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Guerra e China pesam sobre cotações da soja

17 de março de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que as cotações da soja iniciaram esta semana em forte queda. Essa pressão de baixa tem basicamente um motivo, a incerteza quanto ao interesse dos chineses sobre a soja dos Estados Unidos. Investidores reagiram com cautela à possibilidade de adiamento da reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Saiba mais.
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Cassiano Ribeiro chegando hoje com a notícia que vai acordar. O ouvinte que está no campo vai falar hoje sobre a guerra no Oriente Médio mais uma vez e a China. Esses dois assuntos, a guerra no Oriente Médio e a China pesando sobre a cotação da soja. Explica aí para a gente, Cassiano. Bom dia, Fred. Bom dia, ouvinte. As cotações da soja iniciaram esta semana em forte queda.

do grão, terminou o dia com uma queda de quase 6%, uma desvalorização bastante importante para um dia apenas. E essa pressão de baixa tem basicamente um motivo, a incerteza quanto ao interesse dos chineses sobre a soja dos Estados Unidos. Investidores reagiram com cautela à possibilidade de adiamento da reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. O encontro era esperado porque poderia abrir espaço para um aumento das compras de soja americana

pela China depois de algum possível acordo comercial e os dois países estão aí protagonizando uma guerra de tarifas já faz algum tempo. Isso, inclusive, tirou demanda, tirou interesse dos chineses pela soja dos Estados Unidos. Mas a possibilidade de adiamento dessa reunião foi o que realmente frustrou o mercado neste início de semana. Neste momento, os Estados Unidos ainda enfrentam desvantagens comerciais em relação à soja brasileira, porque a soja americana,

448 dólares por tonelada, enquanto a soja brasileira pode ser comprada por aproximadamente 442 dólares, uma diferença de 6 dólares por tonelada. E tem mais, o Brasil tem produto disponível, porque uma safra novinha está saindo dos campos neste momento, enquanto os Estados Unidos ainda só terão uma nova safra para negociar a partir de setembro. Precisam plantar, esperar o desenvolvimento e depois colher lá no final do ano. E a queda dessa segunda-feira também foi influenciada por um movimento

de realização de lucros, como o mercado chama, depois das altas super importantes puxadas pela valorização do petróleo com a guerra no Oriente Médio, que continua sem um futuro definido. Eu volto mais tarde no CBN Brasil com outras informações. Um bom início de terça-feira para você, ouvinte, e até depois.

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