Literatura infantil ganha espaço e amplia debates na Flip
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- Literatura infantil e formação leitoraFlip · Literatura infantil e juvenil · Palcos principais · Formação leitora
- Ilusão da Torre EiffelCasa da Árvore · Literatura para infâncias e juventudes · Denise Guilherme
- Aventura em CyberpunkMariana Brecht · Cyberpunk e Só Zé · Mudanças climáticas · Equilíbrio no planeta
- Contadores de Histórias· CulturaJoel Rufino dos Santos · Cíntia Barreto · Rodrigo Andrade · Pallas · Luta contra o racismo
- Estreia literária: Morte AparenteMorte e Vida na Literatura: Diálogos com a Escola · Alessandra Rosqui · Cris Gazotto · Walter Hugo Mãe · Mel Brites
- Medos DesacontecidosAlessandra Roscoe · Medos Desacontecidos · Quando as Coisas nos Acontecem · Saudade · Odilon Moraes · Biruta
- História do Fogo e a VatiVanessa Guarani Raton · Tradição Guarani · Povos indígenas
- Memória e MúsicaEdu Prestes · Maite Freitas · Nina Rize · O Menino Tambor · Unissamba · Ancestralidade
- Brincar e prazerGabriela Romeu · Kamau João · Meu Quintal · Peirópolis · Brincar em todas as regiões do país
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How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño? Hey Meta, is a hot dog a sandwich? Technically, no. Spiritually, yes.
Hey Meta, what should I do with my life?
That's one of life's biggest questions. What do you think?
Ask anything with the new Meta Glasses. Páginas da Infância com Janaína Barros.
Ela está aqui comigo porque essa semana é semana de Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty. Estaremos lá juntas e misturadas. Janaína Barros, boa tarde, Jana.
Boa tarde, Pétrea. Boa tarde também aos ouvintes. Estaremos lá juntas e misturadas para celebrar as diversas literaturas, né, Pétrea?
Que lindo, Jana! Parabéns pelo trabalho que você vem fazendo ao longo dos últimos anos aqui no Revista CBN com essas páginas lindas da infância. E a Flip vem coroar. Inclusive, você sabe que eu não lembro agora, eu vou ficar devendo para o ouvinte quem falou sobre isso, mas eu vi uma publicação falando assim: a gente vai ter que em algum momento na Flip misturar, misturar escritores e escritoras infantis com os escritores e escritoras de público adulto, para que a gente possa ter essa troca e a literatura infantil ganhar o espaço que merece, né, Jana?
Isso é fundamental, Petri. É um dos grandes, é uma das grandes inquietações, eu acho, de quem acompanha, de quem pesquisa, de quem trabalha com a literatura para as infâncias. E esse desejo de ver a literatura para as infâncias ocupar os palcos principais. Eu falo assim, né, rodando pelas feiras e pelas festas literárias, a gente percebe que há um espaço, mas é um espaço sempre apartado desse palco principal. É um espaço distante, é um espaço que é dedicado para essa literatura, mas talvez haja um desejo, e um desejo muito pulsante, Pétrea, dessa literatura ser entendida como literatura de verdade, vamos dizer assim, como arte, como uma expressão que é tão viva e é tão potente quanto a literatura que a gente entende que é a literatura para adultos.
Então, por que não levar esses livros que são pensados para as infâncias para os palcos principais? Por que não colocar os autores, os escritores e ilustradores nessas conversas em que a gente pode dizer tanto, Pétrea.
A gente pode dizer—
é necessário de formação leitora. A gente pode dizer sobre as temáticas, a gente pode dizer sobre forma, a gente pode dizer sobre os temas que estão aí na atualidade e que são muitas vezes considerados muito sensíveis para as crianças, mas que fazem parte da vida delas e que, portanto, a literatura pode oferecer um espaço seguro para que elas possam discutir esses temas. Então é super importante isso. Tem diversas mesas, né, que já estão programadas.
As pessoas aí correndo para fazer as suas agendas para acompanhar essas mesas na Flip. Mas eu queria aqui, eu queria destacar, dar umas pinceladas breves, tá, Pétrea, no que as pessoas podem encontrar lá sobre a infância. E isso que você falou me chamou muita, muita atenção em uma mesa que vai acontecer no dia 24, que é a sexta-feira, às 3:30 da tarde. Morte e Vida na Literatura: Diálogos com a Escola. E aí nós temos Alessandra Rosqui, Cris Gazotto, Walter Hugo Mãe e Mel Brites.
E aí a gente percebe as várias vozes que constituem a literatura conversando juntas. Dia 24, dia 24, que é a sexta-feira, às 15:30.
Maravilhoso!
Olha que importante que é isso. E eu vou trazer aqui também algumas outras mesas. Por que que é importante, Pétrea, ter um festival e uma feira literária que olhe para literatura para as infâncias? O mais fundamental, fazer essa literatura circular. Abrir espaços de circulação, trazer essas crianças para perto. De que forma? Por meio desses encontros com os autores, ilustradores, escritores. Essas pessoas, quando as crianças encontram com elas, essas pessoas ganham voz, total, elas ganham o corpo, elas ganham o rosto que as crianças imaginam quando elas estão lendo os livros. Elas conhecem os livros, mas não conhecem os autores.
Super.
E que mágico que é quando isso acontece! E que mágica que acontece quando essa proximidade entre um e outro é possível. E é nesse lugar que é possível fazer isso, através de encontros, leituras, conversas, apresentações. Há uma programação paralela que é pulsante também, são mais de 40 casas parceiras. E entre essas casas parceiras há uma casa dedicada à literatura para as infâncias e juventudes, que é a Casa da Árvore. Pelo segundo ano consecutivo, há uma casa pensando nessa literatura.
E é porque que é importante também esse espaço. Como é que a gente entende a literatura, Pétrea? Nós adultos, nós que temos esse poder de oferecer essa literatura, comprar essa literatura e apresentá-la para as crianças. A forma como a gente entende essa literatura define os nossos jeitos de apresentá-la para as crianças, e isso é fundamental na formação leitora desses pequenos. A gente foi conversar com a Denise Guilherme, que é diretora pedagógica da Árvore e coordenadora da pós-graduação de literatura para as crianças e jovens do Instituto Veracruz.
Ela é uma dessas pessoas que tá pensando essa casa, e ela vai responder por que que é importante esse espaço.
A gente tem uma casa exclusivamente dedicada à literatura para crianças e jovens. É um marco que começou no ano passado com a TABA e que segue esse legado agora por meio da Casa da Árvore. E o motivo de existir uma casa assim é simples: porque é muito comum nas feiras literárias do Brasil que essa literatura seja tratada no diminutivo, com uma programação pensada só para o entretenimento das crianças ou para formação dos professores.
Que são dois aspectos muito importantes, sem dúvida, mas não são os únicos. E muitas vezes acabam sendo o que a gente vê. Porque essa literatura, antes de qualquer coisa, é arte. Ela tem a mesma potência, a mesma relevância cultural de qualquer livro escrito para o adulto. E por isso ela deve estar no centro do debate. E essa é a ambição da Casa da Árvore, que essa literatura tenha a mesma relevância e importância de qualquer outra e seja assim objeto de discussão, análise e reflexão como qualquer literatura produzida no Brasil.
Que importante, Petra! Ela tá dizendo justamente isso, discutir a literatura como arte. E é só num espaço dedicado a essa literatura, ou num espaço aberto em que escritores das múltiplas literaturas e das múltiplas linguagens possam se encontrar, é que isso é possível. A programação da Casa da Árvore já tá disponível no Instagram. Tem programação todos os dias. Eu vou destacar uma aqui do primeiro dia: Joel, o Contador de Histórias.
Esse livro que tá aqui na minha mão, da Cíntia Barreto, do Rodrigo Andrade, saiu pela Pallas e conta a história do Joel Rufino. Conta também quão importante é essa proximidade com os livros para uma criança, o quanto isso foi formador e transformador na vida dele, que é uma figura importantíssima e também é uma figura muito ligada às histórias, né? Uma figura da luta contra o racismo, Joel Rufino dos Santos, referência dos estudos da cultura negra no país, mas que também se formou, Joel menino que tá aqui na capa, por meio das histórias, dos livros que ganhou de presente do pai em um grande baú que foi transformador para a vida dele.
E como é bacana trazer essas histórias reais para discutir com as crianças, para que elas conheçam e saibam que é possível, né, que é transformador. Destaques rápidos da programação principal: quinta-feira, 15 horas, na Central da Filipinha, Palavra Tece Asas. É um encontro com a autora Alessandra Roscoe, que fez já dois livros que fazem parte de uma trilogia dos Medos Desacontecidos. Os livros são Quando as Coisas nos Acontecem e Saudade.
A partir da escuta das crianças, do que as crianças têm medo? Da morte, do luto, de não serem ouvidas, de não ter liberdade. Ela foi escrever essas histórias ilustradas pelo Odilon Moraes, saiu pela Biruta. Sexta-feira, 16:30, História do Fogo e a Vati, um Amor Impossível, história da tradição Guarani com a Vanessa Guarani Raton, histórias dos povos indígenas, Pétrea. Essa, essa contação, essa valorização da oralidade junto com as crianças.
Sábado, 11 horas da manhã, Tambores da Memória, uma conversa com Edu Prestes, com a Maite Freitas e com a Nina Rize. Nesse encontro, os dois autores compartilham os seus livros, O Menino Tambor, do Edu Prestes, e Unissamba, da Maite Freitas, que trazem justamente essa celebração da ancestralidade, da música, da alegria, dessa força do traço cultural dos territórios que é passado de geração em geração. Domingo, 10 horas da manhã, vamos celebrar a brincadeira Mapas de Brincar com a Gabriela Romeu e com o Kamau João, baseado muito no livro que eles fizeram juntos lá no Meu Quintal, que já esteve aqui com a Gabriela Romeu.
Saiu pela Peirópolis, investiga o brincar em todas as regiões do país. Como é ser criança em todas essas regiões do país? E por último, para a gente encerrar aqui essa pincelada muito breve, a Livraria das Marés vai ter mesas todos os dias para falar de literatura para as infâncias, e eu vou ter a alegria de estar lá em uma delas na sexta-feira.
Ia te perguntar, né?
Trata de presente, passado e futuro, trata de ancestralidade, trata da força da literatura e trata da diversidade de autorias e temas. Comigo, a Isabela Miranda, Maite Freitas, o Otávio Júnior e a Mariana Brecht, que escreveu esse livrão aqui, Cyberpunk e Só Zé, que ela vai imaginar um futuro não muito distante, Pétrea, Mas muito impactado pelas mudanças climáticas. E na mão de duas crianças, uma investigação sobre como a gente pode atingir o equilíbrio nesse planeta maluco que a gente vive.
Meu amor, que delícia! Nos vemos então na Flip. A gente deixa tudo lá, essa agenda, nas nossas redes sociais também. Você pode ouvir e reouvir sempre a Jana e o nosso quadro aqui no YouTube, no Spotify, mas também nas nossas redes sociais, toda essa agenda maravilhosa que a Jana programou. Eu vou estar em algumas delas assistindo porque adorei. Com certeza prestigiar Janaína Barros que vai estar na Flip nessa mediação. Nos vemos por lá na Flip até. Hasta luego.
Vemos por lá. Estarei aqui também trazendo as novidades e lá no @bejanaina. Beijo.
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