Trabalho de reestruturação de carreiras significa modernização
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- Reestruturação de Carreiras PúblicasExtinção de cargos obsoletos · Criação de novos cargos adequados à economia moderna · Exemplos de cargos extintos (datilógrafo, motorista, serventia) · Modernização da máquina pública · Transição de carreiras
- Reajuste de Servidores PúblicosImpacto orçamentário de R$ 5 bilhões · Distribuição do gasto nos próximos anos · Salários abaixo do teto · Aumento de investimento em educação
- Compartilhamento de cargosCargos que servem a múltiplos ministérios · Mobilidade de servidores entre ministérios · Exemplo de técnico de defesa e justiça · Eliminação de ministérios estanques
- Eficiência Energética e OperacionalImportância de funcionamento melhor da máquina pública · Custos versus benefícios · Necessidade de controle de gastos · Papel do Estado como serviço público
- Reforma TributáriaTrabalho constante de modernização · Não existe solução única (bala de prata) · Necessidade de análise equilibrada · Crítica ao pensamento preconceituoso sobre gastos públicos
- Gestão de TalentosNecessidade de renovação de recursos humanos · Concentração de pessoal envelhecido · Novos salários para carreiras iniciantes
- Aprovação legislativa de projetosVotação no Senado Americano · Encaminhamento para sanção presidencial · Aprovação esperada pelo Congresso Nacional
Bom dia para você, Miriam Leitão. Bom dia, Milton Jung. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN. Bom dia, Miriam. A partir de decisão tomada ontem pelo Senado, o Congresso Nacional mandou uma conta para o governo de mais ou menos uns 5 bilhões de reais, é isso? É isso, exatamente. É um projeto do governo federal que vem sendo preparado durante muito tempo no Ministério da Gestão e Inovação.
que é o seguinte, é um reajuste e reestruturação de carreira. E eu vou explicar porque é um assunto até cheio de detalhes, é difícil explicar num comentário. Mas o governo está extinguindo cargos e criando novos. Extinguindo, por exemplo, ascensorista, copeiro, motorista, tinha esses cargos dentro do setor público, mas esses cargos não podem ser preenchidos porque o governo agora está fazendo isso aqui, foi tudo terceirizado.
Existe mais. Datilógrafo. Você tem uma ideia? A imprensa nacional, a primeiro pedido que a imprensa nacional do atual governo fez de um concurso para cargos, ela pediu datilógrafo, porque era o único cargo disponível dentro da estrutura da imprensa oficial. E datilógrafo você não contrata mais. Então, você tem que criar com o nome de datilógrafo, contratar com o nome de datilógrafo uma pessoa que vai fazer, por exemplo, todo o trabalho na área digital.
Então o governo está distribuindo esses cargos, criando novos, mais adequados à nova economia, mas também fazendo uma racionalização. Por exemplo, eles criaram alguns cargos que vão servir a vários ministérios. Ficam no MGI, no Ministério da Gestão e Inovação, mas servem a vários ministérios. E eu vou dar um exemplo. O exemplo é do Ministério da Defesa. Ele não tem até hoje uma carreira civil.
como Ministério Civil, mas ele é todo ocupado por militares porque não tem um cargo civil. Então, eles criaram uma categoria que é técnico de defesa e justiça, cargo de associamento, não sei como é o nome exatamente assim, chama-se. É isso. Eles têm dois tipos de cargos que eles criaram. Um é desenvolvimento socioeconômico
cargos de justiça e defesa. Para quê? Serve ao Ministério da Justiça, serve ao Ministério da Defesa. Eles ficam no Ministério da Gestão e Inovação, mas eles podem atuar nos dois ministérios. E também na área de justiça em outros ministérios. Imaginemos o Ministério das Mulheres, que precisa de técnico de justiça para fazer todo o desenvolvimento de políticas públicas na área da justiça para a defesa das mulheres. Vai ser nesse funcionário. Então, ele é contratado
Ele faz concurso já sabendo que ele pode se mover dentro da máquina pública de um ministério para outro. Antes eram todos ministérios estanques. Então, eles têm feito essa modernização. Tem uma informação importante que é a maior parte desse 5 bilhões não vai ser despendido esse ano, mas é nos próximos anos. Outra coisa, a maior parte desse dinheiro vai ser gasto com educação, com professores e técnicos em educação.
Lembra que foram criados institutos federais? Eles estão lá, vão ter cargos para fazer o estudo funcionar, que hoje não está funcionando. Então, estão contemplados aí. O que eu quero dizer com isso é que esse trabalho difícil, detalhista, de olhar a máquina pública, ver o que não está funcionando, como é que pode funcionar melhor, é um trabalho que a ministra Esther do ECA tem feito e tem pouca visibilidade, até difícil de explicar,
Uma coisa importante para o nosso ouvinte entender, esse negócio desses 5 bi que criaram agora e os cargos que criaram não tem nada a ver com super salários. Eles ganham salários muito abaixo do teto, em alguns casos, mas não chega nem perto do teto. São novos cargos, novas carreiras começando. E precisava porque também precisa trazer pessoas mais jovens porque muita gente tem se aposentado. Cássia.
que a gente vai sentir os efeitos dele no médio e no longo prazo, né Miriam? Exatamente, com um governo mais eficiente, que é o que se espera. Todo mundo quer um governo eficiente. Ninguém quer uma máquina pública enterrada, é difícil, sei de cargo obsoleto. E esse trabalho é um trabalho constante. A gente fala, às vezes, a reforma administrativa vai fazer toda a solução. Não existe bala de prata. A reforma administrativa precisa ser feita, dependendo do formato da reforma administrativa.
que o Estado funcione melhor. E isso tem que ser feito no dia a dia. A ministra tem feito esse trabalho, que é meio silencioso, mas tem avançado. É claro que a gente, de vez em quando, critica o excesso de gasto, gasto com o funcionário, principalmente quando é super salário, mas todo mundo quer que o Estado funcione. Ele precisa funcionar. Ele precisa funcionar de forma eficiente. Não pode custar muito caro.
Então, é tudo isso que tem que ser olhado quando analisa essa questão. Não pode olhar com preconceito achando que todo gasto com funcionalismo público é ruim. Às vezes é ruim, sim. Quando é super salário, quando é para o cara não trabalhar para botar o paletó e ir embora. Mas, para trabalhar, a gente está precisando que o Estado funcione. Sim, Cássia e Milton. E o projeto aprovado agora pelo Congresso Nacional, definitivamente, vai à sanção do presidente Lula nos próximos dias, o que deve ser aprovado.
sancionado pelo presidente. Muito obrigado e até mais. Até mais. Até.