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Maní celebra 20 anos com jantar especial

16 de março de 20265min
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Luiza Fecarotta comenta que o restaurante Maní, de Helena Rizzo, comemora nesta segunda-feira (16) 20 anos de funcionamento com um jantar inédito. O evento reúne três chefs que passaram pela cozinha da casa antes de seguir carreira própria: Ivan Ralston, Ian Baiocchi e Thais Alves.
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Assuntos6
  • Aniversário de 20 anos de RuunCelebração com jantar especial · Participação de chefs egressos · Importância de atingir 20 anos · Reconhecimento nacional e internacional
  • Trajetória de chefs egressos do ManíIvan Ralston e Tujú · Ian Baiocchi e império no Centro-Oeste · Thais Alves e Maniocas · Influência do Maní na formação
  • Evolução e abrasileiramento culinário do ManíFase vegetariana inicial · Transformação de linguagem culinária · Homenagem constante ao Brasil · Diálogo com arte brasileira
  • Pratos icônicos e cardápio do ManíPolvilho · Ceviche de caju · Ovo (sobremesa) · Menu degustação · Inovação constante no alacarte
  • Filosofia e ambiente do ManíAlta técnica com informalidade · Serviço competente e descontraído · Acessibilidade para todos os estados emocionais · Respeito à equipe
  • Reforma e renovação do espaçoNovo bar no centro · Inspiração em poesia brasileira · Preservação da identidade original · Modernização mantendo valores
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CBN Gastronomia, com Luísa Fecarota. Pois é, hoje temos Luísa Fecarota em edição extraordinária para falar sobre o aniversário de um restaurante que tem uma cozinha brasileira e um respeito muito grande com a equipe. De quem estamos falando, Luísa Fecarota? Bom dia. Bom dia, Marcela. Bom dia, Muniz. Tudo bem? Tudo certo. Olha só, hoje tem jantar no Mani.

da Helena Rizio, vai fazer um baita jantar para comemorar os 20 anos de existência. Então vai receber três chefes convidados que tiveram a chance de passar pela cozinha do Mani. Eu achei bem... uma novidade, assim, isso. A gente nunca fez... nunca vi um jantar que convida os chefes que já passaram pela cozinha para integrar essa cozinha agora num momento de comemoração. Então os três passaram pela cozinha do Mani antes de seguir carreira. Todos viraram chefes prestigiados

E eles acreditam muito disso, a própria experiência que tiveram no Mani. Então o Ivan Rauston do Tujú, eu conversei com ele e ele me disse, não existiria Tujú sem Mani. Eu achei isso lindo e faz todo sentido. O Ian Baiocchi vem de Goiânia, que hoje tem um império de restaurantes, hotel. Eu diria que hoje é um dos grandes cozinheiros do centro-oeste que a gente tem aqui no Brasil.

Fecha esse trio, ela comanda as cozinhas dos Maniocas, que é um dos meus restaurantes preferidos de São Paulo. Para mim, o Manioca é um restaurante que serve para todos os espíritos, sabe? Você está bem, você não está bem, você quer comemorar, é um almoço durante a semana normal, enfim, ele atende a tudo. E é uma menina jovem, com muita experiência, ela é firme, tem boas ideias, excelente execução, é técnica metódica.

no Mani, eu já disse isso aqui outras vezes mas uma amiga me ensinou que a idade de restaurante a gente conta que nem idade de cachorro então um ano vale por muitos então eu digo que é um acontecimento chegar aos 20 anos e ainda mais em plena forma o Mani é um restaurante reconhecido dentro e fora do Brasil que continua crescendo tecnicamente traz pratos novos então tem lá seus classicões aquele polvilho

A gente come, faz aquela bagunça, ele é bem estufadão, faz sujeira, faz barulho. Tem o ceviche de caju, tem o ovo, que é aquela sobremesa que imita um ovo frito, que tem um sorvete de gemas no centro e em volta. Tem uma espuma bem estruturada de leite de coco e os pedacinhos de coco caramelizados que a gente vai mordendo e descobrindo embaixo daquela espuma.

então tem o menu degustação que sempre traz coisas novas, o próprio Alacarte agora traz coisas novas, então sempre tem um ar fresco no Mani, o ambiente inclusive passou por uma reforma agora, então desde o início a casa era igualzinha e agora tem um barzão super bonito ali no centro, mas o que eu digo é que embora tenha passado por uma mudança que trouxe uma cara nova para o Mani,

Pingo da identidade, né? Que é algo que a gente gosta muito, porque o Mani tem um tom, um ar descontraído. Então, ao mesmo tempo que tem essa cozinha de alto nível técnico, super bem apresentada, tem um serviço que é zero formal, super competente. Então, é um lugar que a gente se sente bem, sabe? As mudanças foram inspiradas na poesia de Oso ou de Andrade. Então, tem esse diálogo constante com o Brasil, com a arte brasileira.

E o Mani foi justamente um restaurante que foi se abrasileirando ao longo do tempo, né? Então ele nasce de uma cozinha meio natural, quase vegetariana. Muita gente até esqueceu dessa fase. Mas aí ele vai encontrando essa linguagem tão particular, tão única, que faz uma homenagem constante ao Brasil. Acho que a gente não podia deixar de falar desse acontecimento de hoje. Mesmo com essa entrada extraordinária numa segunda-feira. Sempre bom te ouvi, Lu. Que bacana.

E ainda mais legal quando a gente fala de lugares que preservam essa coisa da culinária brasileira e também tem todo um respeito com toda a equipe. Enfim, é bem bacana tudo isso. E vale a pena a gente destacar que sim, sempre bem-vinda. Bem-vinda, viu? Maravilha! Beijo, Lu! Valeu, Lu! Um beijo até quarta! Até!