BC corta juros com cautela em meio à incerteza da guerra
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- Corte de juros Banco CentralDecisão do Copom · Selic de 15% para 14,75% · Corte de 0,25pp · Calibragem de política monetária · Perspectiva de novos cortes
- Geopolítica de Trump, Xi e PutinGuerra de Trump · Tarifas inflacionárias · Pausa do FED · Impacto na inflação brasileira · Falta de visibilidade do futuro
- Análise de juros reaisDiferença entre juros nominais e reais · Juros reais de 10-11% · Impacto da inflação na taxa real · Margem disponível para cortes · Conceito de gordura de juros
- Possível escalação para intervenção no IrãAnúncio público de Trump · Possibilidade de tropas terrestres · Descumprimento de promessa anterior · Vantagem do conhecimento do terreno inimigo · Precedente da guerra do Vietnã · Derrota americana em Vietnã · Saída pela embaixada em Saigon
- Consequências econômicas das guerrasInfraestrutura de petróleo atingida · Infraestrutura de gás atingida · Volatilidade de preços de combustível · Normalização difícil · Efeito nos preços brasileiros
- Inflação e Política MonetáriaTaxa do FED em 3,5-3,75% · Pausa de cortes de juros · Incerteza causada por Trump · Tarifas como fator inflacionário
Bom dia para você, Miriam Leitão. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Miriam. Ao fim da super quarta, tivemos uma redução de 0,25 pontos percentuais aqui no Brasil e lá nos Estados Unidos. A taxa de juros se manteve igual. Eu queria ouvir a sua análise a partir destas decisões. A guerra do presidente Trump bateu lá e cá.
porque lá eles tinham pausado o processo de redução da taxa de juros, está em 3,5 a 3,75, eles fazem sempre uma faixa, e parou exatamente por quê? Por causa das incertezas do Trump, as tarifas, tudo isso que é inflacionário. E agora parou também e explicou, continuou parado,
aumenta muito a incerteza. E aqui a explicação foi a mesma. Então, a gente viu durante essa semana, aqui nesse comentário mesmo, quem nos acompanhou nesse comentário viu como é que estava a incerteza. A gente comecei falando que havia uma coisa mais ou menos igual o mercado financeiro. Metade achava que ia ter um corte de 0,25 e a outra metade um pouco menos da metade. Achava que ia ser 0,50. Ainda estava nessa posição.
E na terça-feira, eu já disse, olha, está aumentando o número de pessoas, dizendo que na terça ou na quarta, eu voltei o assunto, falei, está aumentando o número de empresas, de bancos, que estão mudando de posição e achando que é 0,25. Acabou sendo 0,25 mesmo e tem razão de cortar. Tem razão de cortar por razões. É o seguinte, está muito alta a inflação, os juros. Eles estão muito altos, então pode cortar, tem muita gordura.
cortar 0,50, porque 0,50 poderia ser entendido como, olha, eu não estou vendo como complicou a situação desde a última reunião de janeiro para cá. E se ele não cortasse nada, ele não estaria vendo a gordura enorme de juros que tem no país. E o que eu chamo de gordura? Os juros, a gente sempre trabalha com o número, o percentual nominal dessa taxa básica, que é a Selic, que é 15%, agora 14,75%.
Mas o que é mais importante é ver os juros reais. Quando a inflação cai, os juros reais crescem, que é os juros acima da inflação. Então, a gente está com quase 11% de juros reais, 10% de juros reais. Então, não tem realmente motivo para permanecer nesse patamar. Por outro lado, não tem como não ver que a situação está complicada, se complicando, mas principalmente não tem visibilidade. O que vai acontecer amanhã?
essa guerra? Quanto será o aumento de preços do petróleo? Quanto o governo vai conseguir impedir que chegue no mercado brasileiro? É muita dúvida, é muita questão. Então, por isso é que eles optaram por, apesar de ser o primeiro corte de um ciclo de cortes, que já estava sendo anunciado como ciclo de cortes, ele não disse assim, olha, na próxima reunião vou cortar juros novamente. Ele disse que o processo de calibragem
O que ele está falando no final, quando ele passa o recado para o que vai acontecer daqui para diante, ele está dizendo, olha, eu não vou me comprometer com corte nenhum específico, eu vou ficar acompanhando.
desenrolar para ver quanto tempo vai durar essa guerra e como ela vai afetar os preços brasileiros. Ana Carolina Diniz, que trabalha comigo, ouviu vários economistas ontem. Alguns acham até que se a guerra acaba, ele pode vir a fazer cortes até maiores, de 0,75, mas a guerra tem que acabar e tem que normalizar o preço do combustível. A cada dia que passa a guerra, Cássia, fica mais difícil a normalização rápida, porque na guerra estão sendo atingidos
estão sendo atingidas a infraestrutura de petróleo e gás dos dois lados. Então está bem complicado isso. E para piorar a situação, Miriam, ontem o presidente Donald Trump falou pela primeira vez na possibilidade de os Estados Unidos mandarem tropas terrestres para o Irã. Pois é, tropas terrestres é mais uma vez que ele descumpriu o que ele falou, que ele falou que não ia botar tropas no chão. E aí a guerra,
de tropas no chão, os Estados Unidos têm vários exemplos de que, independentemente da diferença de força, ele perde. Quando você está no terreno do outro, o outro conhece esse terreno. Então, vamos lembrar a mais emblemática das guerras, a do Vietnã, que a minha geração, na juventude, acompanhou com o coração cortado. Eles jogavam bombas em cima de pessoas, matavam famílias, e a situação foi muito dramática na guerra do Vietnã.
da qual vocês só sabem pelo livro de história. Mas ela terminou, como todo mundo sabe, é a cena emblemática, com os últimos americanos saindo pelo telhado, pelo teto da embaixada americana em Saigon. Ou seja, eles perderam a guerra do Vietnã, apesar de toda a força deles e dos anos de esforço de guerra. Então, aí fica mais complicado se eles resolverem ir para o chão.
pela sua análise, bom dia e até amanhã. Até amanhã. Até.