A percussão de Paulinho da Costa
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- Personalidade e ComportamentoRecorde de gravações na história · Mais de 6.800 faixas gravadas · Colaborações com mais de 1.010 artistas · Trajetória como percussionista · Reconhecimento internacional
- DocumentáriosCelebração da carreira · Depoimentos de artistas · Fotos e arquivos do percussionista · Documentação da trajetória · Acesso a materiais exclusivos
- Técnicas de PercussãoUso de silêncio musical · Estrutura e organização da música · Improviso e criatividade · Presença musical subtil · Impacto da percussão na composição
- Trabalhos em cinema e televisãoFilmes de grande produção · Programacao Televisiva · Soundtracks de sucesso · Projetos audiovisuais diversos
- Desenvolvimento CulturalIdentidade musical brasileira · Incorporação de ritmos brasileiros · Brasil nos arranjos internacionais
- Instrumentos de Paulinho da CostaVariedade de instrumentos de percussão · Domínio técnico múltiplo · Catálogo de 300 instrumentos diferentes
Sala de Música. Com Julão Marcelo Pôscoli. Oi, João. Boa tarde. Tem que apertar aquele negócio chamado microfone. Abre o microfone, por favor, João. Perdão, porque eu estou no trânsito. Então, não estou dirigindo, tá? Tudo bem? Oiê. Tudo ótimo. Quem está dirigindo, gente? O André. Oi, André. E aí, André? Como você está? Imagina, o turista do João Marcelo. Como é que você aguenta, meu amigo? Que downgrade, hein, André?
Finalmente fui promovido. E aí, João, o que você conta? Vamos lá. Hoje vamos falar do Paulinho da Costa. Não. É, vamos falar. Trouxe algumas coisinhas aí, uns trechos de umas coisas que ele fez para falar a respeito do documentário Os Sons de Paulinho da Costa, o músico que mais gravou na história da gravação.
a cera, o acetato, o vinil, o CD, o MP3, o streaming, ele está lá. A gente fala muito dos artistas com os quais ele trabalhou, do Tatiana Eovic. São assim, são mil e dez artistas. Mais de seis mil, oitocentos, quase sete mil faixas. Ah, e recentemente, a Arice da Costa, que é quem, segundo o Paulinho, fez o Paulinho da Costa, cuida de todos os movimentos de negócio,
e de gestão de carreira, descobriu 300 álbuns que o Paulinho tocou e não tem crédito. Não pode passar de 10 mil faixas. Agora, não é só a Tatiana, a Nando e a Ouvinte, como no sentido de exclusividade, exclusivamente os artistas de música. Paulinho, na televisão, por exemplo, South Park, Tartarugas Ninja, Everybody Hates Chris, The Simpsons. E aí, poxa, várias CSI,
Essas séries todas que vemos na TV, é incrível a lista que ele tem. E aí no cinema, né? Os embalos de sábado à noite, Flashdance, Fault Luz, o Jurassic Park, Star Wars, Glee, Amistad, Ghostbusters. É inacreditável. Recomendo, é uma delícia. Paulinho da Costa.com. Tem uma foto dele em cima, tem três pontinhos. Você tem lá artistas, filmes, séries e tal.
os seus instrumentos. Então hoje, uma homenagem. E ele sempre coloca o Brasil no som dele, ele fala isso. Essa é a diferença que ele tem. Vamos ouvir agora primeiro o Paulinho fazendo algo que ele fez em... Ele já fazia no palco, mas gravou a primeira vez em 81 com o Prince Jones, que é o Mouth Percussion. Da forma que conhecemos, foi ele o primeiro.
um procedimento do funk e tal. Provavelmente essas pessoas desse período do funk ouviram essa música, que foi um grande sucesso, I Know Por Rita. A gente tem aqui uma exclusiva dele, estúdio em Los Angeles, fazendo mouth percussion, assim, em destaque pra gente ver. Primeiro passo do Paulinho aqui, a pegada das musicais. Vamos lá.
Cria assim, João? Ele diz que quando ele vai tocar, ele depois nem lembra. Tá. Ele vai sentindo, ele ouve o que a música precisa. Ele é um artista do silêncio também, né? Ele sabe exatamente também onde não tocar e esse silêncio ajuda a dar o groove. É um negócio difícil de explicar, Tatiana. Uma pessoa que eu acho que nasceu pra isso num grau, assim,
eu nunca vi, assim, porque você vê os depoimentos no especial dele, no documentário dele, todo mundo fala assim, ele é um percussionista, ou seja, é uma coisa de estrutura da música e de algum momento colocar uma mágica, né? Mas, ao mesmo tempo, o protagonista, porque depois que ele faz o que ele faz, quando você tira a percussão dele, a música desanda, tira a mágica, e todos falam isso, o Miss Jones e tal. Tem um negócio legal dele, o próximo take aí,
Por favor, vamos ouvir. Olha o que ele faz. Olha que interessante. Vai. Assistam. The Groove é The Groove. Uau. Espera aí. Mas escreva então o que aconteceu para quem não está acompanhando com as imagens. Vamos lá. Bom, Alcione, né? Eu estou pegando cronologicamente o Mouth Percussion, que é a percussão
o Paulinho dentro dele sem nenhum instrumento. E aí, por que Alcione? Porque eles trabalharam juntos antes do Paulinho partir para Los Angeles em 72 e ficar lá até hoje. Ele casou com a Alice em 70, então são 56 anos. Ele falou, eu achei tão bonito, parece que eu conheci ela hoje de manhã. Bonito. Ele falou, João, a Alice fez o Paulinho da Costa. Sem ela não teria acontecido nada.
fazer. Muito bonito. É um trabalho de dupla mesmo, assim, né? Então a gente ouviu o Alcione que trabalhou com ele. Fotos lindas. Tem lá no documentário e tem essa gem aí. Ele é de Irajá, né? E uma gem também. Bom, Zeca Pagodinho, todo o pessoal da Portela. É incrível. Vamos para o próximo vídeo.
Que legal. Que legal, João.
a ele lá na Portela, né, ele foi menino prodígio da Portela, começou tocando na mesa de casa, e aí treinou, treinou, foi até lá, e aí o Sapecão, né, que era o cara que foi o grande mestre dele, falou, cara, você leva jeito, menino, né, mas precisa estudar um pouco, ele teve que estudar um ano, um ano e pouco, a mãe dele ficou preocupada, porque ele tocava até a mão sangrar, e ele não sabe da onde surgiu o pandeiro, ele tocava na mesa de casa, mesa de madeira, aí veio o pandeiro,
Aí ele se desenvolveu, virou prodígio lá na Portela. E aí viram ele tocar, convidaram ele pra ir pra Alemanha e Rússia. Voltou já como estrela. Aí foi visto pelo Sérgio Mendes aqui e levou ele. Então tudo que a gente ouviu do Sérgio Mendes no mundo, que explodiu o Brasil no mundo, já tem o Paulinho. Aí um dia ele resolveu que ele teria que gravar, né? Vamos gravar, registrar as coisas. Eu preciso ficar num lugar. Tá nascendo meu filho, eu vou ter um segundo filho. Preciso ter uma coisa mais estável, né?
The Miracle. Sem o Smokey Robinson, estavam lá sem nenhum tipo de expectativa. Viram ele tocando, chamaram. Ele fez lá a mágica dele. Primeira gravação dele, número um mundial. E nunca mais foi diferente. O Paulinho, no estúdio, pedem para ele ficar porque acham que ele dá sorte. Então, ele não consegue ir embora do estúdio. Ele falou que poderia ter gravado muito mais, mas ficava lá. Isso é uma lenda que eu ouvi durante décadas e só confirmei com ele. Ele é muito sem graça. É muito simples.
Então, quando ele conta, ah, o Michael Jackson me convidou para tocar, eu fui. Não, não é isso. Ele estava no avião, o Michael Jackson bateu nas costas dele. Falou, oi, Paulinho, eu sou o Michael Jackson, dos Jacksons. Você aceitaria gravar com a gente? Em 78, antes do Quincy, antes do Off The Wall. Ele, claro, cara, eu sei quem você é. Poxa, claro, e gravou e eles explodiram. Então, assim, porque ele toca e explode, é engraçado. Então é isso. Assistam Paulinho da Costa, os sons de Paulinho da Costa.
Netflix. É um trabalho hercúleo. Cinco anos para convencê-lo, porque ele é muito discreto. Onze anos fazendo. Vale a pena. A gente vê o que o Brasil... O maior. Pode ser. O Brasil pode ser. Tem um recadinho antes da gente ir embora. Você ia sonegar nosso recado. Eu quero agradecer a CBN e vocês que estão nos ouvindo por essa atenção, esse carinho. E assistam o nosso documentário. Aí, Paulinho, seu lindo. Demais, João. Demais, demais, demais.
Paulinho, esse talento incrível e pra você também, que tá fazendo com que ele seja conhecido pra além das bolhas musicais, falando dele muito aqui no nosso Sala de Música, merecidamente. Há anos, né? Há muitos anos. Eu falei no Instagram esses dias, eu falei tá bom, tá chegando um documentário sobre o Paulinho da Costa, mas quem é ouvinte do Sala de Música já conhece ele de outros carnavais. Há muitos e muitos anos a gente fala dele aqui. Valeu, João. Peraí.
Ele quer encontrar o Paulinho. Vocês estão indo encontrá-lo? Pô, leva eu. Um abraço. Leva a nós. Beijo, beijo, beijo. Até amanhã. Ponto final neste estúdio CBN. Olha o Paulinho aí. Ah, o que seria de Laís Labonita sem as mãos de Paulinho da Costa nesse começo?