Como a China se preparou para crise do petróleo?
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- Estratégia Chinesa e BRICSMaior importador de petróleo global · Reservas de 4 meses · Aumento de 16% nas compras vs ano anterior · Antecipação da crise · Segurança energética nacional
- Bloqueio Estreito OrmuzFechamento parcial da rota · Passagem de navios chineses · Impacto no comércio marítimo · Gargalo energético global
- Ataques a instalações energéticasRetaliação iraniana · Refinarias sauditas atingidas · Refinarias no Kuwait danificadas · Operações de gás em Abu Dhabi · Navios atingidos no Golfo · Escalada perigosa do conflito
- Energia Nuclear20 reatores conectados em 10 anos · 23 reatores em construção · Contraste com Alemanha · Segurança contra problemas nucleares
- China no ConflitoNão envolvimento direto · Recusa ao pedido de Trump · Diplomacia pragmática · Benefício comercial mantido
- Domínio chinês em energias renováveis70% das baterias de veículos elétricos · Painéis solares · Indústria de energia renovável · Exportação tecnológica
- Gás NaturalMaior campo de gás natural do mundo · Compartilhado Irã-Catar · Localização no Golfo Pérsico · Importância estratégica regional
O Mundo em 3 Minutos. Olá, eu sou o Fernando Andrade. Seja bem-vindo ao Mundo em 3 Minutos. Hoje eu quero falar aqui e trazer informações sobre como a China está lidando com essa crise do petróleo. Sobre o estreito de Hormuz, fechado, mas nem para todos. Navios chineses têm passado. E é uma China vendo tudo isso sem se envolver diretamente no conflito, sem sequer responder ao pedido de Donald Trump para que a China ajudasse a destravar o estreito. O fato é que a China se preparou.
É hoje o país que mais importa petróleo no mundo, grande parte vem dos países do Golfo Pérsico, e é também o que mais tem reservas. Especialistas estimam que a China tenha reservas de petróleo que durem quatro meses. Sobre isso, eu conversei no CBN Pelo Mundo com o correspondente do jornal Globo e colunista da CBN, Marcelo Nínio. Contrário de países como a Alemanha, que abandonaram a energia nuclear por preocupações com segurança,
nucleares. Só nos últimos 10 anos conectou 20 reatores à sua rede elétrica e tem mais 23 em construção, mais 23 na fila. Tem esse componente de segurança energética e tem também o lado do business, Fernando, porque como quase tudo aqui, a energia, a indústria de energia renovável já é dominada pela China, por exemplo, 70% das baterias de veículos elétricos produzidas no mundo são made in China e aí tem também painéis solares que tem uma
pela dominância chinesa ainda maior e tudo para exportação. A China se preparou para esse momento de crise. E a China também previa essa crise. Sabia que se o Irã fosse atacado, ele fecharia o Estreito de Hormuz. Sendo assim, comprou 16% mais petróleo nesse período na comparação com o ano passado. E essa guerra está tomando contornos preocupantes porque, até agora, ataques a infraestruturas de energia não estavam acontecendo.
Parse. Falamos sobre isso ontem aqui. Esse é o maior campo de gás natural do mundo. É localizado no Golfo Pérsico e é usado em conjunto entre Irã e Catar. Aí vieram retaliações do Irã. Uma refinaria saudita no Mar Vermelho foi atingida. Duas refinarias no Kuwait também. Operações de gás em Abu Dhabi foram atingidas. Um navio pegou fogo na costa dos Emirados Árabes Unidos e um outro foi danificado próximo ao Catar.
classificou o momento como uma escalada perigosa. Mundo em 3 minutos. Até a próxima edição.