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Educação sem frustração pode gerar adultos emocionalmente frágeis

15 de março de 202616min
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Rossandro Klinjey discute os efeitos da superproteção na educação dos filhos. Segundo ele, muitos pais, tentando evitar que as crianças sofram como sofreram no passado, acabam eliminando frustrações importantes para o desenvolvimento emocional.
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Assuntos15
  • Superproteção e frustraçãoPais evitando que filhos sofram como sofreram · Radicalização ao extremo oposto da educação rígida · Eliminação de limites como prejudicial · Tentativa de impedir frustração em crianças · Ciclo de má intenção
  • Pilares da Saúde EmocionalIncapacidade de suportar crítica profissional · Depressão por feedback negativo do trabalho · Pensamentos suicidas após término de namoro · Afastamento psiquiátrico por avaliação menor · Disfunção em situações cotidianas normais
  • Musculatura emocionalDesenvolvimento da capacidade de lidar com adversidades · Construção de resiliência desde a infância · Aprendizado de que a vida tem frustrações · Preparação para desafios adultos · Base para estabilidade futura
  • Monitoramento OnlinePais distrados com celulares próprios · Contato de menores com predadores online · Falta de diálogo sobre perigos da internet · Risco de exploração sexual de adolescentes · Ausência de proteção digital
  • Importância da faltaCrianças que não sentem falta de nada · Aprendizado de dar valor ao que se ganha · Desejo como resultado da carência · Desenvolvimento através da privação · Capacidade de aguardar
  • Escuta genuínaPais presentes mas não ouvindo filhos · Falta de comunicação real entre gerações · Desconexão emocional apesar de proximidade física · Sinais de problemas sendo ignorados · Necessidade crítica de conexão autêntica
  • Crime de classe médiaCrimes violentos e perversos em classe média · Diferença de tipologia criminal por classe social · Roubos em comunidades carentes por necessidade · Crimes de ódio em classe média abastada · Brutalidade sem necessidade financeira
  • Radicais na internetMovimentos redpill cooptando jovens · Propagação de ódio às mulheres · Radicalização através de grupos fechados · Alienação pela internet · Violência emergente de ideologias extremas
  • Narcisismo parentalProjeção dos próprios desejos nos filhos · Compensação de frustrações pessoais · Imposição de carreira do pai no filho · Confusão entre vontade do pai e vontade do filho · Egoísmo disfarçado de paternidade
  • Desconforto no aprendizadoEscola não é entretenimento ou Cirque Soleil · Aprender é chato, cansativo e repetitivo · Importância da exaustão no processo educativo · Necessidade de tolerância ao desconforto · Diferença entre lúdico infantil e educação real
  • Desrespeito a educadoresGrupos de WhatsApp de pais criticando professores · Queima de reputação de educadores · Interferência de leigos em pedagogia · Falta de valorização profissional · Desmerecimento do conhecimento dos mestres
  • Prêmios e ReconhecimentoMedalhas para todos os competidores · Remoção de mérito em competições escolares · Tentativa de evitar que crianças chorem · Eliminação do estímulo de vencer · Frustração mascarada por falsa autoestima
  • Depressão em adultosIncapacidade de processar rejeição · Sensibilidade excessiva a crítica · Busca de afastamento laboral por motivos leves · Ausência de resiliência emocional · Trauma de situações normais
  • Terceirização educacionalContratação de babás para educar · Escolas caras como substituto de educação parental · Ilusão de que pagar substitui presença · Abdicação de responsabilidade educativa · Expectativa falsa de qualidade automática
  • Pais helicópterosMonitoramento obsessivo dos filhos · Facilitação de tudo na vida das crianças · Prevenção de qualquer tipo de desconforto · Falta de autonomia desenvolvida · Dependência prolongada dos pais
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O Divã de Todos Nós, com Rossandro Klinger. O Divã de Todos Nós, Rossandro Klinger, com a gente. Rossandro, boa tarde. Boa tarde, Petra. Boa tarde, ouvintes. Vamos falar de um assunto que é importante, Petra, que é a ideia central de que na construção de uma pessoa emocionalmente capaz de enfrentar a vida, os desafios que a vida tem na fase adulta e na pré-adolescência, nós temos que, como pais, construir uma espécie de musculatura emocional.

essa musculatura, ela se dá por fazer com que essas crianças, quando são pequenininhas, entendam que a vida tem não, tem frustração, que não é como você quer. O que acontece é que, lamentavelmente, de algumas décadas pra cá, alguns pais têm tido dificuldade de fazer isso. Nem por má intenção, sabe, Petra? É muitas vezes com a sensação assim. Muitas vezes teve uma educação um pouco mais rígida, ou um pai mais distante, ou que, por exemplo,

espancamento na infância. E tem uma ideia que é natural, que é assim, meus filhos não vão passar pelo que eu passei. Essa ideia é bem intencionada e, de fato, você não deve espancar seus filhos, não deve fazer torturas que eram comuns nas crianças no passado. Só que, quando você diz isso, você pode radicalizar e querer ir para o extremo oposto, que é muito prejudicial também. Que é, esquecendo que também parte do que você passou, e eu não estou falando aqui, obviamente, de espancamentos e de coisas que não se pode fazer com crianças, mas, por exemplo,

tem limite. A gente tá num ponto, Petra, que é as escolas hoje. Tem escolas que quando uma criança vai disputar tipo uma olimpíada, sei lá, de vôlei, de karatê, naturalmente, antigamente, você dava medalha de primeiro, segundo, terceiro lugar. Agora a escola tem que dar medalha pros três primeiros colocados e pra todo mundo que competiu. Pra criança não chorar. É, Petra, é. Inclusive, eu vi recentemente um stand-up comedy na internet que era assim, era uma ironia disso, né?

Chegava uma mãe na escola e fazia assim, olha, eu vim aqui reclamar porque meu filho não ganhou,

a medalha de Karatê. Aí o professor fazia, não, mas nós demos medalhas a todos os alunos. Mas o meu filho não recebeu. Qual o nome dele? É Joãozinho, não sei o quê. Não, mas Joãozinho, ele não treina Karatê, ele faz vôlei. É, mas ele ficou triste porque não ganhou a medalha de Karatê e eu pago a mensalidade dessa escola, eu pago o seu salário. Não se preocupe, mamãe, nós vamos falar com a escola, nós vamos dar a medalha do seu filho que não lutou Karatê, mas que ele vai ganhar a medalha.

O que isso impacta? Porque isso é realidade. O humor também trata dessa realidade.

Poxa, e você não pode... Chora, não ganhou a medalha, chora. Qual é o estímulo que eu vou ter de ganhar a medalha se eu perdi? Exato. Qual é a capacidade que eu vou ter de suportar ou não de uma menina? Aí o que é que eu vou fazer? Eu vou reunir os meus amigos e vou abusá-la? Porque a gente tem que falar que isso é a base do que acontece depois nessa pré-adolescência completamente sem vigilância, que não aprendeu a se frustrar, que não aprendeu a suportar a vida, que não aprendeu a suportar ou não e respeitar isso.

ia quando a menina dizia, não, eu ficava chorando, pegava minha fita cassete, novela internacional, e ficava ouvindo, entendeu? Furacão 2000. Furacão 2000, ficava lá chorando com minhas pitangas, e depois sobrevivia, entendeu? Aprendia, e assim que vai, o ego vai se desenvolvendo, agora não, não, não pode frustrar, tudo um cristalzinho, e aí tá ficando de fato cristais, entendeu? Pessoas que são incapazes de suportar a vida, de suportar a escola.

Sabe uma coisa que eu acho estranha? Quando a pessoa chega na escola, assim, a escola é lúdica,

Tudo bem, quando é criancinha, a gente entende. Mas se chegar com uma criança de 10 anos, a escola tem que ser lúdica, você não está levando seu filho para o Cirque Soleil, não. Você está levando seu filho para aprender. Aprender é chato, é cansativo, é repetitivo, é exaustivo. Poucas pessoas no mundo gostam de aprender trigonometria, cosseno e cotangente. Eu não estou entre elas. Mas tive que aprender, porque faz parte da vida, né? Eu tenho falado, Rossandro, e observando... Aí, olha, vou sair da...

do lugar de jornalista, e vou me colocar o chapéu de mãe, né? Eu tenho falado, inclusive, que as crianças, de uma forma geral, eu percebo, elas sentem falta de sentir falta. Elas precisam aprender o que significa a falta para dar valor quando tem, quando ganha. Mas é uma dor, esses pais e mães não conseguem não suprir, só falta

respirar pela criança. Meu Deus, é que chama-se pais e mães helicópteros. E o prejuízo que isso tem, porque você tem que pensar o seguinte, não adianta achar que o que educa um filho é boa intenção. Como diz o ditado popular, de boa intenção o inferno está cheio. Educar filho dá trabalho. Você tem que pensar nesse adulto no futuro. Porque um dia você vai precisar que o cobertor do tempo volte a cobrir você. E se você não deu a esse ser humano uma instrução, você vai ser abandonado na aura mais frágil da sua própria vida, na velhice.

É muito forte, Rossandro. Agora, qual é o antídoto pra isso? Como fazer pra tomar uma atitude diferente? Mas mais do que isso, eu vou te dizer, tá? Porque eu acho que tem muita gente que tá ouvindo o Revista Agora, tá ouvindo essa conversa agora e falando, é verdade, essa sociedade que tá mimando demais as crianças. E não percebe que é ele próprio que tá mimando ela própria. Então assim, é sempre o outro, né? E eu tive essa conversa em casa esses dias com a minha filha também.

também teve uma situação em que ela, enfim, teve uma discordância ali na escola. E eu falei pra ela, falei assim, cara, você vai esse ano pra escola dessa forma e você vai aprender que nem todo ano é tão legal assim, não vai estar com todas as amigas. E todo mundo fazendo uma articulação pra mudar a criança. Ela tem que estar na sala perfeita e também uma projeção do que é perfeito. Gente, a gente aprende com esses percalços.

Estou mimando demais, que eu não estou deixando meu filho aprender a sentir falta e aprender a viver a vida de verdade. É, eu vou falar uma coisa que não é tão simples, mas ela já ajuda. Pensa, quando eu passei por isso, como foi que minha mãe se comportou comigo? Ela foi olhar na escola e quis facilitar tudo? Uma coisa que eu escutava muito na infância. E menino tem querer? Óbvio que a criança... Você não tem querer nada? A criança tem querer nada, é isso mesmo.

É isso que tem pra comer. Ah, não quer comer não, meu amor? Não vou pedir um delivery pra... Porque nem tem delivery na minha infância, né?

mas assim, é o que tem pra comer. Não tem pra comer? Não. E se ele não comer, vai desnutrir? Vai nada. A gente vai ter as crianças assim que passam fome três meses e estão sobrevivendo. Não vai ser uma noite com birra porque não quis comer o que a mãe e o pai fez, que vai morrer, não. Sabe? Porque o que acontece muito é que de noite vai assaltar a geladeira, com o que tem mesmo. Pra você não estar sempre facilitando e tornando essa pessoa uma pessoa incapaz de viver uma vida que é complexa, né?

Você tem que pensar assim, e se eu não estivesse mais aqui? E quando tiver adolescente?

consegue se virar? E conseguir fazer o intercâmbio ou morar no outro estado porque passou no Enem, em outra cidade, estudar e saber se virar e saber arrumar o quarto, sabe? Lavar uma roupa numa... Que bom que hoje tem, né? Uma loja que você vai lá e só põe a roupa e lava, que na minha infância nem isso tinha. Quer dizer, quando a gente facilita demais, e não é só dos filhos, né? Porque a própria sociedade tem facilitado nossas vidas.

A gente não suporta pausa, tédio, silêncio, como você fala no livro, né? A gente não tem suportado coisas que fazem parte do tempo da vida.

resultado, nem sempre a turma é boa. Nem todo ano os professores são incríveis. Tem ano que a turma é terrível, que os professores não são legais. E é a vida. Porque quando você vai trabalhar, você não fica escolhendo, não. Você vai para onde tem um emprego. Você tem que pagar seus boletos. E tem que preparar hoje para isso acontecer depois. E isso reflete o quê, Roçandra? Um pouco do narcisismo dos pais. Talvez assim, cresceram com algum tipo de falta. Em alguns casos. Em alguns casos acontece isso. Por exemplo, eu quis.

Seguir jogador de futebol, meu filho vai ser. Eu quis pegar um monte de menino e ter um carrão. Agora que eu posso dar ao meu filho, ele tem que fazer isso. Estou destruindo. Mas muitas pessoas estão seguindo como se fosse um padrão. Como todo mundo agora facilita. Por exemplo, você tem um grupo de WhatsApp de escola, que é um terror para as escolas. Grupo dos pais do terceiro ano B, amanhã da escola X. É um lugar de queimar a reputação de educador.

Porque nenhum pai ali é pedagogo, mas todo mundo se mete e quer que o professor eduque somente para o filho dele.

mas esqueceu que você pagou em salidade para uma escola que tem várias crianças. Se você quiser um professor que educa só para o seu filho, pague 100 mil e monta uma escola só para você e aí educa do seu jeito. Mas no lugar que tem um monte de criança, você educa para a média. Não deveria ser assim, para que usar esse material? Eu não vejo ninguém dizer isso para um arquiteto, para um médico que faz uma cirurgia de cabeça. Não, não deveria usar essa anestesia, não.

Vai dizer para ver o que acontece? Vamos respeitar o educador? Isso por quê? Porque essa coisa de todo mundo, o método bedelho, quer facilitar, acha que tem o que dizer,

atrapalhando. E aí o educador, por exemplo, num país como o nosso, que deveria ser honrado e valorizado, é desprezado, paga o seu salário, você pensa que você é quem. Se você trata um professor assim, como é que seu filho vê a educação e o conhecimento? Se quem fornece a educação é o professor, ele é tratado com desrespeito e menosprezo. Então, é um conjunto de atitudes que vai gerar, de fato, um adulto muito desfuncional. Uma pessoa que acabou o namoro, pensa em atentar contra a própria vida, porque não suporta, não. Quem tem depressão, que vai no trabalho,

recebe um feedback, não gostei do seu relatório, aí sai chorando um cara de 30 anos e volta com um laudo psiquiátrico de afastamento porque não suportou, seu relatório tá ruim. Eu já ouvi falar que tem pai e mãe ajudando gente que tá no trabalho também, você já ouviu essa, né? Aí a pessoa foi demitida, o pai e a mãe foi lá reclamar que a pessoa tinha sido demitida. Não, já teve gente que foi fazer entrevista de emprego no lugar da filha, Petra.

Ai, que vergonha. Dizendo assim, ela é super incrível, é muito competente, mas é tímida, eu vim no lugar dela. Então, você imagina,

que ponto chegamos. É demais. Rossandro, eu quero te fazer talvez uma última pergunta nesse sentido, nessa nossa cartilha tão desafiadora da educação. Tocando num ponto muito delicado, eu tenho acompanhado muito, muito a juíza Vanessa Cavalieri, e eu vi um corte dela, de uma fala dela essa semana, dizendo que a gente tinha muito a ideia

que esses crimes da infância e da adolescência, muitos deles são cometidos por jovens sem condição financeira, jovens da periferia. E ela especificou nesse vídeo em especial, ela fala assim, olha, esse jovem sem condições financeiras da periferia, ele vai cometer crimes do tipo roubo, vai roubar um celular para garantir ali os seus 200, 300 reais e tal. Ela falou que os crimes perversos são cometidos por jovens de classe média e média alta.

que é o que ela tem pego muito, de jovens que se fortalecem nesses grupos da internet. E a gente fala muito disso. O jovem, ele não é ouvido, e aí ele é cooptado por esses grupos radicais, inclusive grupos redpill, de ódio às mulheres, ou de violência mesmo, a questão de matar animais, a questão que a gente viu de incendiar morador de rua. A gente está em 2026,

e até me custa falar isso no ar, porque eu me sinto agredida de ter que falar um tipo de coisa dessa tão hedionda. Claro, estamos falando de extremo aqui, mas eu queria só perguntar para você, onde a gente está falhando na questão da escuta e da educação? Claro que podem ser pessoas que têm algum tipo de disfunção, de distúrbio, de narcisismo, de psicose, de psiquismo, o que seja,

Muita falta de escuta, conexão e muita rede social, muita alienação. Como é que você vê esse antídoto mesmo, se a gente pudesse dar um conselho para a educação nesses momentos desafiadores que nós vivemos, Rossandro? Eu acho que todos nós somos crianças e quem também tem filhos sabe muito bem que criança tem certos comportamentos que você tem que corrigir, sabe? Se você deixar via desvio de caráter. Por exemplo, um egocentrismo,

que é comum na criança não trabalhar de vir egoísmo. E eu estou treinando aqui as pessoas que têm transtornos severos, tá? De comportamento. Mas imagina, uma criança egocêntrica, que ela não é tolhida no egocentrismo dela, ela vai virar uma pessoa egoísta e narcisista. Aí você percebe, ah, não, tomou o brinquedinho do irmão e deixou? Não, peraí, é do seu irmão. Que é isso? Não, de jeito nenhum. Você vai criando virtudes. Ninguém nasce iluminado, né? A gente vai criando virtudes e corrigindo deficiências.

a gente tem hoje, é um absurdo uma absurda terceirização que quando você está nas classes que tem mais condição financeira, é maior. Porque você acredita que porque contratou a babá e colocou na escola incrível, que é uma mensalidade alta, o seu papel de educador acabou. Não, muito pelo contrário. Mas o que acontece é isso. Eu chamo essa atitude de aborto afetivo. Você deixou vir ao mundo, mas não educa. E aí, o que vai acontecer?

Essa pessoa vai ser cooptada sim. Eu vou até, só pra terminar, Petra, que eu acho que é importante, é um relato de uma coisa que aconteceu aí em São Paulo,

Eu tenho uma aluna de uma escola de alto padrão, de alta elite de São Paulo, que fez uma experiência mesmo. Ela chegou na mesa com os pais, o pai e a mãe com o celular, o irmão com o celular, e ela... Pai, mãe, eu encontrei um cara na internet, há menos de 15 anos. Encontrei um cara na internet de 47 anos. Aí o pai, legal, filho, ele é gente boa. Ele não estava ouvindo a filha, percebe, né? Então, a gente marcou para se encontrar no Morumbi hoje à tarde.

Ai, mãe, se divirta, meu amor. Aí ela fez, a gente combinou depois de ir para o Iguatemi, a gente quer ir lá, quebrar a vitrine da Gucci. Entende? Tipo assim, ela mostrando assim,

estavam escutando ela. E você acha que essa pessoa, ela pode ter, eu lembro que eu vi de uma criança, né? Numa escola disse assim, eu sou infeliz porque eu posso comer lagosta todo dia se eu quiser, mas eu tô sempre só. É isso. É isso. É isso. A gente precisa transformar dentro da gente e eu não canso de pensar, sabe, Rosandro, que nesse caminho de tanto que a gente vê, é tanto consumo, é tanta informação, é tanta possibilidade

de você dar tudo o que você quer para o seu filho, se você tem condição financeira, ou muitas vezes quer ter condição financeira para dar tudo para o seu filho, né? A necessidade que a gente tem de menos, mais simplicidade, mais serviço à sociedade, menos consumo, mais presença, conversa, um estado de presença. Isso é amor, né? Como a professora Lucilena Galvão fala, o silêncio,

Ele é o condutor do amor quando a gente está nessa comunhão. Então, menos precisa ser mais de uma vez por todas nesse sentido, né, Rossandro? Com certeza. É menos presente e mais presença, definitivamente. Menos presente e mais presença. Querido, um beijo imenso para você. Boa semana e até semana que vem. Até, Petra. Cheiro, gente. Repórter CBN agora.

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