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Dentro do Estúdio: a impressionante remasterização de Elis 73

19 de março de 20266min
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No último episódio em homenagem ao relançamento de Elis 73, João Marcello Bôscoli destaca a qualidade sonora que a remasterização trouxe para a nova mixagem do álbum. Ouça.
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Sala de Música, com Julão Marcelo Pôscoli. João, boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Nando. Boa tarde, ouvinte. Vamos ver o último capítulo dessa semana aí do lançamento de 73, Eli 73. Separei duas músicas. Falamos bastante, Tatiana, ontem da parte técnica, né? Me perguntou bastante. As pessoas imaginam que a gente joga uma voz lá, um tape antigo, dá um prompt e salta, né?

engenheiro, durante dois anos quase, Ricardo Câmara, esperando softwares novos, mas hoje eu queria focar no resultado sonoro disso, que está a serviço, o áudio é o serviço da captação da música. Então eu separei duas músicas que creio que vocês possam curtir. Podemos?

Entre brinquedos. Cigarros. Parece uma pessoa que ficou presa no apartamento o dia inteiro. Eu acho interessantíssimo. Gilberto Gil, Duda Machado. O próprio, né? Gravava bastante ele, né? Foi a primeira a gravar. Tem uma foto bacana dele com a roupa... O Gil, né? Com a roupa de trabalho dele. Trabalhava numa empresa grande, uma multinacional. Entre aspas, como ele dizia.

vendendo coisas e ela, na paralela, buscando a sua carreira, buscando as suas gravações que ele já fazia e apresentar as suas músicas para outros artistas. Uma outra que eu acho bacana que tem nesse álbum, que tem quatro do João e do Aldir, é o Caçador de Esmeraldas, Agno Sei, tem Cabaré, tem Comadre e do Gil, Oriente e Doente Morena. Tem uma linda aqui, Folhas Secas, vamos ouvir e a gente fala um pouquinho depois.

uma bateria eletrônica, mas não é. As coisas nessa versão estão bem mais claras. Calção Cavaquinho, Guilherme de Brito, clássico da música brasileira Folhas Secas. Então é isso, faz parte do álbum de 73, versão 2026, restaurada, remixada e remasterizada. Espero que vocês gostem, já recebi uma mensagem aqui do Pasquale, fiquei muito feliz. E amanhã a gente... Pode fazer, claro, claro. No ano de 77 havia uma crise

petróleo dificultava a impressão dos discos. Nesse caso, aconteceu com esse disco deles? Essa crise de 77, ela foi uma segunda onda de crise que houve uma outra no início dos anos 70. Aí havia uma importação de um vinil que não era o ideal, não era a melhor matéria-prima, além de serem fabricados mais finos, né? E reaproveitavam. Quando ia pra loja e vendia, voltava, eles arrancavam lá o selo e derretiam e faziam novas versões. Então,

é tomar muito cuidado com o que se compra durante esse período aqui, sobretudo. Há versões feitas na Alemanha, no Japão, no mesmo período dos mesmos álbuns que tem uma fabricação melhor. A Elis sofreu com isso sim à época, mas agora não sofre mais com isso. Tá bom. Um beijo, João. Obrigada, Curiosa. Até amanhã. Obrigado, até amanhã.