Com a guerra no Oriente Médio, como ficará a taxa de juros após nova reunião do Copom?
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- Redução da taxa SelicData da reunião (17-18 de abril) · Redução esperada antes da guerra (0,5%) · Nova expectativa pós-guerra (0,25%) · Selic caindo de 15% para 14,75% · Sinalização do Banco Central
- Tarifas de EnergiaDiesel para transporte · Nafta para indústria química · Asfalto e gás · Custos de produção em cascata · Efeito em todos os setores
- Prudência em cenário incertoCautela do Banco Central · Resfriamento da atividade econômica · Efeito secundário de taxa de juros · Controle de inflação · Espera por clarificação
- Conflito Irã-EUAAumento de preço do petróleo · Declarações de líderes iranianos · Minas no Estreito de Ormuz · Desorganização da economia mundial · Mudança do contexto econômico
- Pressão inflacionária de energiaPropagação de preços de energia · Efeito em custos de transporte · Pressão inflacionária generalizada · Impacto em cadeia produtiva
aberta. Carlos Alberto Sardenberg. Hoje antecipamos um pouco Carlos Alberto Sardenberg, vamos falar um pouquinho mais tarde com a Malu Gaspar, mas todos estarão conosco aqui nos ajudando a entender as coisas do Brasil. Sardenberg, bom dia pra você. E aí Milton, muito bom dia, bom dia Cássia, bom dia ouvinte. Bom dia Carlos Alberto. Você nos ajudando a entender o que vai acontecer com a taxa de juros a partir da reunião do Copom. Pois é Milton, até antes da guerra, o comitê de Copom,
de política monetária do Banco Central se reúne amanhã, se reúne hoje e amanhã que dá a conclusão sobre qual é a sua decisão a respeito da taxa básica de juros, da chamada Selic. Até antes da guerra estava tudo certinho, tudo certinho, tudo encaminhado. O Banco Central havia dito que havia indicado que ia começar o processo de redução de juros e havia um amplo entendimento nos meios econômicos que essa redução de juros
E aí fica essa dúvida se os bancos, não só o Banco Central brasileiro, mas se os outros bancos centrais podem continuar nesse processo de
redução de juros. Muita gente, eu ouço muita gente dizer que juros, taxa de juros não derruba preço de petróleo. E é verdade, né? A declaração de um líder do Irã, por exemplo, dizendo que vai colocar minas no estreito de Ormuz, tem um efeito direto sobre o preço do petróleo. Então, uma taxa de juros que você levanta aqui ou nos Estados Unidos ou na Europa, não vai derrubar preço de petróleo. Mas petróleo é energia.
é diesel, é nafta, é asfalto, é todo um processo, é gás, né? E é todo um processo, então, de preço de energia que se espalha pela economia e que acaba espalhando por todos os demais preços. Você conduz bananas, a gente estava falando agora há pouco do acidente com o caminhão de bananas, você transporta bananas, grãos,
transforma produtos maquinários, se transporta, enfim, no caso do Brasil, tudo com caminhões que leva diesel, que leva gasolina e tal. Depois tem a nafta, que é importante para a indústria química, que é um item do petróleo que é importante para a indústria química. Então, você veja que, por causa da energia e por causa da nafta, o preço do petróleo acaba se espalhando por toda a economia. E esse espalhamento,
São essas consequências que o Banco Central tem que agir. E pode, então, a taxa de juros, neste caso, ela esfria a atividade econômica e ajuda a derrubar juros. Quer dizer, é um efeito como se fosse um efeito secundário. A taxa de juros visa o efeito secundário. Esse é o ponto. Tudo somado, subtraído, isso quer dizer o seguinte. Se estava certo, combinado, que o Banco Central ia reduzir a taxa básica de juros
percentual amanhã, agora a maioria dos analistas entende que o Banco Central será mais prudente enquanto espera ver se essa confusão diminui, vai reduzir a taxa básica de juros em 0,25. No ponto de vista de longo prazo, médio e longo prazo, não vai fazer grande diferença. O que vai fazer grande diferença é a persistência ou não da guerra que vai continuar influenciando sobre esse sistema de preços que eu comentei.
Então, o resumo da ópera é que se todo mundo achava que a Banco Central ia reduzir a taxa básica de juros em Beria e Porto, vai reduzir em 0,25. Então, ela cai para 14,75. Como eu dizia, não faz grande diferença. Mas é um sinal que a Banco Central diz, olha, há condições para reduzir os juros, poderia até reduzir mais, não fossem os efeitos diretos e indiretos da guerra. Isso vale para o Banco Central brasileiro e para vários outros bancos centrais no resto do mundo.
Muito obrigado, Carlos Alberto Sardenberg. Até logo mais ao meio-dia. Até logo mais. Até.