Canetas emagrecedoras funcionam em todas as pessoas?
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- Eficácia de GLP-1 em diferentes gruposResposta similar entre faixas etárias · Eficácia independente de raça e etnia · Efeito independente do IMC · Efeito independente do nível de glicose · Análise de 64 estudos clínicos randomizados · Milhares de pacientes estudados
- Variabilidade individual na respostaPessoas respondem de formas diferentes · Alguns respondem muito bem · Alguns quase não respondem · Maioria em resposta intermediária · Necessidade de medicina personalizada futura
- Diferenças de resposta entre sexosMulheres perdem mais peso que homens · Mulheres 11% vs homens 7% de perda · Possível interação com hormônios femininos · Efeito do estrogênio · Dose relativa maior em mulheres por menor peso corporal
- Medicamentos contrabandeados e ilegaisContrabando de agonistas GLP-1 · Medicamentos manipulados ilegalmente · Desconhecimento do conteúdo real · Risco de injetar substâncias desconhecidas · Importância da procedência formal de farmácias
- Necessidade de acompanhamento médicoNecessidade de orientação profissional · Não automedicar com base em experiências alheias · Medicamento deve ter origem oficial · Acompanhamento completo com médico e nutricionista
- Exercícios físicos e perda de pesoRedução de risco cardiovascular · Melhoria no controle de diabetes · Redução de inflamação metabólica
Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte. Bom dia, doutor. Doutor Luiz Fernando Correia, remédios como o Ozempic, eles funcionam da mesma maneira para todas as pessoas, para todos os pacientes? Então, Milton, nos últimos anos, esses medicamentos, isso é uma classe de medicamentos, na verdade, chamada de agonistas do receptor GLP-1.
também atua sobre um outro receptor, mas tem basicamente a mesma função. A pergunta que todo mundo tinha na cabeça, será que é tudo igual? Será que funciona para todo mundo? Então, um estudo recém-publicado na revista JAMA Internal Medicine analisou isso. Fizeram uma grande revisão científica, incluindo 64 estudos clínicos randomizados, isso envolve milhares de pacientes que usaram medicamentos dessa classe, e a ideia era saber o seguinte, se fatores como idade, sexo, raça, índice de massa
corporal, o mesmo nível de glicose no sangue em jejum mudava o efeito dessas medicações no emagrecimento. O resultado foi bastante interessante. De forma geral, eles funcionaram de maneira muito semelhante em quase todos os grupos. Ou seja, pessoas mais jovens ou mais velhas tiveram resposta parecida, pacientes com diferentes níveis de açúcar no sangue por conta de diabetes também, e não houve diferença relevante entre grupos raciais ou grupos étnicos.
A pessoa tinha obesidade moderada ou mais grave, não mudou muito o resultado final. Uma diferença importante apareceu, estatisticamente. As mulheres perderam mais peso do que os homens. Então, no estudo, a média foi cerca de 11% do peso corporal perdido nas mulheres contra 7% nos homens. Os cientistas também levantaram algumas hipóteses para explicar isso. Uma delas é a possível interação desses medicamentos com hormônios femininos, como o estrogênio,
efeito metabólico, e a outra possibilidade é simplesmente uma questão farmacológica. As mulheres, em média, têm menor peso corporal, portanto, a dose relativa do medicamento no corpo daquele paciente pode ser um pouco maior. Mas, mesmo que a média de perda de peso seja impressionante, em muitos estudos, entre 10% a 15%, existe o que tem que se lembrar, uma grande variabilidade individual. Ou seja, existem pessoas que respondem muito bem a esse tratamento,
Existem pessoas que não respondem quase nada a esse tratamento e existem pessoas que estão ali no meio, com variações. Portanto, isso sim é que tem que estar na cabeça. Não é ser igual para todo mundo, mas em cada um ele vai agir de uma maneira específica, de acordo com o organismo daquela pessoa. A obesidade, Milton, é uma doença complexa. A gente fala isso sempre. No futuro, provavelmente, a gente vai ter uma medicina mais personalizada e saber exatamente qual medicamento funciona melhor para cada paciente.
ainda é meio na base da tentativa e erro, do acompanhamento completo pelo médico, pelo nutricionista, enfim, fazendo as medidas necessárias sempre. Porque a gente sabe que esses medicamentos têm outras funções bastante importantes. Reduzem o risco cardiovascular, melhoram o controle do diabetes no paciente que é diabético, diminuem a inflamação metabólica. Então, vai muito mais do que simplesmente perder peso. Então, a conclusão final para a gente amarrar essa história é
funcionam bem na maioria dos pacientes, independente da raça, idade ou do grau de obesidade. Agora, a ciência ainda precisa entender melhor por que algumas pessoas respondem muito melhor do que outras. E isso a gente vai evoluir com certeza com as próximas pesquisas. E com a popularização desses medicamentos, né, doutor? Todo cuidado em relação àqueles cuja procedência não pode ser comprovada, porque o que a gente está vendo de contrabando destas substâncias,
gente fazendo de forma irregular esses remédios de forma manipulada, o que não é possível legalmente, com segurança, não é brincadeira, né? Cássia, isso é fundamental. Não utilize medicamento de fonte que você não conhece. Quando eu digo que você não conhece, ah, mas eu conheço o cara que está me vendendo. Lógico, eventualmente você até conhece a pessoa que está te vendendo. Quando eu digo que você não sabe de onde vem, é porque não veio do laboratório formal, não veio através da farmácia normal, na farmácia bem estabelecida.
gente, essa oferta, essa vantagem que você pode levar, pode te custar muito caro. Primeiro que você não sabe o que está ali dentro. Se o remédio não tem procedência definida, você não tem a menor noção do que você está injetando no seu corpo. Isso é uma coisa extremamente grave. Eu não consigo imaginar você injetar alguma coisa no seu corpo se você não sabe de onde vem, não sabe nem o que é, e acreditar na palavra de alguém que está te vendendo.
Então, esse que é o mais importante. E outra coisa, só utilizar com orientação médica.
Não é porque seu vizinho usou, não é porque alguém da sua família utilizou e deu certo. E como a gente está vendo, a resposta é individual, gente. A resposta é pessoal. Tem gente que vai conseguir bom resultado, tem gente que talvez não consiga um resultado tão bom, e a maioria vai ficar ali no meio do caminho mesmo, com um resultado bom, que é o que a gente tem observado. Então, acompanhamento médico e nunca utilizar medicamento que não seja de origem oficial. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando Corrêa. Bom dia.
Bom dia para você, Milton, Cássia e todos os ouvintes. Até amanhã, doutor. Até amanhã.