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Celular na terceira idade: quando o uso excessivo se torna preocupante?

12 de março de 20267min
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O ouvinte Roberto conta que o pai dele tem 76 anos e parece viciado no celular. Ele quer saber se isso é motivo de preocupação. Leny Kyrillos comenta que, como em muitos aspectos da vida, o uso da tecnologia tem lado positivo, mas também exige atenção.
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Assuntos12
  • Vício em celular entre idososdependência digital · preocupação de familiares · sinais de vício · hábito compulsivo
  • Benefícios legítimos da tecnologiaconexão com pessoas · chamadas de vídeo · mensagens de áudio · interação social · bem-estar mental
  • Solidão e desnutrição social como causa de dependênciaisolamento social · falta de interação presencial · preenchimento de vazio · seres sociais
  • Estratégias para reduzir uso excessivo de celularcontato presencial · atividades em grupo · atividade física · hobbies · grupos de leitura · música
  • Papel da família no apoio a idososdetecção de problemas · apoio emocional · monitoramento · identificação de risco
  • Consumismo excessivo induzido por algoritmosalgoritmo de recomendação · endividamento · gastos excessivos · ciclo de compras
  • Vulnerabilidade a golpes digitaisfraude online · risco de golpes · disseminação · segurança digital
  • Riscos cognitivos do uso excessivoproblemas de memória · problemas cognitivos · declínio mental · dependência comportamental
  • Realidade do uso de tecnologia entre idosos no Brasilposse de celular · acesso à internet · frequência de acesso · uso de redes sociais
  • Consequências psicológicas do uso excessivodepressão · ansiedade · impacto emocional · bem-estar mental
  • Influência do exemplo dos adultos no comportamentomodelagem de comportamento · influência observacional · transmissão de hábitos · naturalização de comportamentos
  • Saúde Socialinteração essencial · cérebro social · saúde mental · vital para bem-estar
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Quer proteger a experiência do seu adolescente online? No TikTok, a segurança vem desde o início. As contas de adolescentes já vêm com mais de 50 ferramentas de privacidade e proteção ativadas automaticamente. E com a sincronização familiar, os pais podem ajustar configurações de conteúdo e bem-estar digital com poucos cliques. Ambiente protegido pra eles, mais tranquilidade pra você. Saiba mais em

CDN, comunicação e liderança, com Leny Quirilos. Leny Quirilos já aqui com a gente, tudo bem, Leny? Tudo bom, Sardenberg, Cássia, uma ótima tarde pra vocês, pra todos. Boa tarde, Leny. Como sempre, respondemos perguntas de ouvinte, no caso, o ouvinte é Roberto, de São Paulo, e ele pergunta o seguinte, meu pai tem setenta e seis anos e me parece viciado no celular. Ele quer saber se isso é um motivo de preocupação.

Gente, como tudo na vida, isso tem um lado muito positivo e tem um lado de cuidado, que exige atenção das pessoas. O que é positivo? Claro, uma pessoa que está conectada por meio do celular, ela tem uma capacidade maior de conexão, ela estabelece interações com as pessoas, então ela pode fazer uma chamada de vídeo, ela pode mandar uma mensagem de áudio, se ela quiser, ou escrever.

mesmo de contato com as pessoas. A gente sabe o tanto que as interações são essenciais até para a saúde mental. Só que tem um lado de cuidado, minha gente, tem alguns dados alarmantes para a gente compartilhar. Quando isso acontece de uma forma excessiva, vai gerar dependência, pode gerar problemas cognitivos, problemas de memória, de conhecimento e pode aumentar muito o risco de golpes digitais.

super disseminado. Para vocês terem uma ideia de como a coisa está trazendo o interesse das pessoas em geral, teve até uma matéria que foi ao ar no jornal Hoje pelo Renato Biasi, que é um jornalista nosso lá da casa. O título da matéria era Idosos Cada Vez Mais Conectados. Então, escuta só, eles trazem uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação realizada com idosos.

dos idosos tem telefone celular no Brasil, então 7 a cada 10, né? 81% acessam a internet pelo celular, 89% acessam todos os dias e 43% acessam vídeos, música e as redes sociais propriamente. Tem, gente, um baita estudioso aí do tema, que é o professor, o pesquisador Rodrigo Machado. Ele é lá da USP e ele coordena o grupo de dependência da tecnologia.

E ele traz um dado que chamou muito a atenção. Ele disse que o grupo de pacientes idosos que procurou ajuda relacionado a isso foi o grupo que mais aumentou nos últimos tempos. É um grupo de idosos que são mais solitários e que tem o que ele chamou, Sardenberg, de desnutrição social. E aí o que acaba acontecendo? A tecnologia preenche esse vazio. Então é assim, nós somos seres sociais.

Temos um cérebro social que busca a interação, que se sente bem com a interação e sabemos o tanto que ela é vital para que a gente realmente se sinta bem. A família, nessa hora, tem um papel que é muito importante. Porque quando a família se aproxima, ela pode até identificar em que ponto está essa história. Tem casos, gente, de idosos, assim, super endividados. E aqui tem a questão do algoritmo. Eles começam a procurar coisas para comprar na internet.

Aí o algoritmo começa a mandar uma série de coisas para eles, parecidas, que vai aumentando a necessidade ou a vontade de consumir. Então tem casos que as pessoas chegam a ficar deprimidas e ansiosas por conta disso, dessa interação. É a diferença, né gente, do remédio e do veneno, não é? Esse lado positivo é essencial. Agora, eu pensei em algumas coisas aqui para a gente sugerir para o nosso ouvinte e para as pessoas que,

se sentem nessa condição. Primeiro, lembrar que o contato presencial deve ser buscado ativamente. Nós sabemos, gente, o tanto que o isolamento adoece. O isolamento adoece as pessoas. Claro que a rede social, a interação pela internet ajuda, mas a busca pela relação presencial é essencial. Até pelo toque, pelo abraço, pelo olhar.

que vai ocupar o tempo de uma forma mais produtiva. E aqui, principalmente, a gente sugere que seja uma atividade física em grupo. Coisas que a pessoa possa ter a oportunidade de maiores interações. Tem a questão do algoritmo. Então, alertar, no caso do Roberto, nosso ouvinte, alertar o pai de que essas coisas vão aparecer com mais frequência, vai haver uma insistência. Até para a pessoa, tendo a consciência, se blindar um pouco melhor a respeito disso.

E também a importância da busca por outras atividades. Hobbies, que a pessoa tenha, de preferência em grupo. Música, a música de uma forma geral, auxilia muito, preenche essa sensação de incômodo, às vezes de vazio. Atividades em grupo, atividades manuais. A proposta de grupos de leitura, de se reunir com pessoas para discutir temas, para falar de coisas que ocupam

o dia a dia, temas de preocupação ou de cuidado. São formas poderosas da gente inserir essa pessoa e dar o suporte que ela necessita pra se sentir bem. É isso. Vou dar um último pitaco aqui. Quando você for encontrar o seu familiar que tá nessa situação e que tá usando muito celular e for fazer alguma coisa com ele, dá uma olhada se você não tá usando muito celular na frente dele. Porque isso é igual leitura, né? Às vezes a gente fala pra uma criança, por exemplo, ah, precisa ler mais, por que você não lê?

se o meu filho lê e seu filho nunca estiver lendo. Ao mesmo tempo, se o seu familiar tiver muito tempo com o celular, a chance dele assimilar isso como uma coisa que é natural é bem grande, né, Lenin? Toda razão, Cássia. Essa é a busca mesmo de ser o modelo e de favorecer a interação. Lenin Quirilo, muitíssimo obrigado, Lenin, pela sua participação mais uma vez aqui direto dos nossos estúdios e até a semana. Obrigada, Sardenberg e Cássia.

Um ótimo restinho de semana aí pra vocês, pra todos. Obrigada, Lenin. E vamos em... Vamos.

No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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