Episódios de Comentaristas

Rolling Stones lançam novo álbum

17 de julho de 20269min
0:00 / 9:11
No Sala de Música, João Marcelo Boscoli comenta o novo álbum dos Rolling Stones, destaca o frescor do trabalho e explica por que sente falta da "engrenagem" formada por Charlie Watts com a banda. O comentarista ainda convida os ouvintes para a edição especial do Sala de Música no Blue Note São Paulo.

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Participantes neste episódio3
J

João Marcelo Bôscoli

Host
N

Nando

Co-host
T

Tatiana

Co-host
Assuntos2
  • Mick Jagger e Rolling StonesRolling Stones · Hackney Diamonds · Charlie Watts · Darryl Jones · Andrew Watt · Robert Smith
  • Sala de Música especial 9 anosBlue Note São Paulo · João Sabiá
Transcrição41 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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JMJoão Marcelo Bôscoli

Sala de Música com João Marcelo Boscoli.

?Voz D

Oi, João, boa tarde!

JMJoão Marcelo Bôscoli

Boa tarde, Tatiana! Boa tarde, Nando! Boa tarde, ouvinte, como estamos?

?Voz C

Muito bem, boa tarde.

?Voz D

Iluminados, animados, pronto para derrubar a caneta, só esperando você.

?Voz C

Ô João, antes de tudo, o que que vai acontecer num Sala de Música especial 9 anos em São Paulo, numa casa muito legal, 27 de agosto, né? Como é que é isso mesmo?

JMJoão Marcelo Bôscoli

Olha, Nando, vamos ter nós três lá Mas temos reforços.

?Voz C

Sim, somos uma equipe, precisamos de reforço.

JMJoão Marcelo Bôscoli

Quem contratamos? O camisa 9 para colocar a bola no barbante, João Sabiá, direto de Copacabana, vai fazer uma participação especial, vai trazer aquele, aquela música com cheiro de mar de Copacabana, violão, bateria e contrabaixo. Vai nos ajudar a botar a casa para balançar, né?

?Voz C

Boa, boa. Gradativamente vamos aqui dando mais detalhes sobre esse espetáculo.

?Voz D

É um espetáculo, né? E vai também convidando os ouvintes já, vem, né? Se prepara para ir lá ver como é que faz para ir, para já reservar seu lugar, né, no show, porque vai ser um show, né?

JMJoão Marcelo Bôscoli

O que tem sempre assim chegado para mim é a pergunta, né, que já virou uma pergunta clássica aqui na minha comunicação digital, que é: o Fernando vai dançar novamente?

?Voz D

É isso, é o que todo mundo quer saber. Você sabe que ele tem uma viagem para Europa no meio do caminho. Quem sabe lá vou treinar, ele dá uma requebrada, tal.

?Voz C

Vou treinar.

?Voz D

Na Europa, requebrada? Acho que não, né? Mas tudo bem, vai dar uma requebrada na Inglaterra, aquele pessoal malemolente, né? Acho que não, mas tá bom.

?Voz C

Samba na Inglaterra, tá bom, tá bom. Então tá bom, dia 27 de agosto, certo? Voltaria a tempo, estarei lá.

JMJoão Marcelo Bôscoli

Exatamente.

?Voz C

Se eu vou dançar ou não é surpresa, mas é a camisa florida, vai rolar surpresa.

JMJoão Marcelo Bôscoli

Caramba! E a barba hidratada? Você não vai tirar a barba no dia do nosso show, né?

?Voz D

Não, não vai. O Fernando sabe que a lei, a lei desse programa aqui, ela é de acordo com nossas regras, né, João?

JMJoão Marcelo Bôscoli

Exatamente. É, como é que chama isso aqui? É platino, né?

?Voz C

Vamos lá então, João, para hoje, o que que você trouxe?

JMJoão Marcelo Bôscoli

A Tatiana tinha falado Entendi. É o quê?

?Voz D

Nada, eu tô numa conversinha paralela, desculpa. Vai, eu tinha falado o quê?

JMJoão Marcelo Bôscoli

É sobre os Rolling Stones, né? The Rolling Stones, né? Rolling Stones. Sabe uma coisa que tem em comum entre Rolling Stones e o nosso querido Miles Davis? O contrabaixista, o Darryl Jones, que toca contrabaixo já muitos anos ao vivo com os Rolling Stones. Trabalhou com Miles nos anos 90, um grande músico. Então Rolling Stones nesse álbum tem novamente o produtor Andrew Watt, e além do Mick, do Keith na guitarra e do Ron Wood, temos aí o Darryl Jones que eu falei, Matt Clifford no teclado, Steve Jordan na bateria.

E aí tem um álbum com muitas participações especiais. Vamos escolher essa música aqui que eu achei que tem a ver com Um clima para a gente cestar. É Intervenção Divina, o nome da música do Rolling Stones, o novo álbum. Vamos lá ver o que que você acha, ouvinte. Escreva para o Nando. Rock, hein?

?Voz D

Eu gostei, eu gostei também.

JMJoão Marcelo Bôscoli

Vai, tá entregando. Sabe quem tá aí, Tadinho?

?Voz D

Quem tá aqui?

JMJoão Marcelo Bôscoli

Robert Smith.

?Voz D

Você jura?

JMJoão Marcelo Bôscoli

The Cure, legal. Então, olha, eu ouvi o álbum todo poucas vezes, gostei. Sinto muita falta do nosso querido Charlie Watts na bateria. E é muito legal para mim, que gosto de música, que toco desde criança e tal, ver que tem umas questões que a técnica e essa questão do virtuosismo e tal, questões que isso não responde, né? Essas que é uma sensibilidade, um jeito de tocar. É muito interessante. Quando eu ouvi a primeira vez, primeira faixa do álbum, entra o batera que toca bem demais, mas é engraçado, parece que falta algo.

Tem algo que eles todos tinham juntos, uma engrenagem, um um passo ali, uma fluidez que é algo que eu senti falta. Mas o disco muito bacana assim, né? A gente tá falando de uma banda que tem décadas de estrada, eles ainda terem esse desejo, esse ímpeto, né? E entregar um álbum que eu achei gostoso de ouvir assim, as primeiras audições. Tem frescor, me parece. Não me parece uma forçação de barra, não me parece aqueles álbuns que você vê alguns artistas gravando para entregar para cumprir um contrato e tal.

Tem uma leveza, uma atmosfera boa, leve, um ar fresco no álbum, na minha opinião.

?Voz D

E uma assinatura, né, óbvia, parece, tá aí, né?

JMJoão Marcelo Bôscoli

Tem um tempo que, claro, né, quando é que você tem, por exemplo, Keith Richards tocando guitarra, e quando entra a batera, estão só os dois antes do baixo, só guitarra e batera. Havia algo, né, que está registrado. Ainda bem, né? Por isso que eu amo estúdio, né? Você registra essas coisas para sempre. Alguma coisa acontecia entre os dois ali que é único, assim. Então isso faz até a guitarra do Keith soar levemente diferente por causa do contexto, por causa dos outros músicos, tá todo mundo tocando junto, é um outro jeito de tocar, né?

Então ficou diferente, por isso que eu gostei, achei curioso, né? Ao mesmo tempo, a assinatura de todo mundo tá lá, e a voz do Mick, né? Vale a pena continuar nadando sei quantos quilômetros por dia Tá com a voz inteira, né? Aqueles anos 60 e 70 não estão pesando.

?Voz D

Essa água que a gente quer que o Fernando tome lá na Grã-Bretanha para voltar malemolente igual o Mick Jagger, para o nosso evento.

JMJoão Marcelo Bôscoli

Olha, Tatiana, quem gosta, sei que ele tem muitos fãs, né? E quem já viu ele dançando, né, pode dar uma checada. A grande inspiração dele é a Tina Turner. Então quando você vê a Tina Turner andando pelo palco e se mexendo, depois você vê o Mick Pelo menos eu tive essa sensação. Fui, nossa, é isso mesmo, é uma inspiração legal, é uma bela inspiração. Muito obrigado. Novo álbum dos Rolling Stones, recomendo. E não esqueçam, Rolling Stones com S é a banda, Rolling Stone sem o S é a revista. Muito obrigado e até segunda-feira.

?Voz D

É nós, bom fim de semana, João. Segunda a gente se fala.

JMJoão Marcelo Bôscoli

Um beijo, vamos lá.

?Voz D

Eu amo que o post que ele fez do evento no Blue Note tinha essa música, nós três no palco. É, e João Marcelo, João Marcelo tá aqui todo dia, 15 para 5 da tarde, na nossa sala de música.

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