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Efeito guerra: risco de faltar fertilizantes no Brasil é baixo, diz Mapa

11 de março de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que a continuidade da guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz podem afetar os preços dos fertilizantes fosfatados usados pela agricultura brasileira largamente. O alerta é do secretário de Comércio de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. Saiba mais.
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Assuntos4
  • Impacto da guerra nos preços de fertilizantesFechamento do Estreito de Ormuz · Aumento de preços de fertilizantes fosfatados · Dificuldades logísticas no mercado · Efeito indireto via petróleo e gás natural · Impacto em fertilizantes nitrogenados
  • Riscos econômicos domésticosAvaliação de risco para próxima safra · Diversificação como fator mitigador · Incerteza sobre continuidade do conflito
  • Exportações BrasilPercentual de importação (16% do volume) · Diversificação de fornecedores · Fornecedores do Oriente Médio · Fornecedores da China · Fornecedores da Nigéria
  • Estratégias de mitigação logísticaReabertura do canal de Suez · Utilização de portos dos Emirados Árabes Unidos · Utilização de portos em Djibuti
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Cassiano Ribeiro está chegando para acordar o ouvinte do campo e para falar novamente dos efeitos da guerra. Mais uma das consequências, o risco da falta de fertilizantes no Brasil. Esse risco é alto ou é baixo? Cassiano, conta para a gente. Bom dia. Bom dia, Fred. Bom dia, ouvinte. A continuidade da guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Hormuz

fosfatados usados pela agricultura brasileira largamente. O alerta é do secretário de Comércio de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luiz Rua. Segundo ele, o Brasil é bastante dependente da importação desses insumos e cerca de 16% do volume comprado pelo país vem do Oriente Médio. Mesmo assim, o secretário avalia que o risco de falta de produto para a próxima safra é relativamente baixo, porque o Brasil diversificou seus fornecedores nos últimos anos.

Ainda a que preço esses produtos chegarão por aqui. Isso vai depender da continuidade ou não do conflito e da dificuldade logística que hoje ainda predomina no mercado, fazendo todas as cargas dispararem, ficarem mais caras. Além de países do Oriente Médio, o Brasil também importa mais fertilizantes da China e da Nigéria, o que amplia as opções de abastecimento. Para Luiz Rua, o maior impacto da guerra pode vir indiretamente com a alta do petróleo e do gás natural, que são importantes para a produção de fertilizantes.

como os nitrogenados, também muito usados no Brasil. De acordo com o Ministério da Agricultura, há sinais de melhora na logística com a reabertura do canal de Suez e a utilização de portos em Oumã, nos Emirados Árabes Unidos, em Djibouti também, na África. Mesmo com as dificuldades, a avaliação do governo é que o Brasil pode reforçar seu papel como fornecedor global de alimentos, já que países do Oriente Médio tendem a aumentar estoques em momentos de conflito e incerteza como esse.

Outras informações estão em reportagem de Rafael Wallendorf no site globorural.com.br. Boa quarta-feira e eu volto amanhã.

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