Episódios de Comentaristas

Programação da Flip vai além dos livros e ocupa as ruas de Paraty

18 de julho de 202611min
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Paula Jacob comenta a expectativa para mais uma edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Segundo ela, além da programação principal, a festa se destaca pela intensa agenda paralela, que reúne debates, encontros com autores, shows e atividades literárias espalhadas pela cidade.

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Participantes neste episódio2
S

Speaker C

Host
P

Paula Jacob

ConvidadoCrítica e pesquisadora
Assuntos4
  • Programação da FLIP em São PauloFesta Literária Internacional de Paraty · Eurides Fontella · Maria Reva · Julieta Correia · Kate Kitamura · Zadie Smith
  • Atuações adicionais e trabalhos paralelosDebates e encontros com autores · Shows e atividades literárias · Programação da Flipinha
  • Saúde mental e medicina não tradicionalSaúde Mental · Cacá Verá · Marcelo Leite
  • Inteligência artificial e manipulação de conteúdoInteligência Artificial · Célia Cruz · Regina Magalhães · Renata Ruggiero
Transcrição21 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz A

Lima. How do you say, where's the restroom, in Spanish? ¿Dónde está el baño? Hey Meta, is a hot dog a sandwich? Technically, no. Spiritually, yes.

?Voz C

Hey Meta, what should I do with my life?

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?Voz C

E ela já está aqui comigo sem demoras. Que saudade da nossa conversa, Paula Jacobi. Paula, boa tarde.

PJPaula Jacob

Oi, Pétrea. Oi, queridos ouvintes, tudo bem? Bom sempre você de volta.

?Voz C

Amo. E você também viajando pelo mundo, vai ter Flip também. Por onde a gente começa, hein? Vamos falar de Flip?

PJPaula Jacob

Vamos falar de Flip. Semana que vem temos mais uma edição dessa festa literária que assim tem uma beleza de ser vista e vivida. Acho que conversei com a Rita Palmeira, que é a curadora esse ano, e ela falou uma coisa que eu acho que é muito verdade. Claro que é ótimo a gente conseguir assistir às mesas no YouTube, porque a Flip transmite as mesas da programação principal no YouTube todos os anos, mas é sempre uma delícia poder ir lá para Paraty.

Quem tem essa oportunidade, quem tem esse tempo, né, tudo que envolve ir para Paraty época do ano, mas é como se a gente pudesse viver a literatura na pele, sabe? Assim, são 5 dias, todo mundo tá voltado para isso, né? Então tem a programação principal, mas tem uma programação paralela riquíssima, casas parceiras. Nossa, tem tanta coisa, shows, tem tanta coisa acontecendo, né, na Flip ao mesmo tempo que, claro, a gente fica até um pouco desnorteado, né?

Será que eu vou nessa? Será que eu vou naquela? E aí a gente acaba também tendo que ter um pouco de maturidade né, vou assistir um pouquinho aqui, depois eu vou um pouquinho ali, né, porque enfim, e aceitar que não dá para ver tudo e fazer as pazes com isso também acho que faz parte da experiência. Mas eu acho que a Flip no ano passado eu fiquei muito emocionada de ter saído de lá, acho que foi a Flip mais cheia que eu já vi assim, né, de gente mesmo, tinha muita gente na cidade.

E o quanto que vê, por exemplo, as crianças assim na programação da Flipinha, que é maravilhosa também, sempre lendo e fazendo peças de teatro e fazendo workshops e fazendo coisas manuais. E aí você fala, nossa, que delícia poder viver tudo isso offline também, sabe? Acho que tem uma coisa da Filipe que traz esse lugar pra gente, né, desse espaço de viver a vida e a literatura também para além de um algoritmo. Enfim, eu acho que isso faz parte ali dessa vivência da festa literária.

?Voz C

Totalmente, Paula. Bom, você disse que conversou com a Rita Palmeira, que faz a curadoria desse ano. Que é Editora e Crítica Literária. E quais os destaques que você pode trazer pra gente então, pra quem tá se programando pra ir pra Paraty? Eu já dei minha agenda aqui pro pessoal.

PJPaula Jacob

Claro.

?Voz C

Eu vou estar lá também, a gente vai se encontrar com certeza. Que delícia! Mas conta pra gente alguns dos destaques.

PJPaula Jacob

Sim, eu acho que o primeiro destaque dessa edição é a autora homenageada, Eurides Fontella. Ela é uma poeta paulistana que tem tido o seu trabalho resgatado mais recentemente. Apesar dela já ter vencido um Prêmio Jabuti de Poesia com o álbum em 1983. Ela é assim brilhante. Acho que ela teve infortúnios na vida pessoal dela que acabaram se sobrepondo à obra que ela escreveu, que é uma obra muito completa. Mas felizmente as pessoas que vão a Paraty ou não conseguem entrar em contato com a obra dela porque a Editora Hedra, que é uma editora maravilhosa que a gente tem aqui no Brasil, publicou os livros dela nessas edições lindíssimas.

Cada livro tem aqui uma cor, né, uma capa, mas todos eles têm um design gráfico bem interessante. De acompanhar. Então dá para você mergulhar, né, nessa obra dela aqui por conta desse resgate que a Editora Hidra fez. Então fica essa primeira grande dica. Agora, pensando na programação, sempre tem nomes bem grandes, né? Esse ano a gente vai ter Milton Ratum, Drauzio Varella, Carmen Lúcia, André Del Fuego, que assim, né, a gente sabe o quão disputada é a programação oficial.

Mas eu acho que além desses grandes nomes, vale super a pena ficar de olho, por exemplo, na Maria Reva, que é uma autora ucraniana radicada no Canadá. Ela com um livro muito divertido, estranho, curioso, que chama Extinção, é publicado aqui no Brasil pela editora DBA. Ela vai estar lá na Philips na quinta-feira, dia 23, ao meio-dia. Esse livro assim, gente, eu li, eu fiquei assim completamente apaixonada, porque é uma coisa de um deslocamento mesmo.

É uma história que ela fala de questões ambientais, questões políticas, guerras na Europa, né? Então enfim, ela sendo ucraniana, ela fala, traz um pouco desse contexto da guerra da Ucrânia no livro, só que de algum jeito ela consegue incluir humor nessa história, sabe assim? É um livro bem novo para mim. Eu achei assim uma experiência divertidíssima ler ele, porque eu tenho lido coisas muito parecidas. E aí quando eu encontrei esse livro, eu falei, nossa, que coisa diferente!

Para onde tá me levando esse livro? Sabe aquele livro que você não sabe onde ele vai parar? E aí eu achei o máximo. Então Maria Reva, quinta-feira, 23, ao meio-dia. Acho imperdível, né, inclusive a leitura desse livro. A Julieta Correia também, que foi uma das leituras mais intrigantes que eu fiz esse ano, é uma autora argentina. Ela tem esse livro lindo que chama Por que São Tão Lindos os Cavalos, publicado pela Editora 34. Ela vai estar lá na sexta-feira, 24, às 3 da tarde.

E esse livro é um livro muito bonito porque fala de uma questão, enfim, é uma questão familiar. E ali uma avó que tem um Alzheimer, né, então tem ali uma questão da memória. E aí como ela traz a memória dentro desse livro de um jeito bem interessante assim dessas lacunas, né, do que acontece, o que não acontece, o que foi memória, o que foi de fato, né, enfim, brincar um pouco com essa questão. Claro que é um livro duro num sentido da tristeza, mas ele é muito poético.

Acho um livro assim lindo, me marcou bastante, uma leitura que me marcou bastante esse ano. E aí outra indicação também de leituras interessantes e pessoas interessantes, da Kate Kitamura, que é uma autora americana, ela é crítica, ela é jornalista, enfim, e também escritora, claro. Ela tem esse livro Audição, que aqui no Brasil publicado pela Editora Fósforo. Ela vai também estar na sexta-feira, 24, mas 7 da noite. Esse livro Audição é um livro bem contemporâneo assim, então é uma brincadeira, né, de uma atriz muito famosa que conhece um garoto, né, eles vão num date e ela começa a perceber que ele tem os trejeitos dela.

E aí fica essa coisa de tipo, será que ele é um stalker? Será que a nossa vida tá tão assim apocalíptica? Essa coisa da mimetização, mimetização da internet, sabe? Tem um pouco disso assim. Então é um livro muito interessante, muito interessante, muito interessante. A Kate é uma pessoa assim que fala coisas muito legais nas críticas dela mesmo, né, como jornalista, mas também ao longo da divulgação desse livro, é que teve finalista de várias listas importantes ali nos Estados Unidos.

Ou, e claro, grandissíssima Zadie Smith, que é uma das, dos faróis assim dessa programação desse ano, que é uma autora britânica O último livro dela publicado aqui no Brasil chama A Fraude, é publicado pela Companhia das Letras, que inclusive esse ano na feira completa 40 anos. Então vão ter várias ações ali na casa da companhia, inclusive fica a dica também, né, passar nas casas das editoras. Eu acho que enfim, né, a Flip é esse momento de você ir quase nessa peregrinação pelas casinhas, entrando, ouvindo, participando, vendo um sarau, ouvindo um show, uma música, né, coisas espontâneas que acontecem ali nas ruas.

Mas enfim, tendo prazer de Smith, ela tem, são livrões, né? Então ela costuma, são romances bem robustos assim. Ela vai estar na programação no sábado 25 às 7 da noite. Ela é uma das autoras mais requisitadas esse ano, né, dentro dessa leva de autoras contemporâneas. Mas eu acho que enfim, para ti, eu também vou estar por lá. Não sei se dá tempo ainda de falar só, eu vou mediar 3 mesas bem legais, 2 na Casa Philips Motiva que é na programação paralela à programação principal.

No dia 23, quinta-feira, 11:30 da manhã, vai ter uma mesa sobre inteligência artificial com a Célia Cruz, a Regina Magalhães e a Renata Ruggiero. Então vai ser uma mesa bem interessante, é um assunto que me interessa muito, principalmente em tudo que tem acontecido na inteligência artificial, uma coisa que avança tão rápido. A gente piscou, ela já tá fazendo mil coisas que não tava fazendo ontem. Então enfim, né, ouvir de especialistas também o quanto que isso atravessa as subjetividades, através da questão cultural, a criatividade, né, como a gente lida com isso de uma maneira saudável, se é possível, se não é possível, vamos descobrir isso nessa mesa.

No mesmo dia, então na quinta-feira, 23, à tarde, às 16:30, eu vou estar fazendo também mais uma mediação na Casa Philips Emotiva, então mesmo lugar, sobre saúde mental com o Cacá Verá e o grandíssimo Marcelo Leite, que tem livros também maravilhosos publicados. Então vamos falar sobre essa relação da saúde mental com uma medicina não tão tradicional assim, né? Então a gente vai ver aí como outras frentes de pesquisa e estudos ajudam a gente a lidar com a nossa saúde mental.

E no sábado 25, também às 11:15 da manhã, na Casa Portugal, eu vou estar com, assim, mulheres brilhantes da Nansui, Mar Becker e a Prisca Augustoni, para falar.

?Voz C

Mar Becker, maravilhosa, manda até um beijo para Mar, amo.

PJPaula Jacob

Mando, sobre os lugares que nos habitam. Então a gente vai falar sobre como o amor, a literatura, a linguagem estão ali conectadas com o jeito que a gente lida com os deslocamentos, sejam eles físicos, né, então mudanças físicas que a gente faça de países, cidades, casas apenas, mas também desses lugares que nos habitam internamente, né, então os nossos deslocamentos internos e como isso se dá, por exemplo, na psicanálise, né, então com a ali, e também na poesia com a Mar Berger e a Prisca Augustoni falando sobre essas traduções, né, dos nossos sentimentos na literatura. Vai ser bem legal.

?Voz C

Paula Jacobi, nossa colunista de cultura, que vai estar nesta lista oficializada a partir de agosto. Mas a gente só contém agosto pro pessoal. Meu amor, eu te vejo na Flip então. Uma salva de palmas aí, Henrique. Então, Henrique, hoje aqui uma salva de palmas para Paula Jacobi, para o nosso novo quadro. A gente só vai contar esse em agosto. Na volta da Felipe, meu amor. Boa Felipe para você, bons livros, cultura. Te adoro, uma alegria ter você aqui nessa curadoria maravilhosa que você faz.

PJPaula Jacob

Para mim uma honra imensa. Um beijo.

?Voz C

Até semana que vem. Até Felipe. Até.

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