‘Fachin, mais uma vez, está cumprindo sua missão’
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- Crise InstitucionalTentativa de golpe de Estado · Envolvimento de militares · Acordos para impunidade · Possível liberação do ex-presidente Bolsonaro · Proteção de generais envolvidos
- Banco MasterDeclarações do presidente Fachin sobre apurações · Compromisso com transparência e justiça · Tentativas de negociação e encobrimento · Pressão política interna no Supremo
- CorrupçãoValores pagos a ministros sem justificativa · Conta de horas trabalhadas incompatível com pagamento · Esposa de Moraes recebendo valores suspeitos · Ministro Tarcísio recebendo dinheiro de empresa própria · Falta de transparência nas transações
- Expectativa de punição dos envolvidosPossibilidade de condenação dos ministros · Senado de maioria conservadora · Monetização da impunidade · Campanha eleitoral com Supremo como centro
- Limitações de políticas governamentaisPresidente do Supremo sem ascendência sobre ministros · Igualdade entre os ministros · Pressão moral como único instrumento · Precariedade de prerrogativas presidenciais
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Merval Pereira. Merval, como vai? Tudo bom, Sardembrek? Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, Merval. Merval, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Edson Fachin, recebeu representantes da OAB e disse que as apurações do caso Master vão seguir, doa a quem doer, e que nada ficará sob o tapete. Merval, acredita nisso? Essa é uma
Resposta que tinha que ser dada, né? Agora vamos ver os fatos, o que acontecerá. Mas, de qualquer maneira, é bom que nesse momento o Presidente Supremo dê essa declaração, que pelo menos constrange os que dentro do próprio Supremo Tribunal Federal estão tentando negociar que tudo fique debaixo do tapete.
isso. O Fachin certamente sabe o que está acontecendo e se avançar essa tentativa de parte do Congresso, parte do Supremo, parte do Judiciário, de maneira geral, e tudo ficar sem uma solução, isso vai ser uma crise maior do que já está acontecendo, porque a opinião pública não vai aceitar,
Os militares estão muito incomodados, a não ser que entrem os militares também nesse acordão, mas aí é mais complicado ainda, vai fazer acordo com o quê? Liberando o ex-presidente Bolsonaro, não caçando a patente dos generais envolvidos no golpe, é muito difícil um acordo desse tipo, mas será uma crise institucional maior do que já temos.
num país normal, não é o nosso caso, isso seria resolvido pela justiça. Quem fez alguma coisa paga é condenado, como aconteceu no golpe, na tentativa de golpe, e agora quem estiver tentando fazer ou tiver feito coisas ilegais tem que ser punido, seja ministro, seja governador, seja quem for.
Eu não sei se esse norte é o norte que a maioria do Supremo quer, mas ele está cumprindo a sua missão, porque, na verdade, ser presidente do Supremo é uma honraria menor, porque não é por mérito que alguém assume a presidência do Supremo, é por rodízio. Então, todo mundo será ex-presidente do Supremo em algum momento. Todos os ministros do Supremo.
Então, e isso quer dizer que ele não tem ascendência sobre ninguém. São todos iguais, o presidente tem algumas prerrogativas, mas nada que faça com que ele obrigue algum ministro a fazer alguma coisa. Só a pressão moral, só a pressão da sociedade, só a pressão que não é uma coisa que tenha punição, por exemplo, para quem não cumprir.
Então é difícil como andar 11 ilhas e cada uma, e às vezes algumas dessas ilhas se unem, umas para proteger as outras, como está acontecendo agora nesse caso do Márcio, e vamos ver se a gente consegue ir adiante dentro da lei. Agora, Merval, as explicações dadas pela advogada Viviane Bárcio de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes,
Porque quando vários colegas e analistas fizeram a conta de horas trabalhadas versus o dinheiro pago, e dá um absurdo que nenhum escritório de advocacia no Brasil recebe. E como é que você imagina que isso termina? Quer dizer, por outro lado, o ministro Dias Toffoli está lá, recebeu aquele dinheiro, a empresa dele recebeu aquele dinheiro. O sigilo da empresa dele está mantido pelo Jumar.
Como é que você imagina que resolve isso? Que vão ser punidos esses juízes? Eu acho que sim, de uma maneira ou de outra. Porque se não acontecer nada agora, é quase certo que ano que vem, diante de um Senado majoritariamente de direita, de centro-direita, é muito possível que um desses ministros, os dois, sejam submetidos ao impeachment.
Porque isso não vai parar. Você imagina a campanha eleitoral como vai ser. O Supremo é o centro, o Banco Master, o Supremo é o centro da discussão política. Então, como é que vai acontecer? Vai ficar isso tudo sem resolver, sem explicação? Cada explicação que dá é pior que a anterior? Aquela relação que...
a mulher do Alexandre Moraes deu sobre as atividades dela, aquilo você senta no chat do GPT e faz uma coisa daquela. Não tem nenhum sentido isso. Além disso, as recomendações do escritório tinham a ver com compliance, fiscalização, transparência, coisa que é exatamente o contrário do que estava acontecendo.
Se ela fosse realmente decida, ela poderia dizer, não, eu propus isso. Ele não cumpriu. Aí eu não tinha condições de exigir. Mas ela tinha que ter ela mesmo rasgado o contrato, dizer que não adiantava nada fazer aquilo para ele. É muito difícil a situação dela e do ministro Moraes e do ministro Dias Toff. Merval Pereira, obrigado, Merval. Continuamos amanhã. Obrigado, até amanhã. Até amanhã.
E aí