Estudo mostra que uso de celular em sala de aula pode fragmentar a atenção
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- Uso de celular em sala de aulaTempo de uso durante aulas · Frequência de checagens · Impacto na atenção · Fragmentação cognitiva · Restrições legais
- Impacto neurológico do celularControle cognitivo · Funções executivas cerebrais · Desenvolvimento cerebral na adolescência · Circuitos de recompensa · Vício comportamental
- Resultados de políticas restritivasMelhora no desempenho acadêmico · Aumento da atenção · Redução de conflitos · Diminuição de cyberbullying · Benefícios observados
- Legislação sobre Celulares nas EscolasLei brasileira · Restrições internacionais · Políticas em países europeus · Exceções pedagógicas · Aplicação em escolas públicas e privadas
- Impacto das Redes SociaisEstimulação de circuitos de recompensa · Intencionalidade no design · Gatilhos de notificação · Mecanismos de engajamento
- Equilíbrio Trabalho-VidaUso pedagógico da tecnologia · Benefícios do acesso tecnológico · Desafios de controle · Proteção da concentração · Ferramentas educacionais
- Conectividade digital no BrasilEstatísticas de uso de internet · Posse de celulares · Demografia digital · Dados do IBGE
Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. O senhor nos traz um estudo que é um bom argumento para se participar deste debate sobre proibição ou não dos telefones celulares nas escolas. Pois é, essa é uma discussão que está aí no dia a dia. Já existem normas e regras, até leis, passadas no Brasil e em outros lugares do mundo com relação a isso.
a Drama Network Open, um artigo que mostra, foi feito na Universidade da Carolina do Norte, a UNC em Teatro Rio, e eles acompanharam adolescentes de 11 a 18 anos que monitoraram o uso dos smartphones dentro das escolas durante duas semanas. Vou falando de escolas onde não existia restrição. O resultado chamou a atenção dos pesquisadores porque eles anotaram que, em média, os estudantes passaram mais de duas horas usando o celular durante o horário da escola.
Ou seja, se o cara fica seis horas na escola, isso é um terço do tempo dele, ele está olhando para o celular e não está prestando atenção na aula ou no que está acontecendo. E não era só o tempo total de desatenção que preocupou os pesquisadores. Os adolescentes checaram o celular 64 vezes durante as aulas. Ou seja, e na maior parte do tempo estávamos checando redes sociais.
já existe uma associação demonstrada entre o uso frequente do celular e a redução do controle cognitivo, ou seja, que é uma função essencial, é como se fosse o nosso gerente do cérebro, que mantém a atenção, organiza pensamentos e ajuda a gente a aprender. Então, na prática, isso demonstrou que o celular dentro da sala de aula pode fragmentar a atenção dos estudantes, isso é meio óbvio, mas essa é uma documentação científica disso.
existe uma interrupção mental no processo de aprendizado e de atenção e que o cérebro leva alguns minutos para voltar ao ponto onde estava. Se a gente pensar que tem dados do IBGE e a pesquisa TIC Kids Online diz que no Brasil 92% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos usam a internet e que mais de 80% deles já tem celular, isso significa que nós estamos falando de 25 milhões de jovens
conectados diariamente. Então, existe uma lei no Brasil que proíbe o uso do celular nas escolas públicas e privadas durante aulas, recreios e intervalos. Ou seja, só se poderia utilizar para atividades pedagógicas autorizadas ou emergências ou necessidades de saúde. Essas restrições também existem em vários países da Europa, em alguns estados dos Estados Unidos e os resultados têm sido positivos nesses locais. Nessas escolas que reduziram o uso dos celulares,
Foram observadas melhora no desenvolvimento acadêmico, maior atenção nas aulas, redução de conflitos e, obviamente, diminuição do cyberbullying entre os estudantes. Do ponto de vista da ciência, ficou bem claro, ou seja, a adolescência é uma época em que o cérebro ainda está se desenvolvendo, as áreas responsáveis pela atenção e o controle do impulso não estão completamente formadas, e aí o uso constante das redes sociais ativa circuitos de recompensa do cérebro,
repetidamente. Aliás, isso é o que eles usam para fazer isso acontecer, isso não é por acaso, isso não é uma consequência por acaso. O algoritmo, o jeito de funcionar das redes é para isso, é para estimular esse circuito de recompensa do cérebro. Por isso, é a defesa de que a escola deveria estar protegida para que se mantivesse a concentração e aprendizado. É um desafio, porque compensação é uma ferramenta que poderia trazer muita vantagem em termos de acesso à tecnologia, ferramenta de educação,
O problema é como é que a gente controla a utilização disso dentro da escola, Milton. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando Correio. Um bom dia. Bom dia para você, Milton, Cássia e todos os ouvintes. Bom dia, doutor.