Novo estudo reforça importância de rapidez para trata diabetes
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- DiabetesTratamento precoce com tiazepatida · Estudo Surpass Early com 794 pacientes · Controle de glicose e hemoglobina glicada · Função das células beta pancreáticas · Redução da resistência à insulina · Perda de peso em pacientes · Importância do diagnóstico precoce · Uso racional de medicamentos GLP-1
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Saúde. Foco. Luiz Fernando Correia. Oferecimento. Você luta pela sua saúde. A gente também. Alice. Plano de saúde como deve ser. Oi, doutor. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Fernando. Boa tarde. Lá vem o doutor Luiz Fernando com estudos novos que apontam para, obviamente, novidades no tratamento do diabetes, mas tem a ver com um diagnóstico, né, doutor?
de um diagnóstico cedo? Também tem, Tatiana. Esse estudo foi apresentado hoje de manhã, quer dizer, hoje de manhã para a gente, por volta da hora do almoço em Barcelona, na Espanha, no Congresso Mundial de Tecnologias e Avanços do Diabetes. E tem uma característica importante, ele acompanhou 794 pessoas com diabetes tipo 2 recém-descoberto e tinham cerca de dois anos de diagnóstico no máximo. É um braço do estudo chamado Surpass, esse é o Surpass Early, ou seja,
Qual a ideia? A gente fala muito dos agonistas do GLP-1, os medicamentos que estão dentro dessas canetas injetoras e mesmo incomprimidos. A gente fala muito disso para a obesidade, mas esses medicamentos são extremamente eficazes para o controle do diabetes e a gente fala pouco disso, quando fala deles. Então, esse estudo fez o seguinte, um dividiu esses participantes em dois grupos, um deles recebeu a tiazepatida, que é um medicamento comercialmente vendido no Brasil,
o nome de Lungar, o medicamento que é moderno para usar para tratamento de diabetes, e o outro recebeu o tratamento convencional, medicamentos e orientações. Os pacientes da tizepatina também recebeu as orientações, mas os outros utilizaram os outros medicamentos disponíveis. Depois de dois anos de acompanhamento, os resultados foram bastante interessantes. O controle da glicose no sangue, da quantidade de açúcar no sangue. A média da glicose, que é medida pelo exame da hemoglobina glicada,
no sangue se comportou nos últimos 90 dias. Ele caiu de cerca de 7,8%, que é um resultado, para 5,56% nas pessoas que usaram a tizepatida. Enquanto que o grupo recebeu o tratamento convencional, a queda da hemoglobina glicada foi para 6,35%. Ou seja, esse controle para 5,56%, ele mostra um controle da glicose mais próximo do normal. Porque esse índice da hemoglobina glicada, como eu falei, ela marca como se comportou
açúcar no sangue em 90 dias, que é mais ou menos o tempo de vida da hemácia, que nós estamos falando da hemoglobina, que é o pigmento que está na hemácia, que fica, vamos dizer assim, marcado pelo açúcar, pela glicose. Ele diz pra gente como é que essa curva se comportou entre subindo e descendo todos os dias. Quem tem uma glicada menor, provavelmente teve variações menores, então ficou numa faixa de controle mais próximo do normal. Sendo que 70%, 68,8% das pessoas que foram tratadas com a
atingiram o nível de glicose considerados normais durante esse acompanhamento. Enquanto que no tratamento convencional, com as medicações que já existem e estão disponíveis, isso só aconteceu em 26,7%. Depois de dois anos, as pessoas com atizepatida perderam, em média, 15,8 quilos do seu peso corporal e no tratamento convencional a perda foi de 6,5 quilos. Isso era bem provável de entender porque esses medicamentos são efetivos para tratar a obesidade.
metade dos pacientes que usou a tizepatida perdeu 15% ou mais do peso corporal, ou seja, está dentro do esperado do uso desse medicamento também. E uma coisa importante, parece que o pâncreas dessas pessoas que receberam a tizepatida parece funcionar melhor. Esse estudo também mostrou a chamada função das células beta, que são as células que produzem a insulina. Houve também redução da resistência à insulina, que é um dos grandes problemas do diabetes tipo 2. Isso quer dizer o que na prática?
Quanto mais cedo o diabetes é tratado, obviamente é melhor, porque você muda o curso das complicações da doença, que não acontece. E é possível, controlando inicialmente, melhorar também o funcionamento do pâncreas, que é o órgão que produz a insulina. E eu acho que uma coisa que não foi dita pelos pesquisadores, mas eu vou dizer. Isso é importante porque reforça ainda mais a necessidade que a utilização desse medicamento para tratar a obesidade tem que ser bem indicado.
Já aconteceu no início com a semaglutida, com o Ozempic, quando foi lançado. Daqui a pouco você não tem esse remédio para quem tem diabetes, porque estão usando de maneira tão aleatória, sem indicação, que quem precisa não vai ter. Isso aconteceu com a semaglutida nos Estados Unidos e no Brasil, uns anos atrás. Tanto que tem umas polêmicas derivadas disso. Mas é importante isso, mostra cada vez mais que esses remédios são bons, são seguros, são muito eficazes para tratar o diabetes,
obesidade, mas mais do que nunca a gente tem que ter controle dessa utilização, uma orientação das pessoas pra que não usem de maneira aleatória, não usem que alguém da família usou, não usem porque vai ter um casamento e quer perder dois quilinhos, três quilinhos, não é por aí, né? É pra tratar uma doença, duas até no caso, nós estamos falando de diabetes e obesidade e suas consequências, são várias doenças. Então eu acho que esse é um aspecto fundamental desse trabalho, volto a dizer, apresentado hoje.
Super novo, apresentado hoje lá no Congresso em Barcelona, hoje de manhã. Só para a gente finalizar, diabetes tipo 2 continua sendo uma doença crônica? É uma doença crônica, sim. Uma doença que tem que ser administrada o resto da vida. Como a própria obesidade, é uma doença crônica, inflamatória, que vai ter que ser tratada a vida inteira, com tudo que a gente conhece. Mudança de hábito de vida, exercício físico e a medicação mais adequada para cada paciente naquele momento da vida dele. Isso é que é fundamental, Fernando. Perfeito.
Obrigado, doutor. Doutor Luiz Fernando Corrêa, conosco toda terça e quinta no Saúde em Foco. Valeu, doutor. Um abraço, até terça. Até terça, Tati, Fernando e ouvintes. Até lá.
Alice
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