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O mais recente lançamento de Elis Regina

18 de março de 20267min
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João Marcello Bôscoli fala sobre o 'Elis 73’, albúm que foi remasterizado 53 anos depois e chega às plataformas com nova mixagem.
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Assuntos8
  • Remasterização Elis 73Lançamento 53 anos após original · Nova mixagem e masterização · Lançamento no aniversário de Elis · Distribuição em vinil e plataformas digitais · Projeto de restauração de 2 anos
  • Restauração e remasterização de áudioRemoção de degradação de fita magnética · Software de restauração com comando humano · Engenharia por Ricardo Câmara · Padrão de masterização para áudio digital · Comparação áudio 1973 vs 2026
  • Evolução técnica de áudioMudança de mídia vinil para digital · Padrões de equipamento 1973 vs 2026 · Caixas de som e sistemas de reprodução · Impacto da evolução tecnológica na escuta
  • Compositores e conteúdo artísticoGilberto Gil (30 anos, composições) · João e Aldir (20 anos, composições) · Tema conceitual do álbum · Colonização e bandeiras nas letras · Densidade musical vs assimilação instantânea
  • Qualidade sonora de épocaBateria acústica dos anos 70 · Contrabaixo e timbres passivos · Instrumentos acústicos originais · Clareza e distinção de instrumentos
  • Elis ReginaFalecimento há 44 anos · Continuidade de lançamentos póstumos · Idade ao gravar álbum (27 anos) · Legado artístico
  • Deterioração de fitas magnéticasDegradação ao longo dos anos · Variação entre marcas de fita · Processo de armazenagem e preservação · Necessidade de restauração
  • Processo de gravação originalTomada ao vivo de Elis e músicos · Padrão de mixagem seguido à risca · Masterização como etapa final
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Sala de Música. Com João Marcelo Pôscoli. Oi, João. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Nando. Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, João. Tudo bem? Pô, maravilhoso, né? Se melhorar, estraga. Vamos lá, João. A gente vai falar um pouco mais sobre o último lançamento de Elis Regina. Como ele foi feito. O mais recente, né? Porque é engraçado. Ela nos deixou fisicamente há 44 anos. Toda hora tem um lançamento, né? Conte mais. Como é que ele foi feito, João? De que a gente está falando?

Elis, como vários desse período, tem o nome apenas de Elis. Esse é o álbum Elis de 73. Tem músicas do Gil, músicas do João e do Aldir. É um disco muito interessante. É um disco muito conceitual, assim. Embora tenha grandes sucessos, não é um disco de assimilação instantânea. Tem uma densidade, sobretudo, das músicas do João e do Aldir, né? Que tratam de assuntos como a colonização, né? As entradas e bandeiras aí. Então, é um disco

Mas, assim, claro, né? Gilberto Gil, com 30 e poucos anos, né? Bem poucos, né? Compondo. João Eudir, com 20 e poucos anos. Elis, em 73. Tinha 27 quando gravou isso. Então, é aquela nova música brasileira de então. E é um disco que, claro, né, gente? A gente sabe que, historicamente, né? Tem as evoluções do áudio. As mídias vão mudando. Os padrões vão sendo alterados. É claro que uma música que é gravada em 73,

pensando num vinil, num cassete, numa determinada caixa de som, equipamento da época, não é a mesma coisa que pegar essa mesma gravação preparada, por exemplo, para o mundo digital, para o áudio de hoje, com os equipamentos de hoje. Então, o que a gente fez nesse álbum, restaurando, remixando e remasterizando, é restaurando e tirando tudo da fita original que não era a gravação.

coisa que se degradou durante o processo de armazenagem. Por exemplo, hoje sabe que algumas marcas de fita, à época não se sabia, depois de muitos anos elas se deterioram de uma maneira, outra de outra. Então a gente vai arrumando essas coisas. E aí falam muito da inteligência artificial, claro. São softwares muito, oito, nove, dez softwares com comando humano, toda a restauração, mixagem e masterização feita pelo engenheiro Ricardo Câmara.

muitos anos com softwares. Então a gente consegue ouvir a Elis num disco que tem instrumentos que hoje são consagrados na parada de sucesso, bateria acústica dos anos 70, o contrabaixo, passivos, timbres da época, com o áudio de hoje. Então aí eu vou pedir para o nosso DJ soltar a primeira gravação, a mesma música vai tocar o início na segunda gravação, segunda versão, perdão. Pra vocês ouvirem o que era a gravação de 73 e a gravação de 2026 finalizada.

O processo de tomada da Elis cantando e dos músicos tocando sempre ao vivo. A mixagem foi seguida à risca, o padrão. E agora o que vem depois, que é a masterização, é que mudou para os dias de hoje. Então você consegue ouvir na sua playlist sem sentir uma diferença de áudio. Parece uma música de época. Então a gente vai ouvir duas versões da mesma música, de 73 e 2006. Claro, não é radicalmente diferente, gente, porque o objetivo não é esse, é a mesma música. Mas tem uma clareza maior.

para perceber a diferença. O negócio aqui é a qualidade. Então vamos lá. Aumenta o volume aí. Vamos lá, Dani. Dá tempo. Estamos em cima do laço. Eu falei muito para avaliar. Muito bem. Então essa foi a versão 70 aí. Solta aí, solta. Vamos falar por si. Solta a próxima. Espera aí que ele se embananou. Vai. Não tem problema. Se embananou. Vai. Eu vou me embananar. O pouquinho já está na nossa frente. Eu sempre quis ouvir essa percussão. Ai, que bom.

João, dá pra... Parece assim, que você tá dirigindo um Fusquinha e aí você passa pra uma... Pra um carrão, pra uma Porsche. Ou você tá num Fusquinha que tá com o parabrisa sujo, com barulhão e tal, você para ali com o parabrisa, acerta o motor com barbante e saliva e água e o negócio tá andando. Muda bem. Bom, pra disposição, eu vou voltar amanhã um pouquinho mais, porque esse assunto é um assunto pra mim muito importante. A gente tá aqui junto todo dia e acho

chance de estar no estúdio, mostrando isoladamente algumas coisas. Mas é um álbum da Elis, lançado no dia do aniversário dela, de 73, lançado em 2026. Gostaria muito que você, ouvinte, pudesse compartilhar desse momento com a gente. A gente ficou dois anos restaurando. A Universal lançou agora, teve a paciência de esperar. Vai ter em vinil também. Nando, você que é colecionador, pode esperar? Pode esperar. É isso, Elis Regina, 2026.

Se movimenta bastante. Ainda tem um disco inédito que a gente vai lançar esse ano. Então, essa moça trabalha.

Tá bom. Valeu, João. Amanhã a gente volta a conversar, então. Um grande abraço. Beijo, beijo. Até mais. Um beijo, Tatiana. Um beijo, Nando. Obrigado, ouvinte. Até amanhã. Até amanhã.

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