Rio de Janeiro terá eleição indireta? Entenda
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- Eleições para GovernadorDupla vacância de governador e vice · Eleição na Assembleia Legislativa · Calendário de renúncia até abril · Duas eleições em um ano (indireta e outubro) · Imprevisibilidade e ausência de favorito claro
- Renúncia de Cláudio CastroPossível renúncia até início de abril · Julgamento do TSE que pode cassá-lo · Inelegibilidade como punição · Disputa pelo Senado se não for cassado · Boa popularidade momentânea em período anterior
- Disputa Castro versus PaesEscalada retórica entre os grupos · Divergências em política de segurança pública · Eduardo Paes como candidato em outubro · Estratégia de apoiar candidato na eleição indireta · Diferenças no trato com aliados investigados
- Segurança OperacionalOperação da Polícia Federal com 8 mortes · Morte de líder do Comando Vermelho · Reação do crime organizado com bloqueios · Sequestro e incêndio de ônibus · Caos urbano contínuo na cidade
- Candidatura Douglas RuasNomeação como candidato da direita para outubro · Cargo de deputado estadual e secretário de cidades · Apoio de Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro · Capacidade de unificação de grupos divergentes · Escolha sobre nomes mais especializados em segurança
- Prisão de Bacelar e desarticulaçãoPrisão do deputado Bacelar, presidente da ALERJ · Desarticulação do grupo de Cláudio Castro · Desarticulação da direita no Rio · Perda do candidato pré-esquematizado para indireta · Necessidade de buscar novo candidato
- Operações de segurança e popularidadeOperações nos complexos do Alemão e da Penha · Avaliação positiva pela população · Melhora momentânea da popularidade de Castro · Impacto na candidatura para eleição · Operações como fator de competência política
a voz, com Vera Magalhães. Vera? Oi Sardenberg, oi Cássia, boa tarde pra vocês e pros ouvintes, vocês me ouvem bem? Porque eu tô ouvindo vocês muito mal, apesar de estar na redação. Ah, tá certo, peraí que a gente tá te ouvindo bem e agora estamos também assistindo você, Vera. Na redação da CBN no Rio de Janeiro. Tô na redação do Jornal Globo e da CBN no Rio de Janeiro. E me diga uma coisa, por falar em Rio de Janeiro, se tem uma
coisa confusa é a questão do governo do Rio de Janeiro, né? Como é que está a situação agora, Vera? Hoje é um dia especialmente caótico aqui, né, Sardenberg? Porque houve uma operação da Polícia Federal que resultou em oito mortes, entre elas a de um dos líderes aí da facção Comando Vermelho e isso desencadeou uma reação do crime organizado que fechou uma série de vias, sequestrou vários ônibus, incendiou outros
e provocou mais um dia de caos na vida da população da cidade do Rio de Janeiro. E isso tudo vai se agravando à medida que se aproxima a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro, porque o governador Claudio Castro, ele não tem o vice-governador hoje, ele vai deixar provavelmente o governo para disputar o Senado,
puder concorrer ao Senado se o Tribunal Superior Eleitoral não o tornar inelegível num julgamento que está paralisado. E o acirramento da disputa tem levado também a uma escalada retórica entre os grupos do governador e do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
entender, quando há uma dupla vacância, quando vagam o cargo de governador e de vice, a lei eleitoral determina que haja uma eleição indireta e isso vai acontecer. Eleição indireta na Assembleia Legislativa. Uma eleição indireta que é feita pela Assembleia Legislativa e isso vai acontecer aí porque o governador Cláudio Castro tem de renunciar pelo menos até o início de abril.
E aí é declarada a vacância e acontece essa eleição. Ou seja, o Rio de Janeiro vai ter duas eleições para governador esse ano. Na eleição indireta, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, não é candidato, mas ele é candidato em outubro. E tudo está sendo preparado para que ele tenha um candidato agora, apoie um candidato e em outubro esse governador, caso vença a eleição indireta,
E a área da segurança pública é uma das que estão gerando mais disputa entre Cláudio Castro e Eduardo Paes. Eles estão aí num bate-boca bem forte a respeito disso. Na semana passada houve uma operação da polícia que atingiu aliados de ambos e o prefeito Eduardo Paes foi assim dizer que havia uma diferença e que a diferença era que o aliado dele não tinha nada comprovado,
e que a postura dele será sempre a de que se investigue qualquer aliado seu que for suspeito de qualquer coisa, diferentemente do governador. Então, esse bate-boca está muito acirrado e tem um alto grau de imprevisibilidade quanto ao que vai acontecer nessa eleição indireta, porque não há um favorito. A Assembleia Legislativa também passou por um turbilhão com a prisão do deputado Bacelar, que era presidente da LERJ,
o candidato ali, já estava tudo esquematizado para que ele fosse o candidato do grupo do governador Claudio Castro, e isso desarticulou completamente o PL, desarticulou completamente a direita aqui no Rio de Janeiro. Vera, para a eleição de outubro, o candidato certo é o prefeito. E quem seria um outro candidato que estaria aí na disposição?
Pois é, também teve uma disputa muito grande por essa segunda vaga, a vaga do candidato da direita, porque com o Bacelar caindo em desgraça, começou essa disputa e os principais nomes vieram da área justamente de segurança, depois daquela operação do ano passado nos morros ali, nos complexos do Alemão e da Penha, que foi bem avaliada pela população,
e que resultou numa melhora, pelo menos momentânea, da avaliação do governador. Ele ficou ali gozando de uma boa popularidade, pelo menos por alguns meses. E aí, recentemente, se bateu uma tela que o candidato vai ser o deputado estadual, secretário de cidades Douglas Ruas, ele é do PL, e acabou sendo um nome que foi aceito pelo Cláudio Castro e pelo senador
Flávio Bolsonaro. Mas havia outros, outros secretários do próprio Cláudio Castro que estavam pleiteando essa vaga e acabou se optando por um nome que não é exatamente carimbado como um nome da segurança pública, mas que foi um nome capaz de unir os dois grupos, o do governador e o do candidato do PL à presidência, que é o senador Flávio Bolsonaro. Tá certo. Bom, Vera, você está no estúdio do Rio de Janeiro, né?
Tá toda encasacada aí, é isso? Não tô encasacada não, Sardenberg. Aqui é gola. É que a gola é alta. Mas a manga é curta. Mas eu tô com calor. A gente só vê a parte aqui e dá a impressão que você tá com um capote, né? Não, não. Não é um capote. É uma blusa de manga curta, mas posso dizer que eu podia ter escolhido uma coisa mais fresca. Fui meio paulistana nessa. Mas eu voei hoje, saí de São Paulo, então fui pega aqui meio desprevenida.
Mas o ar-condicionado está ligado. Tá certo. Então, hoje você estará conosco no ponto final, direto aí do Rio de Janeiro. Exatamente. Direto com Carolina Moreira, aqui do estúdio da CBN. Obrigado, Vera. Até.