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Boulos encaixa bom discurso sobre Lulinha, mas governo não reverbera narrativa

11 de março de 202644min
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A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que, pela primeira vez, o medo da permanência de Lula no poder supera numericamente o temor da volta da família Bolsonaro à Presidência. Vera Magalhães analisa os motivos da queda de popularidade, e chama a atenção para os problemas de comunicação do governo.
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Assuntos12
  • Economia do Governo LulaFalta de resposta a escândalos de corrupção · Letargia governamental ante crises · Ausência de estratégia de comunicação consistente · Não aproveitamento de aprovações em segurança pública · Comparação com esforços comunicacionais anteriores
  • Política e GovernoEmpate Lula vs Flávio Bolsonaro · Avanço de Flávio entre independentes · Desempenho em cenários de segundo turno · Queda de popularidade do Lula · Rejeição à permanência de Lula supera rejeição ao retorno Bolsonaro
  • Banco MasterRetorno da corrupção como tema de preocupação · Subida de corrupção no ranking de preocupações · Associação entre Lula e escândalos · Desgaste de imagem do Supremo · Falta de resposta do governo ao caso
  • Crise no IBGE - Gestão de Marcio PochmannQuestionamento de credibilidade do instituto · Exonerações de servidores de carreira · Critérios técnicos vs ideológicos · Tentativa de criação de fundação IBGE · Pedido de afastamento do presidente
  • Problemas Estruturais do IBGEAtraso no Censo Demográfico 2020 · Falta de recursos durante governo Bolsonaro · Remuneração baixa de servidores · Saída de técnicos qualificados · Necessidade de investimento em pesquisa
  • Relação Lula-SupremoAssociação de Lula com Alexandre de Moraes · Percepção de vasos comunicantes · Defesa da democracia pelo STF · Papel institucional vs afinidades pessoais · Desgaste por contiguidade
  • Transferência de ativos e patrimônioTransferência de 700 milhões em ativos para exterior · Repasse de cotas para Ilhas Cayman · Documentos do COAF · Movimentações entre janeiro e julho · Investigação do Banco Central
  • Estatisticas IBGECálculo do PIB · Produção industrial · Dados de inflação · Pesquisas de emprego · Impacto em políticas públicas e investimentos
  • Caso Master e financiamento políticoVenda de resort a fundos ligados a Vorcaro · Conflito de interesse · Suspeição de ilegação · Saída anterior da relatoria · Impacto na credibilidade
  • Governadores e política estadualCargo em prefeitura de Marta Suplicy · Presidência da Fundação Perseu Abramo · Coordenação de programa econômico · Candidaturas políticas · Problemas anteriores na presidência do IPEA
  • Protesto do sindicato do IBGEManifestação contra gestão de Pochmann · Críticas de criação de ambiente hostil · Falta de credibilidade da instituição · Demanda por mudança de condução · Integridade das estatísticas
  • Vazamento de DadosManifestação do vice-presidente do Neon Brasília · Divulgação de dados manipulados · Processos junto ao Supremo e PGR · Envolvimento de empresa de Sem Minento · Repasse a ex-prefeito de Salvador
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Viva a voz, com Vera Magalhães. Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite, tudo bom? Boa noite para você e para a Carol, para os ouvintes, também para quem está nos assistindo. Oi, Vera, boa noite. Meio de semana, vamos lá para Brasília. Ana Carolina Tomé traz aqui informações sobre a pesquisa Genial Quest divulgada hoje, que traz intenção de voto e também dados sobre a aprovação do governo.

Oi, Ana. Oi, Débora. A pesquisa Genial Quest mostra que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro empatariam num segundo turno, cada um com 41% dos votos. Em relação a dezembro, quando foi anunciada a pré-candidatura, Flávio avançou 5 pontos e Lula recuou 5 pontos percentuais.

A menor diferença verificada é contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, do PSD, com uma diferença de 9 pontos percentuais. Já a maior diferença de 21 pontos seria em um embate com Aldo Rabelo, do DC. Já no recorte por posicionamento político, o destaque é do grupo que se declara independente. Nesse grupo, o filho do ex-presidente Bolsonaro avançou 100 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior

a 27%. Também chama a atenção, Débora, que 36% dizem que não vão votar se esse cenário se confirmar. É justamente nesta camada que os dois principais pré-candidatos deverão apostar na campanha. A pesquisa também verificou que a desaprovação do governo Lula aumentou de 49% para 51% desde o último levantamento realizado em fevereiro.

dos que aprovam passou de 45% para 44%. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março. Foram entrevistados presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais. Volto com você. Obrigada, Ana Carolina Tomé, pelas informações. Bem, Vera, assim como no Datafolha, a Quest também mostra Flávio Bolsonaro se consolidando

o adversário do presidente Lula. E qual é o desafio para eles nesse momento? Quem é que eles vão ter de conquistar? Os independentes? Sim, eu acho que isso já estava mais ou menos dado num cenário de polarização política, como é o brasileiro, como é o de muitos países do mundo. Essa pequena fatia dos chamados independentes, aqueles que não estão polarizados, que não fazem parte da chamada polarização

ou afetiva, eles são aquele eleitorado a ser conquistado. É uma fatia cada vez menor do total do eleitorado em muitos países e no Brasil não é diferente. Os analistas de pesquisas costumam estimar que é no máximo de 10% do eleitorado esse swing voter, aquele eleitor pêndulo que pode oscilar entre as candidaturas a depender das notícias, a depender das circunstâncias,

do que cada um dos candidatos propõe, da situação econômica do país, etc. E a notícia principal, a meu ver, da pesquisa Quest, é o avanço do Flávio Bolsonaro nesse eleitorado, a ponto de reverter algumas tendências que pareciam bem galvanizadas. Por exemplo, a ideia de que a rejeição à volta de alguém da família Bolsonaro

do Lula. Nessa rodada, isso se inverte pela primeira vez. Mais pessoas se dizem mais temerosas da permanência do Lula do que da volta da família Bolsonaro. É a primeira vez que isso acontece. Eu acho que ele também se beneficia da volta do tema da corrupção como um dos mais citados pela população como motivo de preocupação. Lá em 2024,

Em dezembro de 2024, fui olhar o histórico da pesquisa, era quinto lugar corrupção como tema de preocupação dos brasileiros. Aí veio o caso Master e isso subiu algumas posições já em 2025. E agora, diante da pororoca de casos Master e INSS, porque o INSS não terminou e o Master veio para se juntar a essa ideia de que o Brasil está tomado por escândalos de corrupção,

O assunto voltou a figurar entre os que mais alarmam a população. Está em segundo lugar só atrás da violência. E esses dois são temas sensíveis para o Lula. A violência já era, a corrupção foi muito no passado, não vinha incomodando tanto e agora incomoda. O que me chama muito a atenção é uma certa letargia do governo para responder a esse momento. Por quê? No ano passado, quando a situação era assim, grave,

rejeição ao presidente, desaprovação ao seu governo, a licença, a percepção ruim da economia e de outros temas, ele trocou, por exemplo, a comunicação do governo. E isso foi paulatino o efeito, mas teve, teve um efeito. Ele conseguiu encaixar aquele discurso de que ele trabalha para os mais desassistidos, conseguiu capitalizar a coisa do tarifácio, falando em soberania e etc.

elementinha da esperança com a história do imposto de renda. Então terminou o ano melhor do que tinha começado, o ano de 2025. Aí o ano começou e parece que todo mundo parou de fazer o dever de casa. Você não vê mais uma atuação consistente e estratégica do governo no sentido de enfrentar os seus problemas, enfrentar os calcanheiros de aquilo.

Estava em boa situação até para criar crises inexistentes como aquela do carnaval. Em relação à segurança, o governo conseguiu a aprovação da PEC da Segurança, conseguiu a aprovação do PL das facções e você não vê o Lula falando a respeito. Você não vê o Lula falando, olha, o meu governo fez dois projetos nacionais para o enfrentamento ao crime organizado. Cadê o presidente falando desse assunto? Não existe, não teve.

ter sido nada. Não foram os projetos originais do governo, mas foram projetos que, em muita medida, representavam aquilo que o governo mandou, a linha geral do que o governo mandou. Ninguém bateu o bumbo a esse respeito. Em relação a essa crise do Master, o governo absolutamente acuado, em relação ao caso Lulinha também, quando tem um veio pra você ir, né? O ministro Guilherme Boulos, a meu ver, foi quem, talvez intuitivamente, eu não sei se foi

mas ele encaixou um bom discurso a esse respeito. Comparando, por exemplo, a ação do Lula, no caso do Linha, deixa eu investigar, com a ação do Jair Bolsonaro, em relação ao Flávio Bolsonaro, que, aliás, vem a ser o candidato. Quando o Jair Bolsonaro fez uma reunião ministerial, em plena pandemia, para dizer que, se preciso, ele demitiria até o chefe da Polícia Federal para que não mexessem com a família dele. Então, tem uma diferença nítida, que você pode fazer vídeos, você pode trabalhar nas redes sociais,

não vê ninguém do governo indo nessa mesma linha. O Bolo falou ali numa entrevista, e aí discurso, para virar narrativa, tem que ser martelado, tem que ser reverberado por várias pessoas. Parece que não tem estratégia de comunicação o governo, está ali patinando numa crise, uma crise que em grande medida não é sua, o caso Master não é um escândalo de corrupção do governo Lula na origem e na essência, mas está sendo percebido dessa maneira pela população,

sem que haja uma reação minimamente profissional a esse assunto. Talvez pela contaminação da imagem do ministro Alexandre de Moraes, né, Vera? Que não é do governo, inclusive foi indicado por Michel Temer, não tem nada a ver com o governo Lula, mas acabou virando uma figura associada ao enfrentamento, ao golpismo, né? Enfim, com a coordenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Você acha que isso acaba respingando? São vasos comunicantes, Vera? Respinga, são vasos comunicantes e o próprio Palácio tem essa percepção

é difícil você falar que investigue todo mundo no caso Master, como o Lula até já chegou a fazer, como outros ministros fizeram, sem que isso seja lido no Supremo, como você virar as costas para o poder num momento difícil, quando o Supremo não virou as costas para o país na fase da democracia. Então, todo mundo misturando alhos e bugalhos aí, quando é da sua conveniência. O Supremo agiu para defender a democracia?

agiu. Fez mais que a sua obrigação? Não fez. Se a gente pensar que o papel princípio do judiciário no sistema constitucional brasileiro é zelar pelo Estado Democrático de Direito, aí ele fez o que tinha que fazer. Agiu com maior ou menor rigor, tem um grande debate para ser feito a depender do lado político que você está. Mas o que não dá é para vincular a atuação no combate à democracia com todos os outros casos antes e depois.

Não pode ser um passaporte para você justificar qualquer conduta. E o governo não deveria se sentir obrigado também. Como você disse, o Alexandre de Moraes não foi indicado pelo Lula. O Toffoli foi indicado pelo Lula e depois eles se afastaram a ponto de não se falar por muitos anos. No sistema de independência entre os poderes vai ter momento em que vão pensar igual, vão pensar diferente, mas é preciso que não se confunda as afinidades pessoais

papel institucional de cada poder. E o governo está aceitando comprar um desgaste imenso, no caso Master, em razão de afinidades pessoais aqui e ali. Então, eu acho que está faltando um freio de arrumação da parte do Lula e entender que já está dada a polarização com o Flávio Bolsonaro, que não é para a campanha a coisa de que vai ter que ter um enfrentamento. Ele já é visto como o candidato pela maioria da população.

E mais, é visto como um candidato cada vez mais palatável por setores do eleitorado que o Lula deveria estar querendo conquistar e que ele conquistou. Foram essenciais para ele vencer esses independentes, nada mais são do que os eleitores que caíram no discurso da chamada Frente Ampla. E nesse grupo ele está vendo se esfarelar a sua popularidade.

governo é pela primeira vez em muito tempo. Ele tinha uma aprovação forte no eleitorado feminino e agora está se perdendo também. A gente está falando de eleição, a Bruna Barbosa tem informações em São Paulo a respeito da disputa pelo governo paulista, né? A gente noticiou que o ministro Fernando Haddad vai ser o candidato do PT ao governo de São Paulo e o governador Tarcísio de Freitas falou sobre isso, né Bruna? Boa noite. Bruna, nos ouve? Ou se vocês me ouvem? Agora sim.

todos que nos acompanham aqui. O governador falou sim, disse que não escolhe adversários na eleição. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que deixa o cargo, decidiu deixar o governo depois de ter sido convencido pelo presidente Lula. E um pouco antes disso, no início de fevereiro, Haddad deu uma entrevista e disse que o governo Tarcísio teria vulnerabilidades, mas que essas vulnerabilidades não são divulgadas porque o governador seria blindado.

declaração, diz que não há nenhuma blindagem e não poupou críticas novamente à política econômica do governo federal, citando ali aumento de impostos do ministro da Fazenda. Governador que também comentou os resultados da Datafolha, divulgada hoje sobre a disputa ao Senado por São Paulo, levantamento que aponta o próprio Fernando Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet, entre os nomes mais bem posicionados nessa corrida por essas duas vagas.

O candidato da direita, o mais competitivo hoje, é o do deputado Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública aqui de São Paulo. Nos bastidores, o governador defendia aliados a escolha de um nome menos identificado com o bolsonarismo, menos radical para compor essa chapa, para ampliar o diálogo com eleitores de perfil mais moderado. Ele queria um nome mais ligado ao centro e hoje, ao que parece ali pelos nomes colocados pela direita e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro,

Bolsonaro não é esse nome que deve aparecer. Tarcísio não deu pistas sobre um segundo nome, mas confirmou que vai sim continuar a seguir articulando por um candidato competitivo para representar São Paulo no Senado. Um desses nomes pode ser o do vice-prefeito de São Paulo, Coronel Melo Araújo, que no próximo sábado terá um encontro com Jair Bolsonaro em Brasília. Volto com vocês. Obrigada, Bruna. Só para trazer aqui os números que a Bruna citou,

rapidamente, tem dois cenários, um com Haddad e outro com Alckmin. Nesse cenário com Haddad, o Haddad tem 30%, Simone Tebet 25%, Márcio França 20%, Marina Silva 18%, Guilherme Boulos 14%, o primeiro nome é bolsonarista, o Guilherme Derritte com 14%, depois tem o Ricardo Salles com 13%. E no cenário com o Geraldo Alckmin, sem Haddad, o Alckmin tem 31%, Simone Tebet 25%, Marina 21%, Márcio França 20%, Boulos 15%, Derritte 13%, Ricardo Salles

13, não muda muito ali a ordem, né? Só muda quem encabeça a lista, dependendo se for Haddad ou Alckmin. Vou jogar pra você, Vera. Pois é, são duas vagas que a gente elege esse ano no Brasil todo. Cada estado elege dois senadores. É muito cedo pra qualquer prognóstico a respeito de Senado. A gente vê que a eleição, que o eleitor demora mais pra prestar atenção. E a combinação de dois votos pode dar muitos resultados diferentes. Você pode

dois do mesmo campo ou um de cada campo. O que a gente vê aí é um recall, recall desses candidatos. Todos eles já foram candidatos a cargos majoritários relativamente recentemente. Geraldo Alckmin, Simone Tebet, Fernando Haddad, Marina Silva e Guilherme Boulos, todos eles, Márcio França também. Então, eles aparecem na frente por essa razão. Não necessariamente que o Estado de São Paulo tenha do dia para a noite virado um eleitorado de centro-esquerda,

porque não é verdade, tanto que isso não se traduz na intenção de votos para presidente e para o governo. É um caso clássico de recall, que ninguém se engane com isso, porque é muito difícil que pelo menos um nome da direita não seja eleito em outubro para o Senado. A gente teve eleições recentes que mostraram isso, com o Major Olímpio, depois com o Astronauta, então é muito pouco provável que isso aconteça.

A questão do Eduardo Bolsonaro bagunçou o coreto da direita aqui em São Paulo. E a esquerda tem aí uma chance de correr nessa avenida, porque o Eduardo Bolsonaro era um candidato forte e foi fazer aquilo de ir para os Estados Unidos conspirar contra o Brasil, atrapalhou o próprio campo dele. Então, a esquerda tem uma chance, centro-esquerda, mais centro do que esquerda, de fazer um nome ali ligado,

próximo ao do Lula. O Geraldo Alckmin, por ele, não vai entrar nessa. Ele prefere continuar candidato a vice-presidente. Só se houver a possibilidade de ampliação da aliança do Lula, e para isso for fundamental a questão da vice, eu acho que ele vai ser apiado da vice. Essa história de chapa puro sangue do PT para a presidência, não vejo nenhuma viabilidade, ainda mais com os números tão periclitantes como estão. E com o Lula precisando, de novo, fazer acenos ao centro,

porque foi pendendo muito para a esquerda nos últimos anos. Então, está tudo em aberto ainda. É a primeira pesquisa ao Senado. Esse voto vai ser definido só lá na frente, mas é um panorama para a gente observar. Muito bem. Vamos aqui para o nosso próximo tema. Larissa Lopes tem informações sobre a relatoria da CPI do Banco Master. Oi, Samanta. Larissa Lopes. A gente está com saudade da Samanta, mas a Samanta está na chefia de reportagem lá em Brasil.

Oi, Larissa. Já percebi, viu, Débora, que você gosta muito da Samanta. Não, não, eu gosto de você também. As duas, as duas. A gente quer todos. Boa notícia que ela já voltou para a reportagem, já trabalhou pela manhã, já foi embora agora, mas logo ela está de volta, viu, Débora. E falando aqui sobre o caso Master, que a gente vem acompanhando, o ministro Dias Toffoli declarou suspeição por motivo de foro íntimo ao abrir mão da relatoria do mandado de segunda-feira.

em que pede a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. Depois de ter sido sorteado hoje, no início da tarde, para relatar o caso, Débora, esse mandado que foi ingressado pelo deputado Rodrigo Rolenberg, aqui do DF, e que é ex-governador aqui também do Distrito Federal, o mandado de segurança foi após negativas de Hugo Mota para instalar a CPI na casa.

Supremo vai adotar medidas para redistribuição da relatoria para outro ministro. A gente lembra que até um mês atrás, Toffoli era relator do caso Master no Supremo e ele deixou o caso após suspeitas de ligação com Daniel Vorcaro, que é dono do Banco Master. A suspeita é que, então, a família dele tenha vendido um resort a fundos ligados a Daniel Vorcaro.

E hoje foi feito esse sorteio, lembrando que é feito de forma eletrônica, e o único ministro que não participa é Edson Fachin, que é o presidente da corte. O nome dele até agora ainda está como relator no sistema do Supremo, mas logo então deve ter um novo sorteio para definição de um novo relator. E até a pressão para instalar uma CPI ou CPMI nas duas casas,

tanto para a Câmara quanto para o Senado para apurar fraudes no Master, vem crescendo mesmo diante das negativas e até também da proximidade do fim da CPMI do INSS, que tem até focado ultimamente em casos ligados ao Banco Master. Inclusive, Débora, a CPMI do INSS recebeu os documentos do COAF, que é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras,

milhões em ativos do Master para uma empresa fora do país, enquanto negociava ali a venda do Banco Master para o BRB, que é o Banco de Brasília. Segundo dados obtidos pelo Globo, entre janeiro e julho do ano passado, o Master fez movimentações em fundos de investimento, repassando as cotas para a empresa de Vorcaro nas ilhas Caimã. Essas transferências, então, foram alvo do COAF porque os valores investidos no empreendimento

com o patrimônio declarado. Na semana passada, o Banco Central decretou a indisponibilidade dos bens da offshore, indicando que ela era uma das controladoras do Banco Master. E ainda falando sobre o COAF, sobre os dados do COAF que foram enviados agora à CPMI do INSS, que vem apurando o Master também, teve uma manifestação do vice-presidente do União Brasil, a CM Neto, que ele falou que vai procurar o Supremo e a PGE,

para apurar vazamento de dados sigilosos que, segundo ele, foram manipulados e amplamente divulgados. Ele disse que também vai estar à disposição para prestar esclarecimentos, isso por conta de informação que uma empresa dele, do vice-presidente do União Brasil, recebeu 3,6 milhões de reais do Banco Master e também da REAG, que é uma gestora de recursos. Isso está no relatório.

do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que é vinculado ao Banco Central. E esses recursos teriam sido repassados ao ex-prefeito de Salvador logo após as eleições de 2022. E a CM Neto alegou que esse dinheiro foi por conta que uma empresa dele fez serviço de consultoria e teve como cliente o Banco Master. E, segundo ele, o serviço foi prestado e que isso foi recebido também,

antes do Banco Master virar alvo de investigações. Débora. Obrigada, Larissa Lopes, pelas informações. Volte sempre que quiser. Lhe receberemos aqui de muito bom grado. Bom, Vera, eu acho que o ministro Dias Toffoli tomou a decisão de se declarar suspeito antes que a confusão começasse, né? Porque os parlamentares já estavam prontinhos para pedir uma nova redistribuição. Exato, porque ele teve de sair da relatoria do caso principal devido às ligações

que ele tem com o Vorcaro, com fundos ligados ao Master que adquiriram cotas do resort Taiaia, das duas unidades ali de resorts que a empresa familiar dele possuía, coisas que a gente nem sabe ainda direito o que essas trocas de mensagens entre ele e Daniel Vorcaro revelaram. Então, era o caminho óbvio para evitar mais desgaste, seria um desastre para o Supremo Tribunal Federal. A pesquisa, a ideia meio que saiu também hoje,

mostra o tamanho do buraco, falei disso mais cedo na primeira edição do Viva Voz, então não vou me estender, mas simplesmente 70% dos que tomaram conhecimento do caso Master vem um imenso desgaste de imagem para o Supremo e a maioria dos entrevistados acha que o Supremo é o que mais sai atingido do caso Master. Então é uma coisa que eles ainda não conseguiram um bom modo de enfrentar,

Menos assim, o Toffoli não agrava, não melhora a crise, mas não contribui para agravá-la. Em relação às CPIs, acho que agora vai ficar difícil elas conseguirem muito acesso. Os caminhos vão se fechar e o que se quer ali na cúpula da Câmara e do Senado é que elas caminhem para o seu desaguador, que elas terminem os seus trabalhos e não tenham prorrogação de prazo. É por isso que trabalha a cúpula da Câmara e do Senado hoje.

Toffoli alega questões de foro íntimo e destaca nessa nota que foram definitivamente afastadas quaisquer hipóteses de suspeição na atuação nos processos da Operação Compliance Zero. O processo original em que o Toffoli era relator e naquela época ele não manifestou nem suspeição nem impedimento. Ele simplesmente saiu da relatoria com aquela nota divulgada por todos os ministros. E o que se discute e que se discutia na época era que uma eventual

Toffoli poderia, inclusive, colocar em xeque toda a investigação. Poderia ser uma brecha para os advogados do Master questionarem a investigação. Essa suspeição agora não se comunica com o caso anterior? Também não pode ser um flanco aí, Vera? Olha, eu ainda não apurei isso. Eu vi que tem essa tese circulando. Me parece uma forçação de barra, Carol. Porque as provas foram obtidas pela Polícia Federal. O que havia de interdição para análise por peritos. Isso caiu, foi caindo.

ainda quando o próprio Toffoli não tinha largado o osso, mas principalmente depois que ele largou. E eu acho que não contamina as provas obtidas. O fato de ele ter ficado na relatoria tomou uma série de decisões questionáveis do ponto de vista da lógica processual ali. Mas isso não contamina as provas, a meu ver, que foram obtidas de uma maneira estanque, de uma maneira isolada e seguindo os ritos normais da Polícia Federal.

O que precisa é que a Polícia Federal divulgue o que ela tem a respeito do ministro. A gente precisa conhecer o que foi esse relatório que foi entregue ao ministro Luiz Edson Fachin lá atrás e dessas mensagens. E, para isso, ela vai precisar avançar um pouco na investigação do próprio Toffoli. Mas, para isso, o Supremo precisa, de alguma maneira, autorizar.

ainda, porque é mais complexo ainda do que a fase em que a gente está. Muito bem. Daqui a pouquinho tem mais Viva Voz com outros assuntos de política e economia. Hoje é dia de Bruno Carazza, também. Vai conversar com a gente aqui sobre o IBGE. Vamos tratar também sobre a crise no IBGE. Estamos de volta agora para falar sobre a crise no IBGE. Falei rapidamente aqui no Repórter CBN, mas o Matheus Maciel tem os detalhes.

para a gente no Rio de Janeiro. Matheus, boa noite. Oi, Carol, boa noite para você. Vera, Débora, todo mundo acompanhando aqui o ponto final. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE endossou as novas críticas à atual gestão do órgão. A manifestação aconteceu logo um dia após o Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas da União, pediram o afastamento cautelar do presidente Márcio Posma. A Associação dos Funcionários de Carreira afirma que a presidência criou ali um ambiente propício a questionamentos sobre a credibilidade do Instituto ao atacar os servidores.

A representação foi protocolada pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira e ele argumenta que há irregularidades na condução do IBGE e aponta ainda problemas nas sucessivas substituições de servidores de carreiras em cargos técnicos e até mesmo nessa tentativa de criação da fundação IBGE+. A diretora da Executiva Nacional do Sindicato, a Clícia Oliveira, afirma que a prioridade não deve estar na troca do presidente, mas na mudança da condução dos trabalhos das equipes.

Não adianta, né? Eu acho que há necessidade de trocar orientação, né? E que essa imperícia que a equipe demonstra, ela pare. Não é só o oposto, entende? Tem um conjunto de pessoas no entorno, muito próximas a ele, um pequeno grupo que dá apoio para esse tipo de decisão. O governo precisa mudar o seu projeto para o IBGE.

ano, a atual gestão registra episódios de instabilidade em diversos setores com exonerações repentinas e até mesmo sem comunicação direta aos trabalhadores. Inicialmente, aquele clima de desgaste era apenas interno, mas o procurador Julio Marcelo de Oliveira afirma que a crise passou a arranhar a credibilidade, inclusive dos dados divulgados pelo IBGE. Em nota de hoje, a diretoria de pesquisas do órgão reforçou a absoluta integridade das estatísticas e confiança nos dados divulgados pelo corpo técnico.

A gente procurou o IBGE, mas eles não quiseram se manifestar sobre o pedido de afastamento de Márcio Poshman. Volto com vocês. Obrigada, Matheus. Uma crise também que não é de hoje, né? Nessa gestão do Márcio Poshman, Vera. Exato. Esses órgãos técnicos, IBGE, os órgãos todos ligados ao meio ambiente, os que coletam dados, principalmente de dados importantes e relevantes para a economia, para séries históricas, para marcadores ali,

que vão ditar políticas públicas, tinham de ser blindados de ideologia. Não dá para você reinventar a roda com estatísticas que têm séries históricas tão consolidadas quanto as do IBGE. Isso diz respeito a dados que vão pautar políticas públicas pelas próximas décadas e não desse governo. Você colocar um aliado político com pendores ideológicos tão conhecidos

já tinha ali um gatilho de dar errado quando foi anunciada a nomeação, porque tinha havido episódios parecidos na passagem dele por outros órgãos, por outros governos anteriores do PT, governo Dilma, etc. Então, é uma crise contratada e para a qual o Lula faz pouco caso. E a gente cobra pouco. Quando Bolsonaro designava a gente,

ideológica para os órgãos todos do meio ambiente. Quando ele tentava interferir em dados, a gente caía matando. Então, agora é necessário que tenha um olhar para isso, um olhar desapaixonado e que desaparelhe o IBGE. Mas a gente vai falar disso com o Bruno Caraza já já e ele vai falar com muito mais propriedade do que eu, porque ele vai analisar justamente o que está acontecendo ali no cerne dessa confusão. Combinado. Então, nosso ouvinte agora fica com notícias

da sua cidade. Viva a voz de volta. Como a gente anunciou rapidinho no bloco anterior, o assunto de hoje do Bruno Caraz é justamente essa questão do IBGE. Todo o desgaste que advém do fato de que o Márcio Pochmann tem a sua gestão contestada internamente por funcionários de carreira do órgão e isso está comprometendo uma série de estatísticas, uma série de pesquisas que a instituição

faz já há bastante tempo e é uma crise que se prolonga. A gente perdeu agora pouco contato aqui com o Bruno, ele já estava conectado, mas estamos refazendo justamente para ele poder comentar esse assunto com a gente, que vai ser explorado obrigatoriamente na campanha. Márcio Póstima é um quadro de carreira do PT no intervalo dos governos petistas, depois do impeachment da Dilma, ele chegou a presidir a fundação Perseu Abram,

o principal think tank do PT. E de lá foi trazido de volta para a administração pelo Lula, nesse posto aí de presidente do IBGE. O Bruno já está com a gente. Boa noite, Bruno. Oi, Vera. Boa noite. Probleminha aqui com o vídeo, mas vamos pelo áudio mesmo, pelo velho telefone. Boa noite. Logo hoje que eu estou completando um ano aí de programa. Eba!

Coisa até roupa especial, né, Bruno? Pois é. Lookinho de aniversário de um ano. Mas ganhou palminhas aqui. Bruno, a gente estava falando aqui sobre a questão do IBGE, né? O MP vinculado ao TCU pediu o afastamento do Márcio Poshman. Você explica pra gente o que é o nó aí desse problema que já se prolonga há muito tempo no principal órgão de estatísticas do Brasil? Pois é.

Vera, eu ouvi a sua introdução agora. É exatamente isso. O presidente do IBGE, o Márcio Pocchmann, ele vem sendo questionado já há muito tempo por uma série de práticas, pelos próprios servidores. Ele bateu de frente com o corpo técnico do IBGE. Há vários abaixo-assinados que foram feitos contra ele, contra decisões que ele tomou nos últimos tempos, exonerando servidores.

que já estavam há muitos anos conduzindo alguns dos indicadores mais importantes do IBGE, como o próprio cálculo do PIB. Há uma denúncia de servidores sobre o uso de publicações do IBGE como propaganda política. Então, são vários questionamentos sobre a conduta do Márcio Pocma à frente do IBGE,

muito controversa, como você mencionou. Ele é um professor da Unicamp, de linha heterodoxa e desenvolvimentista, mas isso não tem nenhum problema. Isso é totalmente natural, uma filiação a uma certa corrente econômica faz parte do debate. O grande questionamento em relação a ele tem a ver com a sua atividade política, o que não caberia a um dirigente de um órgão

que calcula as principais estatísticas econômicas e sociais do país. Então, ele tem um longo histórico de filiação ao PT, mas não só, de ocupar cargos, desde a cargo de secretário na prefeitura da Marta Suplicy em São Paulo, ele foi presidente da Fundação Perseu Abramo, que é o braço de pesquisa do PT, coordenou o Programa Econômico do Haddad em 2018,

foi candidato a prefeito de Campinas duas vezes, candidato a deputado federal. Então, ele tem uma atuação política muito forte ligada ao PT e isso gera essa dúvida. Se ele não está conduzindo esse órgão, que é um órgão que, por natureza, ele precisa ser técnico, precisa ser isento para, de uma certa forma, influenciar o resultado das pesquisas. Então, ele acaba maculando a credibilidade da instituição.

E, além disso, é bom a gente também lembrar que o Max Pockmann foi presidente de outra instituição importante, que é o IPEA, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, de 2007 a 2012, e ele já teve problemas similares relacionados a suspeitas de aparelhamento, de influenciar resultado de pesquisa. Então, tudo isso é uma atitude muito, além de ser controvérsia,

que joga essa sombra sobre a credibilidade de uma instituição quase centenária, muito respeitada, que é o IBGE. E desde que ele assumiu, Bruno, que tem divergências em várias frentes. Só que é importante a gente lembrar também que o IBGE enfrentou problemas no governo Bolsonaro. Não teve dinheiro para fazer o censo, o censo atrasou.

Parece um problema estrutural, não? É, realmente, Débora, muito bom você mencionar isso. Eu, inclusive, em 2021, fui convidado pela revista Piauí, inclusive, a escrever uma matéria sobre o que o IBGE estava passando naquele momento. A gente estava ali, o censo demográfico acontece de 10 em 10 anos, sempre nos anos terminados em zero. É uma prática internacional que isso aconteça.

2020 teve o problema da pandemia, até aí também justificável você adiar a realização do censo por causa das restrições de circulação, vários países também adiaram, mas aí o IBGE passou a sofrer esse problema no governo Bolsonaro, sob a gestão inclusive do Paulo Guedes, que não estava liberando os recursos orçamentários para a realização do censo.

e aí tomou uma decisão forçando o governo a liberar o recurso. Então, a gente percebe, como você mencionou, problemas estruturais na instituição, independentemente se o presidente em questão é de direita ou de esquerda. O IBGE tem um quadro de servidores de altíssimo nível, muito qualificados, que tem um amor muito grande à instituição, isso é importante ressaltar,

IBGEanos. E apesar de serem muito qualificados, eles têm uma remuneração muito aquém de outras carreiras similares, de técnicos do Tesouro, do Banco Central, do próprio IPEA, ganham muito mais do que os servidores do IBGE. E nos últimos tempos, está faltando, além da perda de quadros, porque esses técnicos fazem outros concursos, eles vão para o mercado,

ou eles se aposentam, há um problema também de investimento, porque é caro você fazer pesquisa, exige cada vez mais tecnologia. E como a gente tem visto agora, tanto no caso do censo durante o governo Bolsonaro, quanto agora nesses questionamentos na gestão atual no governo Lula, esse órgão, que é o coração das estatísticas do país, não vem recebendo a devida atenção do governo.

Bruno, e para a gente fechar, o que significa para o país ter um órgão como o IBGE tão importante enfrentando esses problemas de gestão? Carol, é um órgão que, como eu disse, pesquisa e publica alguns dos principais indicadores econômicos e sociais do país. Nós estamos falando do órgão que calcula os dados do PIB, de produção industrial, de comércio, que calcula a inflação, o IPCA,

sobre emprego e desemprego, sobre os orçamentos familiares. Então, um país que não dá a devida atenção para esse órgão, ele acaba navegando no escuro. Tanto do ponto de vista das políticas públicas, que a gente fica sem ter os parâmetros devidos para o governo conceber e conduzir as políticas públicas, quanto o próprio setor privado. As empresas precisam de informações fidedignas, confiáveis,

atuais para fazerem os seus planos de negócios, para fazerem os seus projetos de investimento. Então, um país que não dá a devida atenção para o órgão de estatística, ele está fadado a navegar no escuro, isso é muito ruim. E agora, especificamente do caso do Márcio Pockman, colocar essa dúvida sobre o uso político do órgão, sobre aparelhamento, sobre indicação de pessoas apadrilhadas,

para órgãos vitais do órgão, acaba atingindo o coração de um órgão como esse, que é justamente a sua credibilidade, a sua respeitabilidade perante a sociedade como um todo. É isso. Obrigada, Bruno, por hoje. Bruno Caraza conosco todas as quartas-feiras. Até semana que vem. Até mais, pessoal. Iniciar mais um ano aí. É isso aí. Parabéns e obrigada pelas análises. Com o pé direito. Valeu. Um prazer, gente. Tchau, tchau.

Bom, a gente ainda tem tempo aqui para o último assunto. Larissa Lopes tem aqui já quem é o novo relator do caso da CPI do Master no STF. Oi, Larissa. Oi, Débora. Olha, o novo relator do caso para que seja instalada, de fato, uma CPI do Master na Câmara dos Deputados é o ministro Cristiano Zanin. Então, depois que o sorteado anteriormente, o Dias Toffoli, ele abriu mão,

falou em suspeição por motivo de foro íntimo. Então, esse caso foi redistribuído e agora, então, ficará sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin. Débora. Obrigada pelas informações, Larissa Lopes. Lembrando que a distribuição é feita por sorteio eletrônico, automatizado, e todos os ministros têm a mesma chance de serem sorteados. Assim aconteceu com o ministro de Astofoli, poderia ter sido o ministro Alexandre de Moraes também, né, Vera?

Exatamente. Me chama um pouco a atenção o fato de não ter passado para o ministro André Mendonça por ligação com o caso principal. Acredito que devesse ter sido, mas não foi. E agora vai ser relatado pelo ministro Cristiano Zanin.

a turma a partir de depois de amanhã. Então, vamos ficar atentos aí às cenas dos próximos capítulos. Anin, até aqui não tem nada, absolutamente nada, nenhum tipo de ligação com esse caso. Então, eu acho que não vai ter nenhuma contestação à sua relatoria nesse mandado de segurança, meninas. Você citou a chamada de prevenção. Tem essa possibilidade de distribuição, sim. Se um ministro já está cuidando de um processo e tem um outro relacionado,

aí já encaminhado diretamente, distribuído diretamente a esse ministro que não aconteceu nesse caso. É isso, meninas? É isso, fechamos. Hoje cheio de notícia. Amanhã também, e depois de amanhã também, e sem. Acaba nunca. Se é uma certeza, é essa. Até mais, gente. Tchau, tchau.

Boulos encaixa bom discurso sobre Lulinha, mas governo não reverbera narrativa | Castnews Index — Castnews Index