Cresce a preocupação com preços e entrega de diesel
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- Subsídio ao DieselDificuldades de entrega no Paraná · Comparação com Rio Grande do Sul · Aumento expressivo de preços · Escassez em regiões · Restrição de volume por compra · Filas de até 2 dias para abastecimento · Oscilação diária de preços
- Impactos na colheita e safraColheita de soja · Colheita de milho · Escoamento de grãos · Aumento do frete agrícola · Redução de rentabilidade · Consumo de diesel em operações
- Efeitos em cadeias produtivasSuinocultura · Avicultura · Piscicultura · Dependência de combustível · Propagação de custos para consumidor
- Conflito Irã-EUAImpacto na cotação do petróleo · Volatilidade diária de preços · Incerteza do conflito · Efeito cascata nos combustíveis
- Monitoramento regulatório pela ANPMonitoramento de abastecimento · Vigilância de cobrança injusta · Atuação da Agência Nacional de Petróleo
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O Acampo com o Cassiano Ribeiro, que retoma o assunto da preocupação da comunidade global, internacional, econômica com o preço do petróleo e a entrega do diesel também por conta da guerra no Oriente Médio. Cassiano. Oi, Fred. Bom dia. Bom dia, ouvinte. A preocupação com a oferta e com os preços do diesel está crescendo pelo interior do Brasil. Depois do Rio Grande do Sul, agora são os produtores do Paraná que também dizem enfrentar dificuldades para receber o combustível
em um momento crucial, em que muitos estão colhendo, plantando e precisando transportar a safra. Todas essas tarefas consomem diesel, basicamente. A FAEP, Federação da Agricultura do Estado do Paraná, afirma que produtores de algumas regiões do estado vêm já ao risco de escassez do combustível, além do aumento expressivo nos preços do diesel. No oeste do estado, o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon,
Carolina Maynardes que ainda não há falta de diesel na região, mas as empresas transportadoras estão demorando para entregar o produto nas fazendas. Em alguns postos, segundo ele, já há restrição de volume para compra por pessoa. Ele disse que em alguns casos o produtor precisa entrar na fila e aguardar até dois dias para receber o combustível e sem saber qual será o preço final cobrado pelo produto. O respaldo para esse tipo de comportamento por parte dos transportadores vem da guerra no Oriente Médio,
tem feito os preços do petróleo dispararem e ainda estarem em forte oscilação diariamente, com a incerteza do conflito. Mas a ANP, Agência Nacional de Petróleo, está monitorando essa situação de abastecimento e também de possível cobrança injustificável, injusta, de preço dos combustíveis no país. A preocupação aumenta porque, como eu disse, o momento é decisivo para a safra. Cerca de metade da soja do Paraná, por exemplo, já foi colhida, mas a outra metade ainda precisa ser colhida,
de milho, que acontece ao mesmo tempo, e o escoamento de grãos. Operações que envolvem trator, colheitadeiras, caminhões e, além das lavouras, outras cadeias produtivas também podem sentir os efeitos como a suinocultura, a avicultura e a piscicultura, que dependem também de combustível em várias etapas da produção. Enfim, no campo, o receio é que essa combinação de preços mais altos e atrasos na entrega do combustível encareça ainda mais o frete,
de produção e traga novos impactos de rentabilidade para toda a cadeia do agronegócio e, claro, se sobe no campo, tende também a subir na cidade para todos, para quem produz e consome. Outras informações estão em globorural.com.br. Eu volto amanhã. Boa quinta-feira para você.
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