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Certeza de cassação, Castro sob pressão e falta de nomes: direita do Rio reflete em meio à crise política

20 de março de 20266min
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Cláudio Castro cogita renunciar ao cargo até segunda-feira (23), véspera do julgamento que pode cassá-lo no Tribunal Superior Eleitoral. Ouça.

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Assuntos12
  • Renúncia de Cláudio CastroPressão política · Oscilação do governador · Ciclo político se encerrando · Avaliação de cenário
  • Julgamento Cláudio CastroJulgamento adiado · Desfecho irreversível · Data da sentença · Expectativa de resultado
  • Vácuo de poder duplo na administraçãoAusência de liderança clara · Caos administrativo · Pressão na direita
  • Cassacao Rodrigo BacellarPresidente da Assembleia · Impacto na administração · Consequências jurídicas
  • Eleições para GovernadorVoto de 70 deputados estaduais · Processo legislativo · Mandato tampão
  • Atuação de Lucia na políticaCinco sessões legislativas · Impacto político · Reorganização administrativa
  • Mandato tampão e interinatoGoverno temporário · Estrutura legal · Transição de poder
  • Falta de nomes para cargos-chaveIndefinição de candidatos · Conflitos de interesses políticos · Impossibilidades legais
  • Impacto de decisões judiciais no RioSTF e TSE · Mudança de regras · Embaralhamento político
  • Pressão da direita rio-grandenseManutenção do poder · Adversários em outubro · Mobilização política
  • Impunidade PolíticaRodrigo Amorim inelegível · Impossibilidades candidaturas · Restrições legais
  • Contexto histórico de crisesPrimeiro impeachment de governador · Saída do Witzel · Prisões inéditas
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Trago aqui alguns bastidores e estou com algumas folhas de papel abertas aqui de conversas que eu tive nos últimos dois dias, entre ontem e hoje. O Palácio Laranjeiras ontem viveu um dia daqueles. Reuniões atrás de reuniões para pensar o cenário político do Rio de Janeiro. E conversei com algumas fontes que me orientaram no seguinte sentido. Olha, não dá para cravar que o governador vai renunciar até segunda-feira.

E também não dá para cravar que ele não o fará, porque ele está oscilante. Uma pessoa com quem eu conversei disse, ele está up and down o tempo todo. Uma hora ele está sendo muito pressionado, momento de fim de ciclo nas avaliações dessas fontes, sempre é um momento muito tenso, mas o governador está sendo muito pressionado nesse momento, porque a direita no Rio de Janeiro, ela detém o poder, tem um adversário importante em outubro e não quer perder o poder, obviamente.

Só que temos aí no meio do caminho algumas decisões judiciais importantes que estão embaralhando completamente o jogo político do Rio de Janeiro. Para começar, Bianca, até segunda-feira o Claudio Castro pode ser cassado, quarta-feira eu contei isso, ele pode renunciar, aliás, porque ele está esperando do Tribunal Superior Eleitoral uma sinalização de que o julgamento que pode cassá-lo vai ser adiado.

o julgamento no cargo porque a situação vai melhorar. Você não vai ser cassado na terça-feira, nem na quarta-feira. Até ele ter essa sinalização, ele está tenso. E aí avalia se fica ou não fica no cargo. E aí você tem um segundo ponto. Cassação dele é dada como irreversível, irreversível nos bastidores. As pessoas da direita dizem, a única certeza que se tem é quinta-feira dessa semana, Cláudio Castro vai estar cassado, Rodrigo Bacelar vai estar cassado e eles vão ser o Bacelar

sobretudo, será um passado do Rio de Janeiro. E aí a iminente queda dessa dupla, ela cria um vácuo de poder duplo. Porque caso a cassação do Bacalar se confirme, a Alérgio vai ter que escolher um novo presidente. E aí esse novo presidente que vai organizar a eleição indireta para o mandato tampão. Olha que loucura. Olha que loucura. É tudo muito inédito. Tudo muito inédito. E aí conversando com uma fonte hoje, antes de entrar aqui no CBN Rio, eu falava, uma fonte com quem já conversa há muito tempo, dizia o seguinte,

É doido viver o Rio de Janeiro, né? Porque é o tempo todo um momento inédito. Não, é isso. O Rio não cansa de nos entregar ineditismo. É cansativo observar a história acontecendo, né, gente? Não, assim, a gente tá falando de um ciclo político que tá se encerrando do governador Claus Castro, inaugurado com o primeiro impeachment de governador da história, que foi a saída do Witzel. É depois de muitas prisões? Isso. Depois de muitas prisões, também inéditas, a gente teve o impeachment.

impeachment, a gente não vai ter uma eleição normal. A gente vai ter uma eleição indireta. É, de fato, um momento emblemático na história do Rio de Janeiro, em que você pode, na quarta-feira, com o término do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, você pode ter, primeiro, a necessidade, e aí são cinco sessões legislativas, para que a Alerja escolha um novo presidente. E esse novo presidente é o cara que vai dar as cartas numa inédita eleição para um mandato tampão, que será, como o Rio de Janeiro também, de modo inédito.

Nós teremos os 70 deputados estaduais do Rio de Janeiro escolhendo um novo governador. Aí entra o terceiro drama, mais um drama. Quem é esse governador? E aí vou trazer o exemplo aqui, Pedro e Bianca, para o ouvinte entender o que pode acontecer. Supor, Pedro Bonenberger é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro neste momento.

o nome principal para ser o candidato ao mandato tampão. Só que o Pedro, se ele for candidato ao mandato tampão, a governador, ele só pode, em outubro, ser candidato a governador. De novo. Pedro não pode, deputado estadual, se tornar governador e voltar a ser deputado. Ele não pode. E aí, o Douglas Ruas, que é o escolhido para ser o candidato em outubro, ele faz o que com ele? Se você tem que colocar um outro nome para disputar o governo agora,

fluxo, que embaralhou totalmente esse jogo. Então, assim, a situação parece complicada, porque é. É mesmo. É muito. É muito. Você tem uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que pode ser reavaliada, que mudou as regras para esse inédito mandato tampão, e você tem um julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, que demorou quatro anos para julgar um troço, que simplesmente desfaz a política do Rio de Janeiro como ela está hoje. A gente pode chegar na próxima semana, Bianca, com um governador que a gente não sabe quem é,

e com um presidente da Alerja que a gente também não sabe quem é hoje. Aí eu perguntei, por exemplo, só pra fechar aqui, de um nome possível pra ser presidente da Alerja. Rodrigo Amorim, líder do governo, me foi lembrado. Tá inelegível. Como é que faz? Vai colocar uma pessoa inelegível presidente da Alerja? Que loucura, gente. É, é mesmo.