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As expectativas para as novas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos

18 de março de 20266min
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O Banco Central e o Federal Reserve anunciam nesta quarta-feira (18) novas taxas de juros. Míriam Leitão afirma que o corte de juros no Brasil deve ser de 0,25 ponto percentual. Já nos Estados Unidos, a comentarista destaca a pressão de Trump para que a queda dos juros seja retomada.
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Assuntos5
  • Justiça e Economia no BrasilMagnitude da redução (0,25% vs 0,50%) · Decisão do Banco Central hoje · Mudança nas expectativas dos bancos · Cenário econômico incerto · Possibilidade de não haver corte
  • Decisão de juros nos EUA e pressão TrumpPausa na queda de juros · Pressão de Trump para retomar cortes · Transição presidencial em maio · Incerteza sobre política futura
  • Política de combustíveis e subsídios fiscais no BrasilZero PIS/COFINS para combustíveis · Negociação de isenção de ICMS com estados · Imposto de exportação de petróleo · Comparação com governo Bolsonaro · Impacto fiscal e orçamentário · Subsídios a combustíveis fósseis
  • Geopolítica do PetróleoConflito entre Trump/Netanyahu e Irã · Maior interrupção histórica de preços de petróleo · Afetação do suprimento · Choques de preço global · Impacto na economia
  • Taxas de Juros Globais80 países decidindo simultaneamente · Banco Central Europeu · Banco da Inglaterra · Banco do Canadá · Banco do Japão · Banco da China
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Bom dia para você, Miriam. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN. Bom dia, Miriam. Os bancos centrais no Brasil e nos Estados Unidos têm reunião hoje e decidem as taxas de juros e, claro, ficamos de olho para tentar entender qual o recado que eles mandam. Pois é, Milton, você sabe, sempre se chamou essa quarta-feira que tem decisão lá e cá de super quarta.

está chamando no editorial dele de super semana, porque além de Brasil e Estados Unidos que decidem hoje e abrem uma temporada de discussões de taxa de juros, 80 países estão se preparando para decidir nesse momento, nesses próximos dias. Então, nessa semana, por exemplo, tem Banco Central Europeu, tem Banco da Inglaterra, o Banco do Canadá, o Banco do Japão, da China. Enfim, veja que a situação está...

Os países estão decidindo no momento de... A realidade muda a cada instante. Então, é o pior momento para tomar a decisão. O que aconteceu no Brasil de diferente em relação à segunda-feira que nós conversamos sobre isso é que, de lá para cá, houve um aumento do número de bancos que antes apostavam num corte de 0,50 e foram para 0,25.

0,25 aqui no Brasil e bancos que estavam em 0,25 foram para não corte. Então, hoje, tudo pode acontecer que é ou 0,50 ou 0,25 ou nem cair os juros, apesar de o Banco Central ter dito, o Banco Central brasileiro ter dito que cortaria nesta reunião. Só que ele disse que o cenário permaneceu mesmo e o cenário mudou muito.

vai acontecer hoje, talvez, mais provavelmente, vai ser esse corte de 0,25. Nos Estados Unidos, eles pausaram a queda e o Trump está pressionando para que retome a queda. Até maio vai o mandato do atual presidente e ele vai sair e vem um presidente indicado pelo Trump.

juros, mas enfim, o mundo dos juros ficou muito incerto, porque o mundo da economia ficou muito incerto, o mundo dos preços, com a guerra do Trump e Netanyahu contra o Irã, que produziu o que o valor chama no editorial dele de a maior interrupção da história dos preços, do petróleo.

choques de preços, mas a oferta estava preparada, ele estava preparado para entregar. Dessa vez, a dificuldade é exatamente o suprimento. Cássia. Miriam, ainda falando de combustíveis, aqui no Brasil, na semana passada, o governo federal zerou as contribuições de piscofins para os combustíveis nas refinarias e agora tem uma tentativa do governo federal de articular com os estados alguma espécie de isenção em relação ao imposto

o ICMS. Para isso, tem uma reunião que vai ser realizada hoje, né? Vai ter uma reunião hoje, uma reunião virtual do Conselho do Secretário de Fazenda, Concefaz. E aí, é curioso, porque o governo atual, o governo Lula, criticou muito o governo Jair Bolsonaro por ter feito isso. Ele zerou PIS e COFINS e obrigou os estados

a reduzir o ICMS. Isso gerou uma bomba fiscal, porque o dinheiro que não recebeu do Pisco Fins fez falta nos cofres públicos e, além disso, o ICMS não cobrado também fez falta aos cofres estaduais. E aí o governo Lula, quando chegou, teve que compensar, pagar essa conta aos estados. O que o atual governo diz?

Nosso caso é diferente, primeiro porque a gente reduz piscofins, mas a gente criou o imposto de exportação de petróleo que vai cobrir essa diferença. E a gente não vai forçar os estados, nós vamos apenas pedir. Então, hoje será apenas pedido e não uma medida de força como foi no governo Bolsonaro. Mas é o mesmo caminho, a ideia de que eu vou reduzir os impostos e isso tem uma contradição básica, Milton e Cássia,

o diesel de impostos, você está subsidiando um combustível fóssil. Tudo bem, ele é fundamental para o transporte, transporte de mercadoria, transporte popular, mas é um combustível fóssil. Então, esses são os dilemas da economia criados pela guerra do Trump no Oriente Médio. Muito obrigado, Miriam, e um bom dia para você. Bom dia. Bom dia, até mais.

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