Caso Master: quem será o primeiro a fazer delação?
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- Daniel VorcaroManutenção da prisão pelo STF · Negociações confirmadas para esta semana · Delação premiada mais certa · Possível acordo com PGR ou Polícia Federal · Resistências da PGR a aceitar
- Outros delatores no escândalo MasterPaulo Sérgio Souza - ex-diretor Banco Central · Beline Santana - ex-chefe de departamento · Augusto Lima - principal sócio do Vorcaro · Luiz Antônio Bull - ex-diretor de Compliance · Alberto Oliveira - ex-superintendente de tesouraria · Marilson Silva - policial federal aposentado
- Corrida estratégica entre delatoresVantagens em delatar primeiro · Desvantagens para os posteriores · Perda de novidades a revelar · Importância da informação inédita · Rejeição de delações sem conteúdo novo
- Delação Premiada INSSNegociações com Ministério Público Federal · Rota alternativa pela Polícia Federal · Papel dos advogados de defesa · Avaliação de chances em cada instância · Envolvimento do ministro André Mendonça
- Operações ilícitas do MasterMonitoramento e espionagem · Intimidação de inimigos · Uso de capangas · Atuação de ex-autoridades BC como consultores · Atividades durante exercício de cargo público
Plantão Lauro Jardim. Bom dia para você, Lauro Jardim. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Lauro. Lauro, desde sexta-feira, quando foi confirmada a manutenção da prisão de Daniel Vorcaro pela segunda turma do STF, cresceu a discussão a propósito da possibilidade de uma delação premiada dele. Pela sua apuração, além dele, outros podem vir na mesma balada? Pois é, Milton.
está um pouco mais certa, devem começar até essas semanas, essa semana, as negociações, mas, como você disse, tem outras delações nesse escândalo que também tem que ser considerada, sobretudo agora que a do Vorcaro deve andar. E a lista é grande de gente que pode delatar. Eu vou citar aqui apenas alguns nomes para o ouvinte ter uma noção melhor, que, por exemplo, tem a dupla Paulo Sérgio Souza e
Beline Santana, que um é ex-diretor do Banco Central e outro é ex-chefe de departamento. Os dois foram afastados do Banco Central em janeiro e estão enfiados até a medula nesse rolo. Eles atuavam como consultores do Vorcaro enquanto exerciam os cargos deles de chefia no Banco Central. Tem também o Augusto Lima, que era o principal sócio do Vorcaro no Master. Esse tem muito o que falar.
nessa lista também outros dois ex-diretores do Master que foram presos em novembro, que é o Luiz Antônio Bull, que era diretor de Compliance, e o Alberto Oliveira, que era superintendente executivo de tesouraria. E também, sem falar, em outros candidatos naturais a uma delação premiada, Milton, como, por exemplo, o policial federal aposentado Marilson Silva, que integrava ali, junto com o Sicário, a dupla de Capanga,
do Vorcaro, que ele usava para os serviços sujos, como de monitoramento, espionagem e intimidação de quem ele considerava inimigos. A lista é muito maior, mas eu vou parar por aqui, porque esses são apenas alguns exemplos, Milton. A pergunta, a dúvida fundamental nisso tudo, Milton e Cássia, é a seguinte, quem vai delatar primeiro? Porque quem delatar depois, quem ficar para trás nessa fila de delação
premiada, perde algumas vantagens, fica em desvantagem. E a desvantagem mais óbvia é de não ter mais novidades para revelar para a PGR ou para a Polícia Federal, porque os outros já vão ter delatado antes, já vão ter contado antes. E se não tem nada para revelar, nada que as autoridades já não saibam, a delação, em princípio, não vai ser nem considerada.
a partir dessa semana, uma corrida por delações nesse caso do Master. Laura, explica para a gente nesse caso como funciona. Você mencionou a PGR e a Polícia Federal. A defesa dessas pessoas que, eventualmente, queiram fechar um acordo de delação premiada, fazem essa solicitação para essas duas instâncias? Em princípio, Cássia, o caminho natural é a PGR. Sim, começa uma negociação entre os advogados de defesa
essas pessoas que eu citei, com o Ministério Público Federal. Isso é o caminho natural. Agora, tem também, e a legislação permite, que se possa fazer essa negociação direto com a Polícia Federal. Então, por exemplo, uma defesa de um possível delator pode achar que tem mais chances, por alguns motivos, da delação não sendo aceita na PGR, eles recorrem à Polícia Federal.
O advogado pode, por exemplo, avaliar que na PGR teria resistências a aceitar a delação. Isso, por exemplo, é falado como no caso do Vorcaro. A PGR teria algumas resistências em dar o ok para uma delação premiada. Então, os advogados têm a alternativa de recorrer à Polícia Federal, a lei permite. E no final, tanto na PGR quanto numa delação feita à polícia,
no caso específico, o ministro André Mendonça. Muito obrigado, Lauro, e um bom dia para você. Bom dia para você, Milton, para você, Cássia, para os ouvintes, e até quarta. Até quarta, Lauro.