Exercício na gravidez pode melhorar o desenvolvimento do bebê?
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- Exercício na GravidezImpacto no desenvolvimento do bebê · Atividade física antes e durante gravidez · Benefícios neurológicos · Estudo JAMA Network Open · Análise de 38 mil mães e crianças
- Desenvolvimento Neurológico do BebêComunicação · Coordenação motora grossa · Coordenação motora fina · Capacidade de resolver problemas · Interação social · Avaliação longitudinal até 3 anos
- Coordenação Motora em BebêsDesempenho motor grasso · Desempenho motor fino · Sustentação de cabeça · Rolar · Assentar · Manipulação de objetos · Vantagem nos primeiros meses de vida
- Mecanismos Biológicos do Exercício Pré-natalMelhora da circulação placentária · Nutrientes para o feto · BDNF (fator de crescimento) · Estimulação de conexões neurais · Sistema vestibular fetal · Equilíbrio
- Influência Ambiental no Desenvolvimento InfantilEstimulação domiciliar · Educação parental · Renda familiar · Exposição a telas · Qualidade do sono · Ambiente escolar ou creche · Peso maior após 3 anos de idade
- Resultados Perinatais do Exercício MaternoRedução de parto prematuro · Redução de baixo peso ao nascer · Benefícios simultâneos para mãe e bebê
Saúde em Foco, com Luiz Fernando Correia. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes. Que exercício na gravidez pode melhorar o desenvolvimento do bebê depois? O estudo internacional publicado no JAMA Network é uma evidência importante sobre um tema cada vez mais estudado. O impacto da atividade física da mãe na saúde do bebê. Os pesquisadores analisaram dados de mais de 38 mil mães e crianças
até os 3 anos de idade. O objetivo era simples, entender se mulheres que praticam atividade física antes ou durante a gravidez têm filhos com algum benefício no desenvolvimento neurológico. Então os resultados foram interessantes. Crianças foram avaliadas em 5 áreas do desenvolvimento, comunicação, coordenação motora grossa, coordenação motora fina, capacidade de resolver problemas e interação social. Os dados mostraram que os filhos de mães fisicamente ativas tiveram desempenho melhor em vários desses domínios.
especialmente na coordenação motora. Esse efeito aparece principalmente nos primeiros meses de vida. Bebês e mães mais ativas tiveram maior probabilidade de apresentar melhor desenvolvimento motora aos seis anos e ao primeiro ano de vida. Isso significa uma capacidade maior para sustentar a cabeça, rolar, assentar e manipular objetos. Por que isso pode acontecer? Algumas hipóteses biológicas foram levantadas. A primeira é que o exercício melhora a circulação sanguínea da placenta,
nutrientes para o feto. Outra possibilidade é o aumento de substâncias importantes para o cérebro, como o BDNF, que é um fator de crescimento, de estimulação de conexões neurais. Além disso, o movimento da mãe durante a gestação pode estimular sistemas sensoriais do feto, como o sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio. Agora, o mais interessante, quando chegar aos 3 anos de idade, grande parte dessas diferenças diminuiu. E isso acontece, segundo os especialistas também, porque
Com o crescimento da criança, o ambiente passa a ter um peso muito maior no desenvolvimento. A estimulação em casa, educação dos pais, a renda familiar, a exposição a telas ou não, qualidade do sono e a estimulação em creche ou escola. Tudo isso passa a influenciar mais fortemente o desenvolvimento cognitivo. E um outro orçado interessante foi que as mulheres que se exercitavam durante a gravidez também tiveram menor risco de parto prematuro e de bebês com baixo peso ao nascer.
Ou seja, exercício durante a gestação parece trazer benefícios não só para a mãe, mas também para o bebê. Sendo que a atividade só deve ser feita quando a gravidez é considerada de baixo risco e sempre com orientação médica prévia. A mensagem principal fica clara, o estilo de vida saudável da mãe pode influenciar o desenvolvimento da criança ainda dentro do útero.