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Como a guerra pode afetar a Super Quarta?

16 de março de 20266min
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Nathalia Larghi fala sobre as expectativas para a Super Quarta em meio à guerra no Irã após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao país e seus impactos para o petróleo. Com isso, a comentarista analisa os prováveis efeitos para as taxas de juros.
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Assuntos9
  • Super QuartaDecisão do COPOM · Decisão do Federal Reserve · Taxa SELIC · Expectativas de corte · Impacto na economia
  • Expectativas e RealidadesCorte de 0,25% · Manutenção em 15% · 56% apostam em corte · 37% apostam em manutenção · Mudança de expectativas
  • Inflação e Política MonetáriaTaxa de juros EUA · Faixa 3,5% a 3,75% · 77% apostam em manutenção · Mudança de 31% para 77% · Influência global
  • Conflito Irã-EUAAtaques EUA e Israel · Conflito no Irã · Impacto geopolítico · Impacto econômico · Efeito inflacionário
  • Preços de Combustíveis e PetróleoAlta de preços · Combustíveis · Fretes · Insumos industriais · Pressão inflacionária
  • Cotação do DólarFuga de capital · Pressão no real · Títulos americanos · Segurança de ativos · Saída do Brasil
  • Juros e ConsumidorEmpréstimos · Financiamentos · Cartão de crédito · Custo do crédito · Impacto no bolso
  • Mercado FinanceiroBusca por rentabilidade · Atratividade em juros baixos · Alternativa a renda fixa · Risco maior
  • Renda FixaCDB · LCI · LCA · Tesouro Direto · Rendimento · Atrelado à SELIC
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Pode isso, meninas. Na CBN, com Ana Leone, Nayara Bertão e Natália Largue. Hoje com Natália Largue. Oi, Nath, tudo bem? Boa tarde. Olá, Fernando. Boa tarde a você e a todos os ouvintes. Como é que tudo isso está acontecendo no mundo vai influenciar na nossa superquarta? Pois é, Fernando, a gente vai falar disso hoje, né? Engraçado, porque a guerra está no noticiário geopolítico, está no noticiário humanitário e não sai do noticiário econômico também.

que, para quem não sabe, é o dia em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o COPOM, decide a SELIC, que serve como referência para os juros da nossa economia. Só que não é só o Brasil. Os Estados Unidos também terão essa decisão na quarta-feira. O Federal Reserve, que é o FED, o Banco Central de lá, também define a sua taxa de juros e essas decisões influenciam na direção do mercado. Com essa escalada da guerra no Oriente Médio e o aumento do preço do petróleo, principalmente, que é o que vem influenciando,

bastante o mercado nesse sentido, o Copom pode reduzir a Selic menos do que a gente esperava há um tempo atrás. O mercado agora está apostando num corte de 0,25 ponto percentual, que levaria a Selic para casa dos 14,75% ao ano, ao invés de meio ponto que era o esperado há um tempo atrás, antes de explodir essa guerra e, claro, do petróleo subir bastante, como tem acontecido. E aí, qual é a expectativa, então, dessa vez?

mudou bastante, especialmente nos últimos dias. A gente tem uma ferramenta bacana lá no Valor Invest, que chama termômetro do Copom, que ela mostra mais ou menos o que são as apostas do mercado para o que vai acontecer na próxima reunião do Copom. E aí, essa ferramenta está mostrando hoje que 56% dos investidores estão apostando numa queda de 0,25 ponto percentual, enquanto 37% estão apostando na manutenção, ou seja, que o Banco Central vai deixar a Selic ali na casa dos 15%,

Para você ter ideia, há um mês atrás, mais ou menos, a maior parte desses investidores apostava numa queda de 0,5 ponto percentual. E hoje são 10% apenas que apostam nisso. Nos Estados Unidos, essa mudança também aconteceu. Lá a gente trabalha com uma faixa para taxa de juros. A faixa está entre 3,5% e 3,75%. É bastante diferente aqui do Brasil, que a gente tem juros muito elevados.

também mudaram. Na última sexta-feira, 77% mais ou menos dos investidores acreditavam ali numa manutenção dos juros nesse mesmo patamar, ou seja, que não haverá corte nenhum. E para você ter ideia, isso é o dobro dos 31% registrados um mês antes, ou seja, um mês antes poucas pessoas estavam acreditando que os juros nos Estados Unidos seriam mantidos no mesmo patamar e agora é realmente a grande maioria.

Por exemplo, a inflação de fevereiro subiu 0,7%, acima das expectativas do mercado. E essa alta do petróleo, que a gente vem falando bastante aqui, pressiona muito combustíveis, fretes, insumos industriais, e isso amplia bastante o efeito inflacionário. Então, o que acontece agora é que o COPOM, o Banco Central, precisa equilibrar a redução dos juros com essa necessidade de controlar a inflação que já está elevada e pode ser pressionada ainda mais.

claro, acontece a mesma coisa. Nath, por que isso é importante? Por que a gente tem que ficar de olho nessas questões? Então, quando a gente fala dos juros, vai mudar a Selic, não vai mudar, o que isso tem a ver com o meu bolso? No fim das contas, tem tudo a ver, porque os juros têm um efeito direto sobre o bolso do consumidor e também sobre o mercado financeiro. Do ponto de vista do consumidor, o que acontece é, quando a Selic está mais alta, quem tem empréstimo, financiamento, usa cartão de crédito, ou seja, toma crédito de alguma forma,

Porque a Selic serve como uma referência para todos esses tipos de empréstimos que acontecem no mercado. Então, se ela está mais elevada, você vai pagar um pouco mais caro também. E aí, quando a gente fala de mercado financeiro, juros mais altos acabam elevando o rendimento de muitos investimentos de renda fixa. Por quê? Porque eles geralmente são atrelados à Selic. Então, se a Selic está mais alta, muitos investimentos como CDBs, LCIs, LCAs, por exemplo, acabam rendendo mais. Também os títulos do Tesouro Direto, que a gente fala bastante por aqui.

Só que aí a gente tem uma contrapartida também. Quando os juros caem, os investidores acabam buscando outras formas, outras oportunidades de terem uma rentabilidade maior. E aí podem ir para ativos mais arriscados, digamos assim, como a Bolsa, por exemplo, que acaba ganhando mais atratividade. E aí é importante a gente olhar também para os juros dos Estados Unidos, porque as pessoas tendem a buscar retornos mais seguros lá fora, o que pode pressionar o dólar. Então, por exemplo, se os juros estão elevados nos Estados Unidos,

que vão colocar o seu dinheiro lá, emprestar para o governo americano, porque significa que você está emprestando para o governo mais seguro do mundo. Fala-se que são os ativos mais seguros do mundo. Então, se você está tirando o seu dinheiro do Brasil, por exemplo, para colocar lá nos Estados Unidos, porque lá está com juros altos e ainda por cima te dá segurança, significa que esse dinheiro está saindo daqui. Então, se os dólares estão indo para lá, acaba pressionando o real. Então, também é importante a gente ficar de olho nos juros lá fora.

pra você e até quarta. Quarta-feira. Um beijo, pessoal. Até quarta.

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