Janela partidária intensifica disputas internas e ajustes de candidaturas pelo país
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- Filiação PartidáriaConceito e regulação · Permitido pela Justiça Eleitoral · Infidelidade generalizada sem punição · Prazo até abril · Movimentação intensa de candidatos
- Dinâmica PP-União BrasilFusão de dois partidos · Não homologada pela Justiça Eleitoral · Gera conflitos internos · Alvo de ataque de PL e PSD · Insatisfação generalizada em estados
- Candidatura Simone TebetMudança de domicílio eleitoral · Troca de partido MDB para PSB · Necessidade de espaço para candidatura · Negociação com Alckmin · Conflito com Márcio França
- Eleições Rio de JaneiroPalanque do Lula em disputa · Movimento de candidatos a Senado · Marina Silva como possível vice · Competição Tarcísio versus Haddad · Previsão de vitória de Tarcísio
- Marina Silva e PolíticaSair da Rede que fundou · Recebe convites de PT, PSB, PV e PSOL · Provável volta ao PT · Possível candidatura como vice Haddad · Risco de perder mandato
- Reposicionamento Partidos MaioresPL mantém maior bancada de deputados · PSD em forte crescimento · Ataque especulativo ao União PP · Migração de membros PSDB · Expansionismo de Gilberto Kassab
- Conflito Mendonça FilhoDeputado insatisfeito com União PP · Tenta reverter federação · Apoio a João Campos para governo · Representação à executiva nacional · Precedente de insatisfação
- Disputa Paraná - Ricardo Barros vs Sérgio MoroConflito entre ex-ministro Ricardo Barros e Sérgio Moro · Aliança Barros com governador Ratinho Júlio · Sérgio Moro candidato a governador · Disputa interna PP-União · Treta no estado
E aí, Vera? Oi, Sardenberg, boa tarde pra você, pra Cássia, também pra quem nos ouve, nos assiste. Boa tarde, Vera. Vera, gostei dessa expressão que você usou, ataque especulativo partidário. Quem é que tá atacando e quem é que é a vítima do ataque, Vera? Acontece muito, principalmente nessa época, viu, Sardenberg? A gente tá vivendo a chamada janela partidária, né?
a justiça eleitoral permite que haja infidelidade generalizada sem punição. Então, todo mundo pode sair dos partidos que está, migrar para outras legendas para disputar as eleições de outubro. Isso vai até ali o comecinho de abril. E a movimentação está a todo vapor e o fato de que o antigo PP, o Progressistas, e o União Brasil fizeram uma federação partidária,
mas ela não foi homologada ainda pela justiça eleitoral, é hoje uma das maiores fontes de ataque especulativo na janela partidária. Por quê? Porque juntou um monte de gente embaixo do mesmo guarda-chuva desse partido, União PP. Só que acontece que tem muitos estados em que o pessoal não combina e um não tem nada a ver com o outro.
do que antes era a União Brasil e do que antes era o PP, são absolutamente diferentes. Então, isso está gerando muito atrito e está fazendo com que partidos como o PL e o PSD, do Gilberto Kassab, que tem planos expansionistas, mirem o pessoal do União PP para conseguir crescer o seu número de parlamentares, de governadores, de candidatos ao Senado, de candidatos a deputados,
Então está muita movimentação nos bastidores e hoje o deputado Mendonça Filho, que é do antigo PFL, depois DEM, depois União Brasil, está muito insatisfeito com a ideia de ficar agora nesse União PP, porque lá o pessoal que é do PP, ligado ao deputado Dudu da Fonte, quer apoiar o prefeito de Recife, João Campos, para o governo.
Então as coisas não dão certo, não dão jogo e os planos dele e de outros ficam ali adiados porque dependem da aprovação da nova cúpula partidária. Então ele entrou com uma representação junto à executiva nacional do partido pedindo para voltar atrás na união dos dois partidos, voltar atrás na federação. Que ela não seja homologada e que fique tudo como Dantes no quartel de Abrantes.
Provavelmente ele não vai ter sucesso, porque os dirigentes partidários já estão comprometidos com essa federação, mas ele está tentando e não é um movimento só dele. Essa insatisfação existe em vários lugares do país, existe no Ceará, existe no Paraná, o próprio Ronaldo Caiado deixou o partido, também insatisfeito, então é uma insatisfação meio generalizada.
nessa janela partidária. Tem outros casos aos quais a gente pode prestar atenção agora. Por exemplo, como está a situação da Simone Tebit? Aqui em São Paulo, esse palanque do Lula está levando a uma movimentação bem grande também, Cássia. Porque no caso dela, ela tem que fazer dois movimentos. Mudar o seu domicílio eleitoral para São Paulo e mudar de partido. Porque já está evidente que no MDB não tem espaço para uma candidatura aliada à do presidente.
Lula e ela nos últimos dias confirmou que vai ser candidata ao Senado por São Paulo. O PSB vê com bons olhos a ida dela, principalmente o Geraldo Alckmin está negociando isso, mas esbarra também nos interesses de um cacique do partido que é outro ministro, que é o Márcio França, que quer ele próprio ser candidato ao Senado. Sim, existem duas vagas, mas nos planos ali de quem está montando o palanque do Lula não estava a ideia do Márcio França ser candidato
Senado. Ele, inclusive, andou se indispondo com o Haddad nos últimos dias. Mas, se não fecharem uma chapa em que ele esteja, ele vai dificultar a ida da Simone Tebet para o PSB. Então, hoje, isso é um problema a ser administrado, a ser gerenciado. Outra coisa é a Marina Silva, que também deve fazer parte desse rock aí, dessa situação em São Paulo. Ela deve sair da rede, que é o partido que ela mesma fundou, mas que hoje está com uma
dominação crescente do grupo da ex-senadora Heloísa Helena. E ela tem convites de vários partidos, do PT, do próprio PSB, do PV, que ela também já foi lá no passado, e do PSOL. Ela deve ir mesmo para o PT, voltar para o PT. Mas também tem algumas arestas a aparar e precisa definir o que ela vai fazer nessa chapona. Cresceu nos últimos dias a ideia de que ela seja a vice do Haddad. Uma chapa forte, com dois
fazer uma campanha grande nessa área de meio ambiente, atrair as mulheres, etc. Acontece que o destino mais provável dessa chapa é a derrota pelas pesquisas. O mais provável é que o Tarcísio se reeleja. E aí ela ficaria sem mandato. E isso está sendo considerado, porque hoje em dia ela é deputada federal por São Paulo, a ideia de ficar sem mandato meio ali preocupando ela e os aliados dela. Então, muita coisa para ser definida numa janela que é curta,
E, portanto, tem muita movimentação aí para essas próximas semanas. Tá bom. Dá para a gente ter uma ideia de como é que vai ficar, qual vai ficar o partido maior depois desse troca-troca? Tudo indica que o PL continue, Sardenberg, sendo o maior, tanto em número de deputados federais, quanto muito forte em outras alçadas também. Mas de deputados federais, deverá continuar sendo a maior bancada.
muito de perto pelo PSD, que está pescando em vários lagos aí, pegou uma grande parcela do PSDB, está fazendo esse ataque especulativo lá no União PP. Então, o Gilberto Kassab está com bala na agulha nesse mercado aí da janela partidária. Então, eu apostaria que o PSD vem forte também depois que a janela se fechar. Só para acrescentar o PL do Valdemar Costa Neto e do
do presidente Bolsonaro, né? Isso, exato. Então falou. Vera Magalhães, obrigado, Vera. Até amanhã. Até amanhã. E no Paraná, onde você está, tem briga no PP e União também, viu, Sardenberg? Porque o ex-ministro Ricardo Barros, que era do PP, quer uma coisa, e o grupo do Sérgio Moro, que é outra. Então, aí também está tendo treta no União. Só para a gente dar um gancho local, uma cor vocal, já que você está aí, Marimba. Sendo que o Sérgio Moro é candidato,
governador, né? Exatamente. E o Ricardo Barros está aliado ao governador Ratinho, Júlio. Tá certo. Vera Magalhães, obrigado, Vera. Até mais e até amanhã. Até amanhã, gente. Um ótimo jornal pra vocês. Boa volta pra vocês, Sarda. Até mais.