma fila de banco, por exemplo, aí chega no final. Agora você pensa no estacionamento gigante estacionamento assim de shopping, por exemplo.
Ela vai até o final desse estacionamento e quando ela chega no final ela faz 3 caracóis assim até você chegar no final da fila. Essa é a quantidade de jornalista que já tá querendo.
Olha só o tamanho dessa fila, é impressionante!
Tem facilmente, facilmente mais de 1.500 pessoas aqui na fila. Esperando para entrar no estádio, só de imprensa, né? E já tem alguns torcedores chegando também. E aí é legal, né, porque obviamente tem muito espanhol e muito argentino, mas tem gente do mundo inteiro que compra ingresso para ver uma final de Copa com a sua seleção chegando ou não, ou mesmo quando não tem nenhuma esperança de que a sua seleção nacional esteja num jogo como esse.
É o caso desse trio, por exemplo, da Guatemala, que tá aqui e que se dividiu. São 2 torcedores da Espanha e um da Argentina. Olha só, esse pessoal aqui veio da Guatemala. Temos 2 espanhóis hoje e um Y una Argentina. ¿Por qué España hoy? Porque el nivel que tienen, el tipo de fútbol. ¿Te gusta? Me gusta nivel. ¿Por qué Argentina? Porque me gusta Messi. Otra copa para Messi.
Otra copa para Messi.
¿Y por qué España? Yo porque me gusta cómo fue, cómo juegan ellos su fútbol, y también el toque que tienen y la rapidez de juego que tienen. Por eso es mi favorito. ¿Y en Guatemala la mayoría está con España o con Argentina? ¿Qué piensas? Argentina.
Argentina son América Latina.
Então você vê, né, quem torce para Espanha é pelo estilo de jogo, pelo jeito que joga. Quem torce para Argentina é por causa do Messi mesmo, né, Évoli?
É, o Messi já dá para falar assim, o Messi é um grande personagem, mas o Messi há muito tempo é um grande personagem. Mas a história que o Messi construiu nessa Copa Olha, surpreendeu muita gente, viu, Léo? Isso é que tá conduzindo muito a torcida de muitos pela Argentina. A melhor Copa da carreira do Messi aos 39 anos, cara.
Eu ia falar isso, melhor Copa dele, a mais regular, né? Desde o primeiro jogo, sempre decisivo, sempre jogando bem. E com 39 aninhos e dando bote para roubar a bola aos 45 do segundo tempo, no segundo gol da Argentina, tá realmente no momento iluminado. E muita gente já falou isso em 2022, né, mas agora evidentemente a chance é maior porque o tempo passou mais. Talvez o último jogo do Messi, não só numa Copa do Mundo como com a própria seleção argentina, né.
Tem que ver o que ele vai fazer. E aí é sempre bom lembrar dessa roleta da vida, né. Nesse MetLife Stadium, nesse mesmo lugar, 10 anos atrás, o Lionel Messi anunciou a aposentadoria da seleção da Argentina. E aí é bom a gente lembrar de contexto, né. O Messi Tudo bem, 2006, 2007 ali, o camisa 10 era o Riquelme, não tinha muito peso em cima dele. Mas em 2010, né, ele já era o melhor jogador do mundo, ele já era o condutor do Barcelona que revolucionava o futebol mundial, e ele sai da Copa da África do Sul sem fazer um gol sequer, e a Argentina leva 4 a 0 da Alemanha.
E ali começa, né, a era de contestação em cima do Messi, que o Messi na Argentina não joga, que o Messi não é argentino, que o Messi não se importa com a seleção. Um ano depois daquela Copa do Mundo tem a péssima Copa América que a Argentina faz em 2011 jogando em casa, caindo nas quartas de final. Depois aí vem as duas grandes frustrações, né? Em 2014, a derrota para Alemanha nos pênaltis, desculpa, na prorrogação na Copa do Brasil.
Em 2015, na Copa América, derrota nos pênaltis para o Chile. Então a Argentina em 2016, quando veio aqui para o MetLife Stadium, já tava 23 anos sem título nenhum. Não é sem Copa do Mundo, é sem título nenhum. E aí chega na final daquela Copa América extra, né, Copa América Centenário, aqui no MetLife Stadium contra o Chile de novo, perde de novo nos pênaltis, e o Messi perde um pênalti na disputa por pênaltis, e a Argentina mantém esse jejum.
E aí ele fala, ó, eu acho que para mim não dá mais, essa seleção argentina não é para mim, eu tô parando. E aí depois ele repensa a aposentadoria, ainda tem uma Copa do Mundo muito ruim em 2018 na Rússia, uma Copa América ruim em 2019 no Brasil, E daí em diante é título da Copa América em 2021, título da finalíssima contra a Itália em 2022, título da Copa do Mundo em 2022, título da Copa América em 2024 e mais uma final de Copa de novo aqui no MetLife Stadium, agora contra a seleção da Espanha, no mesmo palco onde ele se aposentou da seleção porque achou que não conseguia lidar com essa pressão e não conseguia ser útil para a seleção argentina e que aquilo não era para ele.
É, vai ter uma missão. Se ele tiver pensando em artilharia da Copa, a missão tá mais difícil, porque Mbappé, depois do despertar da França após um primeiro tempo terrível na disputa do terceiro lugar, o Mbappé fez 2 gols. Então agora botou 2 de frente no Lionel Messi, que vai ter essa última partida para tentar. Se ele fizer, se ele fizer um hat-trick, aí para tudo que eu quero descer, que vai ser um negócio de outro mundo. Se ele conseguisse feito numa final de Copa do Mundo.
Aliás, o 6 a 4 de ontem repercutiu como aí, hein? Jogo animado para caramba entre Inglaterra e França. Inglaterra ficou com a terceira posição. Eu diria que a terceira posição ficou com a seleção que se envolveu mais com o jogo, né? Desde o início, a França tomou um choque ali. Eu acho que deve ter acontecido uma Revolução Francesa no vestiário. Ali movida pelo Deschamps, né, que tava marara depois do primeiro tempo. E a França resolveu jogar um jogo aberto, animadíssimo, 6 a 4.
Nunca houve tantos gols numa disputa de terceiro lugar. Já é o jogo com o maior número de gols nessa Copa do Mundo. Como é que foi a repercussão aí desse 6 a 4 de ontem para Inglaterra, Léo?
Aparentemente não foi suficiente para acalmar a torcida inglesa não, porque tem um jornalista inglês aqui que tá xingando meio mundo aqui porque tá tentando furar a fila, tá falando palavrão. Se vazar aqui um palavrão em inglês, desculpem, mas é que ele tá ali. Poxa vida, ué, vai para o fim da fila! É isso aí, vai para o fim da fila! Agora tá sendo aplaudido aqui. Isso, exatamente. Ele tá aqui na equipe que vai trabalhar no show do intervalo da, da, da, mas o show do intervalo é só daqui a 6 horas.
Pois é, ele é o que menos tem que ter pressa, né? Ele tem mais tempo para preparar as coisas, mas tá bravo que tem um pessoal tentando furar a fila aqui. Mas enfim, sabe como é que é jornalista, né? Começa o jogo ontem, eu falei assim, não tinha nem que ter essa disputa aí de terceiro lugar, para quê? Ninguém quer jogar, acaba esse negócio. Aí chegou no final do primeiro tempo, já tava assim, não, tem que ter disputa de quinto, de sétimo, de nono, de trigésimo terceiro, de trigésimo.
Que o jogo foi legal para caramba, né? Foi bom demais de ver. É para Inglaterra, bom, para Inglaterra acaba sendo a melhor campanha da vida tirando 66, né? Porque todas as vezes que tinha chegado a semifinal tinha perdido não só a semifinal como também a disputa pelo terceiro lugar. Pelo menos dessa vez conseguiu aí esse terceiro lugar para salvar um pouco a atuação da semifinal, né? Vocês falaram que eu sou retranqueiro, então toma aí 6 gols agora na disputa de terceiro lugar também para ficar todo mundo feliz.
É verdade. Você tá onde na fila, hein? Qual é a tua perspectiva de entrada no estádio?
Eu nem entrei na fila ainda, tô aqui conversando com você. Não, no final da fila caiu a internet, Éboli, então é melhor não entrar. Vou entrar agora e Porque na verdade eles não abriram ainda para entrada da imprensa, ou pelo menos para o grosso da imprensa, digamos assim, não tá aberto ainda. Então imagino que abra agora às 9 horas da manhã. É, pelo visto é isso mesmo, que dá 9 horas da manhã agora no horário local aqui. Já tô vendo uma movimentação ali, então é por aí.
Aí tem que revistar a mochila de um por um. Vamos ver, de repente eu pego o show do intervalo ainda, viu, Éboli?
Tá bom, Léo. Rapidinho para encerrar contigo essa tua primeira participação, e você vai pegar tua posição na fila. Qual é a nota que você dá para organização da Copa do Mundo, para quem tá trabalhando, você que trabalhou durante todo o período? Eu vi algumas críticas, né, a respeito de organização para entrevista coletiva, os locais, a movimentação de gente sempre muito grande para todos os lados. Qual é a nota que você dá para essa organização da Copa, hein?
Como é minha primeira Copa no local, eu não tenho base de comparação. Posto isso, 3, e porque eu sou bonzinho.
É mesmo?
É ruim, ruim, bem ruim, vários aspectos.
Tá bom, vai para fila então. Eu acho que nessa fila vai diminuir a nota.
Ah, mas não tenha dúvida.
Tá bom, amigo, bom trabalho aí. Daqui a pouquinho a gente se fala.