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Toffoli deixou relatoria do Master, mas ganhou nota de reconhecimento pelos 'péssimos trabalhos'

12 de março de 20267min
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O ministro Dias Toffoli declarou suspeição, por motivo de foro íntimo, ao abrir mão da relatoria do mandado de segurança que pede a instalação de uma CPI dedicada a investigar o Master na Câmara dos Deputados. 'Até o Vorcaro, agora, terá tempo, na cadeia, para entender, já ter o Toffoli feito muito por ele e ter Toffoli chegado ao limite do caradurismo', afirma Wálter Maierovitch.
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Assuntos4
  • Conflitos de interesse do ministro ToffoliFavoritismo a Daniel Vorcar · Avocação irregular do inquérito · Contorcionismos jurídicos · Suspeição por foro íntimo · Concessão de reconhecimento como contrapartida · Limite do caradurismo
  • Penduricalhos e privilégios indevidos dos ministrosAuxílios indevidos (perú, combustível, celular, computador) · Viagens internacionais com diárias · Gastos com segurança subsidiados · Palestras e degustações de uísque caro · Promiscuidade com interessados em benefícios · George Club aristocrático em Londres · Ministros envolvidos (Gilmar, Cássio, Toffoli, Moraes)
  • Supremo Tribunal Federal69,9% de desaprovação segundo Datafolha · Sete em cada dez brasileiros desaprovam · Comparação com Lavajato · Falta de moral do presidente Fachin · Conflitos de interesse sistêmicos · Escândalos e suspeitas de corrupção · Esposas e parentes em atividades de despacho
  • CPI Caso MasterInstalação de CPI dedicada · Mandado de segurança · Investigação judicial · Relatoria do caso
Transcrição12 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Conversa de primeira, justiça e cidadania, com Walter Fanganiello Mairovitch. Bom dia, Walter Fanganiello Mairovitch. Bom dia, Milton, ouvinte e boa jornada, Cássia. Obrigada, Mairovitch, bom dia. O Milton, o Supremo, a incluir o caso Master, despenca, despenca na perda de credibilidade. Pelo data folha, 69,9% de desaprovação.

Ou seja, Milton, atenção, sete entre dez brasileiros desaprovam o Supremo. Nada a ver com a justa e inafastável condenação do Bolsonaro. E são delirantes as comparações com o lavajatismo para livrar a cara do Moraes.

tapar o sol com a peneira. Querem ver? O presidente Fachin reuniu-se com presidentes de outros tribunais anteontem. Parecia o Fachin um nefelibata. Andava pelas nuvens, distante da realidade. Fachin falou dos penduricalhos pagos pelos tribunais. Penduricalhos pagos com base em leis, resoluções, decisões judiciais e, muitas vezes, no mais

puro caradurismo, como auxílio peru, combustível, computador, celular e etc. Mas o Fachin não teve a coragem, coragem de falar dos supremos penduricalhos. Atenção, vou repetir, supremos penduricalhos. Por exemplo, não tocou nos penduricalhos decorrentes do Gilmar Palusa, aquele do lobbyista,

Nem falou dos penduricalhos representados por viagens como as do Cássio Nunes Marques e do Toffoli, dos pagamentos nas viagens de seguranças e de diárias internacionais. Fachin não, não condenou os penduricalhos decorrentes de palestras e nem de degustações como o caríssimo uísque Macalã.

pelo Varcaro, no londrino aristocrático e privê George Club. Na verdade, Milton, existem supremos e escrachados penduricalhos. Isso para desfrutes de supremos ministros deslumbrados. Aqueles, Milton, que caem no melado e se lambuzam. Tipos como Toffoli, Moraes e até o insepulto Lewandowski,

o advogado do Master, como era também a esposa do Moraes. Os supremos penduricalhos são desmoralizantes, são graves e perniciosos, pois obtidos pela promiscuidade de supremos ministros com interessados em benefícios e impunidades. Pior, o Fachin falou aos presidentes dos tribunais sem nenhuma moral.

os supremos escândalos, os conflitos de interesse, as suspeitas de corrupção, as viagens e os parentes e as esposas a divulgar com maridos a despachar sem constrangimentos. E, Mairovitch, quando nós falamos hoje do desgaste no Supremo, é impossível não se aprofundar nas condutas recentes do ministro Dias Toffoli, né? É, Cássia. E o ministro Dias Toffoli, desta vez,

ontem, não quis afrontar a opinião pública. É que todos tinham percebido aquele acordão, o aconchambramento saído da última sessão secreta do Supremo. Toffoli está na cara, deixou a relatoria das apurações do caso Master, mas em troca, em troca, o Toffoli ganhou uma nota de reconhecimento pelos péssimos trabalhos, evidentemente.

Mais ainda, para os dez colegas, ele não era suspeito e nem impedido. Toffoli deixou a relatoria, mas são inesquecíveis os seus contorcionismos jurídicos para favorecer o Daniel Vorcar. Dentre tantas decisões, para lá de suspeitas, o Toffoli avocou o inquérito para o Supremo, atendendo a um pedido do próprio Vorcar.

Existia, não existia, como não existe até hoje, nenhum investigado com prerrogativa de foro. Mas, por enunia do destino, Cássia, o Toffoli foi sorteado para relatar um mandado de segurança referente ao Master. Pulou fora, alegou o motivo de foro íntimo, aquele imprescutável, insondável.

cadeia para entender já ter o Toffoli feito muito por ele e ter Toffoli chegado ao limite do caradurismo. Num pano rápido, Milton Cássia, a imagem do Supremo não vai mudar, não vai mudar não, com o lero-lero, o lero-lero do Fachin. Muito obrigado, Walter Fanganello Mairovich. Bom dia. Bom dia, Milton Cássia, a todos. Até a próxima.