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Tratamentos contra o câncer e os impactos na memória; saiba mais

16 de março de 20264min
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Luis Fernando Correia destaca que uma preocupação comum nos pacientes com câncer é o que se chama de cérebro da quimioterapia, expressão usada para descrever situações com dificuldade de memória, atenção e concentração que acontecem durante ou mesmo após a quimioterapia. Esses sintomas têm um nome técnico: "comprometimento cognitivo relacionado ao câncer". Comentarista fala sobre um estudo que mostra que a atividade física pode ajudar a proteger o cérebro durante o tratamento. Saiba mais.
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Assuntos4
  • Comprometimento Cognitivo em CâncerSíndrome do cérebro da quimioterapia · Dificuldade de memória · Dificuldade de atenção · Dificuldade de concentração · Fadiga mental · Sintomas durante e após tratamento
  • Prevenção de Lesões e Saúde do AtletaPrograma X-CAP · Exercício estruturado com faixas elásticas · Plano individualizado · Exercício acessível em casa · Redução de sintomas cognitivos · Atividade física no tratamento oncológico
  • Ensaio Clínico X-CAPEstudo randomizado fase 3 · Revista JNCCN · Rede americana de centros oncológicos · Impacto da frequência de ciclos · Ciclos de duas semanas vs outras frequências · Comparação com tratamento convencional
  • Mecanismos Biológicos de ProteçãoMelhoria da circulação cerebral · Redução de processos inflamatórios · Estimulação de fatores neurotróficos · Manutenção de conexões neuronais · Importância clínica para qualidade de vida
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Saúde em Foco, com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. Hoje o senhor nos traz aqui uma informação a propósito do impacto que tratamentos contra o câncer pode gerar na memória. Conta pra gente. É isso, Milton. Uma preocupação comum nos pacientes com câncer é o que a gente chama de cérebro da quimioterapia.

usada para descrever situações com dificuldade de memória, dificuldade de atenção e concentração que acontecem durante ou mesmo após a quimioterapia. Esses sintomas são reconhecidos pela ciência e tem um nome técnico, chama comprometimento cognitivo relacionado ao câncer. Um estudo publicado na revista JNCCN, que é uma revista, um jornal dedicado ao tratamento do câncer, e vem de uma pesquisa ligada a uma rede americana de centros oncológicos, traz uma notícia interessante.

atividade física pode ajudar a proteger o cérebro durante o tratamento. Os pesquisadores fizeram um ensaio clínico randomizado de fase 3 com pacientes que estavam recebendo quimioterapia. Uma parte deles seguiu o tratamento convencional, a quimioterapia, medicamentos para eventuais sintomas que aparecem, e uma outra parte recebeu tudo isso e também um programa estruturado de exercício físico que foi chamado de X-CAP.

exercícios com faixas elásticas, um plano individualizado para cada paciente. Por isso, é importante, não precisa de academia sofisticada. A ideia era ser alguma coisa segura, acessível e que o paciente pudesse fazer na casa dele. E o resultado foi bastante claro. Pacientes que seguiram o programa de exercícios relataram menos problemas de memória, concentração e fadiga mental, ou seja, o melhor desempenho do cérebro durante o tratamento. E o outro achado foi interessante.

evidente nos pacientes que recebiam a quimioterapia em ciclos de duas semanas, porque varia, às vezes são ciclos de uma semana, duas de descanso e mais uma depois, enfim, nos que recebiam em ciclos de duas semanas o benefício foi mais evidente, o que sugere que a frequência do tratamento também influencia o impacto sobre o cérebro e também a proteção vinda do exercício. Mas por que, afinal de contas, o exercício protegeria? Primeiro porque melhora a circulação cerebral,

produz processos inflamatórios. E no terceiro, estimula a produção de fatores neurotróficos. São substâncias que ajudam a manutenção das conexões entre os neurônios, Milton. E isso tem importância clínica. Então, a ideia é que o paciente possa continuar trabalhando, tomando decisões, mantendo uma vida social ativa. E nós estamos falando de um país como o Brasil, onde são 700 mil novos casos de câncer por ano, segundo o Inca. Então, estratégias simples de baixo custo podem significar

impacto muito grande de maneira mais prática, né? Então a mensagem que fica é, atividade não é só prevenção do câncer, ela também pode fazer parte do tratamento, Milton. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando Corrêa, um bom dia e até amanhã. Até amanhã, Milton, Cássia e todos os ouvintes. Até amanhã, doutor.