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A paz mora dentro

19 de março de 20262min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre a busca pela paz interior. O que eu estou levando comigo? ‘Não existe destino que cure quem não fez as pazes consigo’. Comentarista destaca que ‘de nada adianta mudar a geografia se internamente você leva suas mazelas na alma’. Ouça.
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Assuntos4
  • Estado interno vs. mudança geográficaImpossibilidade de curar através de destinos · Levar problemas emocionais para qualquer lugar · Necessidade de fazer as pazes consigo · Beleza interior como pré-requisito
  • Paz InteriorViagens espirituais (Índia, Tailândia, mosteiros) · Fuga geográfica vs. transformação interna · Retorno aos mesmos problemas emocionais · Paz como trabalho interior, não destino externo
  • Viagem interior como transformação pessoalAutoconhecimento sem sair do lugar · Reflexão pessoal como jornada verdadeira · Perguntas sobre o que se leva consigo · Autenticidade na mudança versus fuga
  • Perspectiva e visão de mundoOlhar pessimista vs. otimista em viagens · Defeitos percebidos quando amargurado · Encanto encontrado com olhar aberto · Influência emocional na percepção da realidade
Transcrição4 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Refletir para viver, com Rosandro Klingey. Já vi gente atravessar o mundo atrás de paz. Índia, Tailândia, mosteiro no interior, retiro em montanha. Voltam com fotos bonitas, histórias exóticas e a mesma angústia de antes. Duas semanas depois, estão de novo no mesmo lugar interno que tentaram abandonar. Não existe destino que cure quem não fez as pazes consigo. E como dizia meu avô materno,

De nada adianta mudar a geografia interna se, internamente, você leva suas mazelas na alma. A beleza que você procura lá fora só aparece se você já carrega alguma dentro. Quem viaja amargurado enxerga defeito em tudo. O voo atrasa, o hotel vai decepcionar e a comida não será agradável. Até o povo do lugar onde você estará parecerá estranho. Quem viaja com o olhar aberto encontra encanto até na fila do embarque.

A viagem mais importante, porém, não exige passaporte. É a que você faz para dentro de si, geralmente sem sair do lugar. Antes de fazer a mala, vale perguntar, o que eu estou levando comigo? Se for só fuga, você vai se encontrar do outro lado.

lado do mundo do mesmo jeito que partiu. A beleza está em todo canto. Só enxerga quem aprendeu a carregá-la consigo.

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