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Mercados oscilam com petróleo e guerra enquanto Copom decide rumo dos juros

17 de março de 20265min
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Os mercados financeiros seguem pressionados pela alta do petróleo e pelas incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio. Apesar de um breve apetite por risco, o movimento perdeu força ao longo do dia, com o barril voltando a subir e ampliando temores inflacionários. No Brasil, cresce a expectativa pela decisão do Copom: a maioria aposta em um corte menor da Selic, de 0,25 ponto, mas não se descarta a manutenção dos juros diante do cenário externo adverso. Nos Estados Unidos, a perspectiva de queda de juros também foi adiada, enquanto o conflito eleva dúvidas sobre inflação e crescimento global. Ainda assim, o Ibovespa subiu 0,3% e o dólar caiu para R$ 5,20, com investidores atentos aos próximos passos da política monetária.
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Assuntos8
  • Preços de Combustíveis e PetróleoAlta de 3% no dia · Acumulado de 70% em 2026 · Barril acima de 100 dólares · Pressão inflacionária · Volatilidade de preços
  • Decisão do Copom e SelicCorte possível de 0,25 ponto · Possibilidade de manutenção de juros · Juros reais de 11% · Expectativa de queda até 12% em dezembro · Comunicado do Banco Central
  • Conflito Irã-EUADuração incerta · Ataques no Irã · Impacto nos mercados · Guerra fora de controle · Incertezas geopolíticas
  • Mercado FinanceiroApetite por risco limitado · Pressão de compra nas bolsas · Volatilidade geral · Ibovespa sobe 0,3%
  • Juros nos EUAAdiamento de cortes · Possibilidade de queda em 2027 · Pressão de Trump por cortes · Impacto da guerra · Inflação por impostos de importação
  • Guerra comercial de TrumpImpostos de importação · Inflação trazida por tarifas · Adiamento de cortes de juros · Terceira guerra do Golfo
  • Tesouro Nacional no mercado de jurosAtuação em juros futuros · Tentativa de controle de cotação
  • Cotação do DólarQueda de 0,6% · Cotação em R$ 5,20
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Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está com a gente aqui no estúdio. Tudo bem? Boa tarde. Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos. Olá, boa tarde. O mercado, né, Gustavo, ainda é na expectativa da super quarta e sofrendo pressão dessa gangorra do preço do petróleo, né? É, isso mesmo, Débora. A guerra no Oriente Mende e o impacto esperado nos juros continuam ditando o ritmo dos mercados.

duas semanas de conflito, tivemos um segundo pregão de apetite por risco, dando as caras, mas perdendo força ao longo do dia. Esse apetite foi limitado pelo petróleo, que foi tomando fôlego até fechar o dia com uma alta de pouco mais de 3%, rodando pouco acima dos 100 dólares por barril. Apesar do risco inflacionário, tivemos a pressão de compra nas bolsas. A cautela que começou a aparecer ao longo do dia tem a ver também com a super quarta-feira de juros.

A maior parte das apostas é de que sim, a Selic começa a cair amanhã. Menos do que se previa antes da guerra, cairia então 0,25 ponto, não meio ponto. Mas ninguém descarta totalmente no mercado que nem mesmo caia. A Selic, motivo para isso, existe. Em menos de três meses de 2026, o petróleo já acumula uma alta na casa dos 70%

Estados Unidos, esse rali afasta ainda mais qualquer chance de corte de juros no curto prazo. Tem decisão amanhã também nos Estados Unidos. Antes da guerra, só se contava com alguma queda de juros por lá no segundo semestre. Depois da guerra, parece haver algum espaço para queda de juros na virada para 2027 e olhe lá. Donald Trump, presidente americano, aliás, voltou a pressionar por corte de juros.

Reunião antecipada para que esses cortes começassem a acontecer o quanto antes, mas não tem condições para isso antes dos ataques no Irã. A guerra comercial promovida por Trump já vinha adiando novos cortes de juros por lá. Não bastando a inflação aos americanos trazida por impostos de importação, Trump resolveu dar início ao que já tem sido chamado por alguns especialistas de terceira guerra do Golfo.

ações ainda desconhecidas, ninguém sabe quanto essa guerra vai durar e até que altura podem subir os preços do petróleo. De toda forma, o apetite internacional puxou o Ibovespa, principal índice da Bolsa do Brasil, puxou o Ibovespa em 0,3% para cima hoje, enquanto o dólar caía 0,6% aos R$ 5,20. Todos os olhos voltados para o Copom agora, né, Gustavo? Porque a gente tem toda essa incerteza que você está,

mencionando, o Tesouro Nacional atuando no mercado de juros futuros para tentar dar uma segurada na cotação. Vamos ver o que vem amanhã. Pois é, vamos ver o que vem amanhã e se alguém falasse, até semana passada, se alguém falasse que tinha a chance do Copom nem mesmo cortar juros, parecia totalmente fora de questão, mesmo com a guerra, mas esperava-se uma guerra não tão fora de controle, é isso que parece, uma guerra fora de controle, não se sabe a extensão dela,

curiosidade a ver o que o Banco Central vai decidir amanhã. Considerando que a gente tem 15% de Selic, um juros real aí descontado a inflação de 11%, pode sim haver algum espaço para a Selic começar a cair. Mas e depois? Esse e depois é a grande curiosidade. Vamos ver no comunicado o que o Banco Central, se é que vai cortar juros, vai sinalizar como próximos passos. O mercado já entendia que a Selic cairia, isso pré-guerra, até os 12% em dezembro.

na casa dos 12,25%. Vamos ver se essa expectativa se mantém e se confirma de fato. Gustavo Ferreira, muitíssimo obrigada. Até amanhã. Até amanhã e hoje sempre convido a acessarem o valorinveste.com.