Quando a arte no faz torcer
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- Oscar e Prêmios de CinemaCinco indicações brasileiras · Wagner de Assis · Adolfo Veloso · Fotografia e som · Filme internacional
- Importância do belo na vida cotidianaArte como antídoto ao cotidiano difícil · Perenidade através da criação · Encantamento e transcendência · Morte da morte pela arte
- Desenvolvimento CulturalCinema e emoção · Debate e discussão · Beleza na produção audiovisual · Papel social do cinema
- Transformação de cinema e gênerosTrabalho de atuantes e artistas · Produção cinematográfica · Comunicação visual · Capacidade de permanência cultural
Conversa de primeira, no Meio do Caminho, com Mário Sérgio Cortella. Muito bom dia, professor Mário Sérgio Cortella. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, professor. No Meio do Caminho tem o professor Mário Sérgio Cortella e no fim da semana nós temos o Oscar com o Brasil em cinco indicações, concorrendo em cinco indicações, especialmente Agente Secreto, Direção de Elenco, Filme Internacional,
melhor filme, tem o Adolfo Veloso também, com melhor fotografia em sonhos de trem. É o Brasil no cinema, um cinema que continua despertando emoções, professor Mario Sérgio Cortella. É, quando a arte nos faz torcer, olha que coisa boa. Nós somos habituados no dia a dia a torcer, por exemplo, no futebol, torcer vez ou outra, no tempo de carnaval pela escola, que a gente tenha simpatia, mas de maneira
geral, a arte não fica tão no nosso circuito cotidiano. E, felizmente, com alegria, nesses tempos mais recentes, uma arte como essa, do cinema, com essa beleza que é capaz de trazer a reflexão, o entretenimento, também a indagação, o debate, tal como é o tema do agente secreto, tudo isso nos deixa, tal como as quaresmeiras, com a beleza muito mais expressiva. É isso, a gente estava falando na programação local,
a pouco a respeito dessas árvores típicas da estação que estão decorando aqui as ruas, por exemplo, de São Paulo, mas também de outras cidades. Agora, professor, qual que é esse papel do belo da arte na nossa vida? Porque a gente vive um cotidiano, às vezes, tão difícil, com tantas obrigações, com tantas notícias ruins. O que a arte nos traz num período como esse? Eu repito, Cátia, vez ou outra, você já conversou comigo sobre isso e vice-versa.
francês, ele dizia criar é matar a morte. Criar é matar a morte. A criação é a morte da morte. Parte da nossa perenidade, parte daquilo que enfrenta a nossa finitude no dia a dia, o fato de que tudo é passageiro pra nós, é a capacidade de algo como o belo, que aparece inclusive no caso específico do Agente Secreto, é um belo vindo do horror. É um belo vindo não do terror, no sentido de tipo de filme.
mais com o Agente Secreto é um filme que também tem coisas de terror. Mas o horror, que é exatamente aquilo que o Agente Secreto também mostra, tem uma beleza pela produção do cinema, da comunicação, da atuação das artistas e artistas, homens e mulheres que ali se mostram como capazes de matar a morte. Isto é, perenizar algo que é de uma beleza que nos encanta. Muito obrigado, professor.
Mário Sérgio Cortella e boa sorte para o cinema brasileiro no final de semana com a premiação do Oscar. Até mais. Com alegria. Abraço. Abraço.