Episódios de Comentaristas

Guerra faz preços do petróleo dispararem de novo

19 de março de 20265min
0:00 / 5:19
Qual a repercussão no mercado com a taxa do Copom em uma redução que foi menor por conta da guerra no Oriente Médio? Ouça a análise de Gustavo Ferreira.
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Assuntos8
  • Preços de Combustíveis e PetróleoAumento de 100% em relação ao começo do ano · Petróleo aproximando de 120 dólares por barril · Influência da guerra no Oriente Médio nos preços · Volatilidade do mercado de commodities · Impacto nos custos de vida global
  • Decisão do Copom sobre JurosRedução de 0,25 ponto percentual · Selic fixada em 14,75% ao ano · Sinais de continuação dos cortes · Impacto da guerra nas decisões monetárias · Expectativas de mercado não atendidas
  • Conflito Irã-EUADeclaração de Benjamin Netanyahu sobre capacidade de mísseis do Irã · Perspectivas de término da guerra · Risco de expansão do conflito · Reação do mercado a notícias geopolíticas · Comparação com fala anterior do Trump sobre cessar-fogo
  • Expectativas para queda da SelicMeta de 12% até dezembro · Dependência de resolução do conflito · Impacto inflacionário da guerra · Perspectivas antes e depois da guerra
  • Mercado FinanceiroOscilações diárias dos índices · Mudanças rápidas de apetite por risco · Movimentos de manhã versus final do pregão · Influência de boatos geopolíticos
  • IbovespaMínima do dia com queda de 2% · Recuperação no fechamento · Fechamento com alta de 0,22% · Correlação com mercados globais
  • Inflação e Política MonetáriaImpacto do preço do petróleo na inflação · Redução de risco se guerra terminar · Normalização do escoamento de petróleo · Importância do Estreito de Hormuz
  • Cotação do DólarOscilações do dólar no dia · Máxima de R$ 5,31 · Fechamento em R$ 5,22 · Movimentos percentuais (1,3% alta, 0,6% queda)
Transcrição9 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está com a gente. Tudo bem? Boa tarde. Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Muito boa tarde a todos. Boa tarde. E aí, Gustavo, qual foi a repercussão no mercado com a taxa do Copom em uma redução menor do que o esperado? Quer dizer, esperado depois da guerra, né? Antes da guerra tinha uma perspectiva e depois da guerra uma outra perspectiva. É isso mesmo, Débora.

O desempenho hoje do mercado teve muito a ver de novo com o preço do petróleo, que por sua vez tem tudo a ver com o comunicado do Banco Central na noite passada ao cotar a Selic em 0,25 ponto aos 14,75% ao ano. A autoridade monetária deu mostras de que quer cotar mais os juros. O problema é a guerra que fez os preços do petróleo dispararem hoje de novo as proximidades de 120 dólares por barril.

que uma diferença de 100% em relação aos 60 dólares do começo do ano. Nesse clima, a Bolsa do Brasil apanhava desde cedo tal e qual pares globais. No entanto, tudo mudou no fim da tarde. O apetite por risco ressurgiu no mundo todo. Foi uma reação imediata a um recado do presidente de Israel, Benjamin Netanyahu. Ele disse que o Irã não tem mais capacidade de produzir mísseis balísticos.

risco de uma guerra a perder de vista. Se a guerra acabar de fato em breve, pode ser normalizado mais rapidamente o escoamento de cerca de 20% do petróleo do mundo que passa pelo estreito de Hormuz. E a reboque, o risco inflacionário global seria drasticamente reduzido. O Banco Central do Brasil deixou em aberto ontem quantos cortes de juros mais conseguiria praticar, jogando luz justamente nos possíveis efeitos da guerra no custo de vida dos brasileiros.

essa ópera diária, Débora e Carol, se a guerra acabar logo mais, fica valendo a perspectiva de juros que era de antes da guerra, de uma queda da Selic rumo aos 12% até dezembro, com esse pano de fundo. E tendo caído na mínima do dia quase 2%, o Ibovespa chegou a subir na hora final do pregão quase 1%. O calor da emoção dos investidores deu uma esfriada e o principal índice da Bolsa fechou o dia em alta

de apenas 0,22%. Já o dólar chegou a subir hoje 1,3%, tocou R$ 5,31, virou também, caía no fim do dia 0,6% aos R$ 5,22. O Gustavo, o preço do petróleo deu uma disparada mais cedo, passou dos US$ 119 por barril, depois os preços caíram um pouco durante a tarde, mas a volatilidade ainda é muito grande.

a volatilidade de versões em meio à guerra. Vale a gente lembrar, o movimento hoje do mercado foi muito semelhante ao que aconteceu na semana passada, quando o Trump falou que a guerra acabaria logo. Isso foi na segunda-feira da semana passada. Mas esse logo depois, acabamos percebendo que não seria um cessar-fogo. Teve essa esperança no mercado, que também fez no mesmo dia o petróleo virar, a bolsa subir, o dólar cair. Viu-se que, na verdade, a ideia era intensificar a guerra para que a guerra acabasse mais cedo.

Hoje teve essa fala do Benjamin Netanyahu, presidente de Israel, falando então que o Irã não teria mais como produzir mísseis. Ou seja, se isso for verdade, mais cedo do que se imagina, o Irã vai ter que se render, porque os mísseis do Irã iriam acabar sem que, em caso, nenhum país entre no conflito apoiando o Irã. Isso é verdade? A gente não sabe. E no meio disso tudo, muita volatilidade até as coisas.

se definir em Carol e Débora e isso inclui, claro, as expectativas para a queda da Selic. Valeu, Gustavo. Amanhã falamos mais. Até lá e, como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com.

Guerra faz preços do petróleo dispararem de novo | Castnews Index — Castnews Index