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O espelho quebrado

13 de março de 20263min
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Rossandro Klinjey faz uma reflexão sobre a perda da identidade dentro de um relacionamento. ‘É preciso começar a lembrar do próprio rosto e da própria história para recuperar sua dignidade’. Ouça.
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Assuntos5
  • Identidade em relacionamentosPerda de identidade · Autoestima reduzida · Convencimento através de repetição · Recuperação de dignidade · Autorreconhecimento
  • Relacionamentos TóxicosAbuso verbal sistemático · Humilhação repetida · Padrão tóxico estabelecido · Gaslighting implícito
  • Transmissão geracional de padrões abusivosFilhos aprendem desrespeito do pai · Recrutamento para dinâmica tóxica · Normalização de mistratos · Impacto na educação infantil
  • Importância da perspectiva externaPsicoterapia · Apoio de amigos e família · Validação externa · Espelho saudável de fora
  • Reconstrução PessoalLembrar do próprio rosto · Resgate de história pessoal · Reconstrução de identidade · Mudança gradual sem ruptura imediata
Transcrição5 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

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Refletir para viver com Rosandro Klingey Uma mulher me perguntou através de minhas redes sociais algo inquietante. A mensagem dizia, eu não sei mais quem sou. Sou casada e tenho medo de ser a idiota e louca que meu marido e filhos me chamam. Eu não era assim. Lhe várias vezes antes de responder. Primeiro, o que precisava ser dito? Você não é idiota nem louca. O que acontece é que você está sendo chamada assim tantas vezes,

Tanto tempo e por gente tão próxima que começou a acreditar. Existe um nome para isso. Mas antes do nome técnico, existe a coisa em si. E a coisa em si é cruel. O que me chamou a atenção foi o final. Eu não era assim. Essa frase me diz que ela sabe quem é. Essa mulher não morreu. Está soterrada. A mensagem que ela me mandou é essa mulher tentando respirar. Uma parte me preocupou mais que o resto. Os filhos também a chamam de louca.

que o padrão se espalhou. Aprenderam com o pai que a mãe pode ser tratada assim. Cresceram dentro de um sistema que ensinou que ela é alvo legítimo. Dói de um jeito particular esse tipo de descoberta. Você quer proteger seus filhos e percebe que eles foram recrutados para a dinâmica que te destrói. Isso não é culpa dela. E não quer dizer que os filhos são maus. Quer dizer que ninguém mostrou outra possibilidade. O que eu disse para ela vale para qualquer pessoa.

nessa situação. Você precisa de um espelho de fora. Quando o espelho de casa está quebrado, você olha e não se reconhece. Precisa de alguém que te veja de verdade. Pode ser uma psicóloga, uma amiga, um parente, alguém que diga o óbvio que você esqueceu. Você não é o que te dizem que você é. E olha, você não precisa sair de casa amanhã, mas precisa começar a lembrar do próprio rosto e da própria história para recuperar sua dignidade.

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