Tratamentos contra o câncer e os impactos na memória; saiba mais
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- Comprometimento Cognitivo em CâncerSíndrome do cérebro da quimioterapia · Dificuldade de memória · Dificuldade de atenção · Dificuldade de concentração · Fadiga mental · Sintomas durante e após tratamento
- Prevenção de Lesões e Saúde do AtletaPrograma X-CAP · Exercício estruturado com faixas elásticas · Plano individualizado · Exercício acessível em casa · Redução de sintomas cognitivos · Atividade física no tratamento oncológico
- Ensaio Clínico X-CAPEstudo randomizado fase 3 · Revista JNCCN · Rede americana de centros oncológicos · Impacto da frequência de ciclos · Ciclos de duas semanas vs outras frequências · Comparação com tratamento convencional
- Mecanismos Biológicos de ProteçãoMelhoria da circulação cerebral · Redução de processos inflamatórios · Estimulação de fatores neurotróficos · Manutenção de conexões neuronais · Importância clínica para qualidade de vida
Saúde em Foco, com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. Hoje o senhor nos traz aqui uma informação a propósito do impacto que tratamentos contra o câncer pode gerar na memória. Conta pra gente. É isso, Milton. Uma preocupação comum nos pacientes com câncer é o que a gente chama de cérebro da quimioterapia.
usada para descrever situações com dificuldade de memória, dificuldade de atenção e concentração que acontecem durante ou mesmo após a quimioterapia. Esses sintomas são reconhecidos pela ciência e tem um nome técnico, chama comprometimento cognitivo relacionado ao câncer. Um estudo publicado na revista JNCCN, que é uma revista, um jornal dedicado ao tratamento do câncer, e vem de uma pesquisa ligada a uma rede americana de centros oncológicos, traz uma notícia interessante.
atividade física pode ajudar a proteger o cérebro durante o tratamento. Os pesquisadores fizeram um ensaio clínico randomizado de fase 3 com pacientes que estavam recebendo quimioterapia. Uma parte deles seguiu o tratamento convencional, a quimioterapia, medicamentos para eventuais sintomas que aparecem, e uma outra parte recebeu tudo isso e também um programa estruturado de exercício físico que foi chamado de X-CAP.
exercícios com faixas elásticas, um plano individualizado para cada paciente. Por isso, é importante, não precisa de academia sofisticada. A ideia era ser alguma coisa segura, acessível e que o paciente pudesse fazer na casa dele. E o resultado foi bastante claro. Pacientes que seguiram o programa de exercícios relataram menos problemas de memória, concentração e fadiga mental, ou seja, o melhor desempenho do cérebro durante o tratamento. E o outro achado foi interessante.
evidente nos pacientes que recebiam a quimioterapia em ciclos de duas semanas, porque varia, às vezes são ciclos de uma semana, duas de descanso e mais uma depois, enfim, nos que recebiam em ciclos de duas semanas o benefício foi mais evidente, o que sugere que a frequência do tratamento também influencia o impacto sobre o cérebro e também a proteção vinda do exercício. Mas por que, afinal de contas, o exercício protegeria? Primeiro porque melhora a circulação cerebral,
produz processos inflamatórios. E no terceiro, estimula a produção de fatores neurotróficos. São substâncias que ajudam a manutenção das conexões entre os neurônios, Milton. E isso tem importância clínica. Então, a ideia é que o paciente possa continuar trabalhando, tomando decisões, mantendo uma vida social ativa. E nós estamos falando de um país como o Brasil, onde são 700 mil novos casos de câncer por ano, segundo o Inca. Então, estratégias simples de baixo custo podem significar
impacto muito grande de maneira mais prática, né? Então a mensagem que fica é, atividade não é só prevenção do câncer, ela também pode fazer parte do tratamento, Milton. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando Corrêa, um bom dia e até amanhã. Até amanhã, Milton, Cássia e todos os ouvintes. Até amanhã, doutor.