Lollapalooza será neste final de semana; Marcelo Beraldo, diretor artístico, fala sobre o festival
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- Processo de Seleção do LineupProcesso contínuo (nunca termina) · Contratação com 2-3 anos de antecedência · Seleção de headliners (2-3 por noite) · Gêneros musicais base (pop, rock, eletrônico, rap) · Análise de trajetória de artistas · Dados de audiência em plataformas de streaming
- Lollapalooza BrasilData do festival (20-22 de março) · Artistas headliners confirmados (Sabrina Carpenter, Chappell Roan, Tyler the Creator) · Vendas de ingressos via Ticketmaster · Expectativas e empolgação para a edição
- Pesquisa de Mercado e Feedback do PúblicoPesquisas antes, durante e depois do festival · Inquéritos em redes sociais · Ranking de artistas mais pedidos · Monitoramento de Twitter e Instagram · Resposta a críticas do público
- Tendências Musicais e Convergência de GênerosImpacto do streaming nos hábitos de audição · Fim dos nichos musicais (roqueiro, surfista, skatista) · Ouvintes jovens consomem múltiplos gêneros · Crossovers e hibridações entre estilos · Oportunidades criadas pela diversidade
- Revival do RockDebate sobre morte/vitalidade do rock · Eletrônico mantém força · Rock em resurgimento internacional · Impulsão via TikTok · Bandas rock consagradas em alta forma · Novas bandas de rock gerando sucesso
- Planejamento de Futuras EdiçõesContratações para 2027 e 2028 em andamento · Preservação de informações competitivas · Edição 2027 marcará 15 anos do festival · Expectativa de manter padrão
Agenda Cultural. Acontece em São Paulo. Apoio Prefeitura de São Paulo. Nossa Agenda Cultural hoje com a Yasmin Caetano tá pra lá de especial, porque a gente tem convidado, né Yasmin? Temos sim, Marcela Muniz e ouvintes. A gente vai falar do Lola, que já acontece nesse fim de semana. E a gente sempre fala muito dos artistas, dos preços, dicas pra chegar ou voltar pra casa. Mas hoje é diferente, a gente vai entender como esse festival é idealizado. E pra isso, convidamos o Marcelo Beraldo, que é o diretor artístico
Lollapalooza Brasil. Então, Marcelo, bom dia. Seja muito bem-vindo. Bom dia, Yasmin. É um prazer falar com vocês. Bom, Marcelo, primeiro a gente queria entender como é o processo de montar um festival dessa magnitude, quando e como começa esse processo? Yasmin, esse processo, ele não começa porque na verdade ele nunca acaba. Ele é contínuo. É contínuo, né? É contínuo. A gente, por exemplo, agora, a gente nem fez essa edição de 26 e já está trabalhando na contratação no book
dos artistas para 27 e para 28. Então, é um negócio que não para nunca. E o que vocês levam em consideração, principalmente procurando artista internacional, que em geral tem uma agenda mais complicada, em turnê mundial? Como é que vocês ficam de olho para escolher esses artistas, principalmente levando em conta o perfil aqui do público brasileiro? Olha, a gente sempre começa pelos headliners, que são os artistas mais importantes da noite. Então, a gente tem dois a três por noite.
E o Lone tem uma característica de atuar dentro de um campo relativamente delimitado. Então, a gente tem uma base que é no pop, no rock, no eletrônico e no rap. Então, é claro que há variações desses gêneros, tem crossovers entre eles, mas a gente atua mais ou menos dentro desse campo.
perfil, aqueles que a gente acredita que tem capacidade de vender ingressos, que a gente precisa fechar a conta do final do dia. E a gente vai vendo com os artistas que vão se destacando e que momento de carreira que eles estão. Então, por exemplo, você vê a trajetória de um artista que numa temporada ele está tocando em casa lá fora de duas mil, três mil pessoas e depois da temporada seguinte ele já vai para uma casa maior. Então você consegue identificar um pouquinho essa trajetória, ver os números,
dele, os dados dele de audiência nas plataformas de streaming. E aí a gente vai tentando antever o que vai estar bom pra daqui um ano, daqui dois anos e trabalhar com essa excelência que eu tinha comentado. E me diz uma coisa, Marcelo, a gente sabe que brasileiro é conhecido por ser um público, um dos melhores públicos do mundo, né? Todo mundo gosta de fazer show no Brasil porque o público empolga, é animado, mas também é um público de certa forma exigente, né?
gente que reclamou de line-up, o pessoal fica em cima da organização, pedindo seus artistas favoritos, vocês levam isso em conta na hora da escolha, as demandas do público, o pessoal fica lá xingando no Twitter, mandando no Instagram, isso também é levado em conta, que esse público tão apaixonado, aficionado, gosta e quer ver num festival? A gente leva muito em conta, a gente faz pesquisas antes, durante e depois do festival, é mais de uma pesquisa, por mais de um meio,
fazemos também inquéritos nas redes sociais, a gente sempre leva isso em consideração. Esse ano a gente foi bem feliz porque Sabrina, Chapel Room, estavam entre os dez mais pedidos, os três mais pedidos, na verdade, estavam a Sabrina, então nem sempre a gente consegue isso, mas esse ano acho que a gente foi bem sucedido. Teve uma safra boa de artistas também que a gente conseguiu trabalhar esse ano. Isso é uma coisa que também muda de ano a ano,
às vezes os artistas não estão disponíveis, ou estão em outro momento de carreira, então é normal ter reclamações, é difícil a gente ser unânime, acho que um festival desse tamanho nunca vai ser unânime, a gente está acostumado, eu às vezes fico, para te falar a verdade, um pouquinho frustrado, quando eu acho que são críticas que não condizem com a realidade, então se o Lola, por mais que uma pessoa possa ou não gostar do que a gente está oferecendo, é fácil,
Tato que durante os anos aí, durante a nossa história, que já são aí 14 anos, a gente traz o que há de mais relevante no cenário global de música, né? Isso é consistentemente. Muitas vezes pela primeira vez também, né? Como foi, sei lá, Billie Eilish, a Cisa, a Olivia Rodrigo, ano passado. Então, é isso uma coisa que eu acho que a gente tem conseguido entregar e é o nosso dever fazer isso. Marcelo, você comentou que a safra atual é muito boa
o processo de escolha do line-up é sempre contínuo e você sabe que fã e jornalista é sempre muito curioso. Então, vou trazer a dúvida que certamente está na cabeça de todo mundo que está nos acompanhando, que é qual é o seu line-up dos sonhos para o ano que vem, no que vocês já têm trabalhado, ou se você não puder trazer tantos detalhes, me conta um pouco o que você está vendo da safra atual, que podem ser aí desejos do Lola para as próximas edições.
Olha, eu não posso falar o que a gente está trabalhando aqui, porque é um mercado concorrido, né?
Então, sim, a gente tem que preservar isso um pouco para conseguir, de fato, fazer um bom trabalho. Mas, uma coisa interessante, acho que o fenômeno que aconteceu depois, no início do streaming, nos anos 2010, é que hoje em dia, praticamente, você não vê mais a figura do roqueiro, ou, sei lá, do surfista, ou do carquinhos de skate, enfim, não tem tanto esses nichos. O que acontece é que a pessoa,
em geral, os mais jovens aí vão ver de tudo. Ele ouve eletrônico, ouve rap, ouve pop, ouve rock. E aí isso acaba nos abrindo mais oportunidades, principalmente nesse recheio aí, que não são os headlines. Isso aí a gente consegue ter um pouco mais de liberdade para trabalhar ali. E assim, tem muita coisa boa rolando, tanto no Brasil quanto fora. Nesses quatro gêmeos que eu comentei, o rock, algumas pessoas mais velhas falam que o rock está morrendo muito pelo conforto,
o trádeo tá mais vivo do que nunca, o rock lá fora tá tendo um revival muito forte, empate impulsionado por TikTok, né, e é interessante você ver tanto bandas de rock que já são consagradas, né, já são bandas que tem uma trajetória longa, mas também bandas, pô, de uma molecada que tá começando agora, que são, assim, incríveis, o Tam Style mesmo que vai tocar nessa edição, acho que foi o álbum que eu mais ouvi o ano passado. Muito legal, bom, eu como Lola
Tô super empolgada pra edição do ano que vem, que completa 15 anos. Acho que desses 14 anos, pelo menos em 10 edições eu estive presente. Tento não perder nenhuma e espero estar também no ano que vem. Te agradeço muito, viu, pela sua participação aqui com a gente. Marcela Oberaldo, diretor artístico do Lollapalooza Brasil. Yasmin Caetano vai trazer o serviço pra gente, pra quem ainda quer curtir. Exato, Marcela. Acontece na sexta, sábado e domingo agora, entre os dias 20 e 22 de março. Tem ingressos à venda lá na Ticketmaster.
ainda, a gente trouxe ontem os preços e ao longo da semana traz mais detalhes também pra quem ainda não comprou ingresso e pode se interessar ali na última hora. Valeu, obrigada Marcelo, obrigada Yasmin. Obrigado. Obrigada Marcelo, bom dia.