Estudo vai investigar maneiras para que músculo atue como regulador de açúcar no sangue
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Tratamento Diabetes Tipo 1Vetor viral para transformação muscular · Produção de insulina no músculo · Enzima glucocinase como sensor de glicose · Injeção intramuscular única · Aplicação por ultrassom · Imunomodulação prévia · Estudos pré-clínicos em cães diabéticos · Duração de 1.500 dias (4 anos) em modelos animais
- Desafios do controle glicêmico em diabetes tipo 170% dos pacientes não atingem controle ideal · Hemoglobina glicada acima de 7% · Oscilações de glicemia · Dificuldades com sensores contínuos · Limitações de bombas de insulina · Controle diário complexo
- Complicações cardiovasculares e metabólicas do diabetes tipo 1Risco cardiovascular 2-4x maior · Cetoacidose diabética · Hipoglicemia · Internações hospitalares · Emergências metabólicas
- Ensaios clínicos fase 1 e 2 para terapia gênicaAvaliação de segurança · Impacto na glicemia · Determinação de dose ideal · Seleção de pacientes com hemoglobina glicada acima de 7%
- Congresso de Avanços e Tecnologias em DiabetesLocalização em Barcelona, Espanha · Apresentação de nova terapia gênica · Oportunidade de inovação internacional
- DiabetesControle contínuo vs pontual · Ausência de resposta fisiológica no tipo 1 · Reposição contínua de insulina · Complexidade do gerenciamento diário
- Epidemiologia e prevalência do diabetes tipo 1 no Brasil600 mil pessoas com diabetes tipo 1 · Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes · Pacientes do SUS com dificuldades de acesso · Sobre 60% com dificuldades de controle
Saúde em Foco, com Luiz Fernando Correia. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. Qual a novidade que o senhor traz do Congresso Internacional de Diabetes? Então, Milton, está acontecendo em Barcelona, na Espanha, o Congresso de Avanços e Tecnologias em Diabetes, onde são apresentadas essas novidades. E ontem foi apresentada a proposta de um estudo que vai começar agora esse ano, investigando uma terapia gênica,
para transformar o músculo do próprio paciente num regulador do açúcar, da glicose, diminuindo, assim, para os pacientes que têm diabetes tipo 1, a dependência das aplicações contínuas de insulina. Porque desde que se descobriu a insulina, lá em 1922, o diabetes tipo 1 ainda é um desafio importante. Passou a ter uma solução medicamentosa com a insulina, é verdade, mas mesmo com as tecnologias mais modernas, aqueles sensores contínuos,
da quantidade de açúcar no sangue, bombas automatizadas de insulina, 70% dos pacientes com diabetes tipo 1 não conseguem atingir o controle glicêmico ideal, ou seja, manter a hemoglobina glicada abaixo de 7%. Pacientes com tipo 1 de diabetes têm um risco cardiovascular duas a quatro vezes maior. Um em cada 20 desses pacientes é hospitalizado por cetoacidose diabética, quando o açúcar sobe demais e gera um grande transtorno metabólico no nosso corpo,
um quadro muito grave de emergência, e muitos também são internados por hipoglicemia, porque tentam controlar e o açúcar fica baixo demais e passa muito mal por isso. Tem até complicações. Então, a ideia dessa terapia gênica é utilizar um vetor viral, ou seja, um vírus, que já é utilizado em terapias aprovadas para outras doenças genéticas. Em vez de tentar regenerar o pâncreas, que é uma das tentativas que a gente tem visto, até com células-tronco, transplante de célula de pâncreas,
usam o músculo, transformando o músculo do paciente num novo órgão regulador. Ele vai produzir insulina para permitir a sinalização semelhante, a que acontece fisiologicamente no nosso corpo, e uma enzima chamada glucocinase, que vai funcionar como se fosse um sensor de glicose. Quando a glicose estiver normal ou baixa, essa enzima fica inativa e reduz o risco do açúcar muito baixo, que é a hipoglicemia. Quando a glicose subir, por exemplo, após uma refeição,
enzima é ativada, o músculo passa a captar e metabolizar a glicose, ajudando assim a equilibrar os níveis de açúcar no sangue. É um tratamento, teoricamente, potencialmente simples, uma injeção intramuscular única, e seria implantada essa terapia gênica por ultrassom no músculo, feita num consultório, num ambulatório, e antes disso, para que esse novo gene que foi transformado em laboratório e vai ser transformado dentro do corpo com esse vetor,
os pacientes vão receber um período de imunomodulação. Medicamento para poder permitir que essa adaptação aconteça. Os estudos pré-clínicos foram bons, chamaram a atenção. Modelos animais mostraram que funciona. Em cães diabéticos, o controle glicêmico ficou estável por mais de 1.500 dias, ou seja, 4 anos, após uma única aplicação. Esse estudo vai ser um estudo clínico de fase 1 e 2, é o primeiro teste.
tipo 1, com hemoglobina glicada acima de 7%. Eles vão avaliar a segurança, é o estudo de fase 1, como eu falei, e o impacto na glicemia e na hemoglobina glicada também, para tentar ver, já como fase 2, ver qual é a dose ideal para isso. Vamos continuar acompanhando isso, Milton, e a gente vai trazendo aqui as novidades, porque no Brasil a gente tem que lembrar sempre que são pelo menos 600 mil pessoas com diabetes tipo 1, vivendo com diabetes tipo 1, são dados da Sociedade Brasileira do
diabetes, e mesmo com esse, como eu falei, com sensor de glicose, bomba de insulina, muitos pacientes têm dificuldades e sofrem com essas oscilações. Doutor, no começo da nossa conversa, o senhor trouxe um dado que me chamou a atenção de que 70% das pessoas com diabetes tipo 1 não conseguem fazer o controle ideal da glicemia. Esse dado vale para o Brasil também? Vale, vale, Cássia. Pode não ser 70, 60, enfim, uma faixa muito importante, acima de 60%,
para os pacientes têm dificuldades. Porque você imagina que é um controle diário. Não é controle diário uma vez por dia. O diabetes tipo 2, que é o mais comum, a gente vai lá, faz a medida do açúcar naquela fitinha, ajusta a dose, ajusta a dieta e mais ou menos o nosso corpo consegue ainda se entender com a quantidade de açúcar que entra. Quem sofre com diabetes tipo 1 não tem essa opção fisiológica. Então tem que repor a insulina o tempo todo. Tem que estar controlando o nível da insulina
que ele está ingerindo de açúcar, é muito difícil, e com muitos pacientes isso é muito mais complicado, porque, eu estou falando, se é difícil com quem tem sensor contínuo, bomba de insulina, insulina de alta qualidade, insulina mais modernas, imagine o nosso paciente padrão do Brasil, que é o paciente do SUS. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando Corrêa, pela conversa de hoje, um bom fim de semana, até segunda-feira, a gente está junto novamente. Até segunda, Milton, Cássia, todos os ouvintes, aproveitem o final
Olha, só um alerta final, desculpe. Está no ar hoje o segundo episódio do nosso podcast Além do Peso. E hoje, quem que é o convidado, doutor? O convidado hoje é o doutor Mancini, o especialista que responde uma pergunta para todo mundo. Será que eu sou obeso? Será? Vamos ouvir. Além do Peso. Vai botar isso na minha cabeça agora? É, é para provocar galera. É, na sexta-feira. Vai comer o pãozinho do café pensando nisso, bonitão. Tá bom, mas vamos lá.
O podcast está à sua disposição lá no site da CBN, no aplicativo. Você bota na lista de podcasts Além do Peso. Primeiro episódio semana passada com o Dr. Drauzio. Agora tem episódio novo e assim será durante toda a semana. Um bom tema para você ouvir aí. Botar no seu fone de ouvido, levantar aí o som e aproveitar a sua viagem ouvindo este podcast também, que vai trazer informações importantes para a sua saúde, como a gente faz, aliás, diariamente aqui no Jornal da CBN e nessas conversas com o Dr. Luiz Fernando Correia.
E com a sincronização familiar, os pais podem ajustar configurações de conteúdo e bem-estar digital com poucos cliques. Ambiente protegido para eles, mais tranquilidade para você.