76% dos brasileiros consideram urgente acelerar processo de transição energética
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- Risco GeopoliticoVulnerabilidade por dependência de combustíveis fósseis · Conflitos internacionais afetando mercado · Intervenção na Venezuela · Conflito no Oriente Médio · Volatilidade do petróleo
- Descompasso entre opinião pública e políticaLentidão na implementação · Continuação de investimentos em petróleo · Falta de urgência governamental · Ambiguidade nas decisões
- Percepção pública e confiança institucional65% preocupação com risco internacional · 70% acreditam em segurança com renováveis · Amadurecimento da opinião pública · Estratégia de soberania energética
- Pesquisa CientificaMetodologia da pesquisa Opinião · Dados de 76% dos brasileiros · Levantamento realizado em fevereiro · Amostra e representatividade
- Preços de Combustíveis e PetróleoPreços de combustível · Custos de transporte · Inflação de alimentos · Custo de vida geral
- Producao de Petroleo BrasilSétimo maior produtor mundial · Meta de dobrar produção até 2030 · Investimento em novas fronteiras · Divergência com transição energética
- Tecnologias estratégicas para transiçãoArmazenamento de energia por baterias · Hidrogênio verde · Eletrificação do transporte · Setores dependentes de combustíveis fósseis
- Setores econômicos dependentes de combustíveis fósseisTransporte rodoviário · Aviação · Indústria pesada · Produção de fertilizantes · Agricultura
- Energia Brasil90% de eletricidade de fontes renováveis · Argumento para expansão de petróleo · Limpeza relativa da matriz · Novas fronteiras de exploração
CBN Sustentabilidade, com Rosana Jatobá. Rosana Jatobá, boa tarde para você. Oi, Cássia, boa tarde para você e para os nossos ouvintes. Rosana Jatobá hoje conosco. Rosana, vamos falar do quê? É uma pesquisa inédita, Cássia, que mostra a opinião dos brasileiros sobre a transição energética, um levantamento feito pela Opinion, que é uma empresa britânica de inteligência de mercado, feito agora na primeira quinzena de fevereiro. O que é que essa pesquisa diz?
consideram urgente o Brasil acelerar a transição energética, ou seja, substituir combustíveis fósseis, petróleo, carvão e gás, por fontes renováveis, como solar, eólica e biocombustíveis. E a razão principal, Cássia, não é mais a crise climática, é a questão geopolítica, o entendimento de que depender de combustíveis fósseis pode deixar os países vulneráveis. A ficha caiu, Cássia, já no começo do ano, com a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela,
que aumentou muito a tensão no mercado de petróleo. E essa percepção de risco ficou ainda maior com o conflito que a gente está observando agora no Oriente Médio, que fez o preço do petróleo disparar e reacendeu o medo de inflação global. Então, o brasileiro se deu conta de que a volatilidade do petróleo tem efeito direto no seu dia a dia. Significa combustível mais caro, transporte mais caro e aumento no preço dos alimentos e no custo de vida em geral.
A própria pesquisa mostra isso. 65% dos brasileiros acreditam que depender de petróleo e gás de outros países aumenta o risco diante de conflitos internacionais. E tem mais um dado que corrobora essa percepção. 70% dizem que investir em energias renováveis fortalece a segurança nacional. Ou seja, essa pesquisa mostra o amadurecimento da opinião pública brasileira
Não é apenas uma pauta climática, é também uma estratégia de soberania energética e estabilidade econômica. Por isso, o senso de urgência que ficou muito claro aí nesse levantamento. Mas os agentes que são responsáveis pela política energética do Brasil parece que não estão acompanhando esse pensamento, né, Rosana? O dinheiro público ainda favorece mais os combustíveis fósseis.
A política energética brasileira ainda avança de forma muito lenta e ambígua, Cássia. Usa o argumento de que a nossa matriz elétrica já é uma das mais limpas do planeta, com quase 90% da eletricidade vinda de fontes renováveis, para continuar investindo pesado na expansão da produção de petróleo e discutindo novas fronteiras de exploração. Esse é um ponto importante.
estratégicas para transição, como, por exemplo, armazenamento de energia por meio de baterias, hidrogênio verde, eletrificação do transporte, né, Sardenberg, que está por aí também. Não, é que é o seguinte, você, ali na pesquisa, fala que as pessoas se manifestam preocupação em depender do petróleo e do gás de fora. Isso. Então, pode ser também uma ideia de desenvolver a produção local de petróleo.
Porque a segurança energética também seria se você fosse autossuficiente em petróleo e combustíveis. É, mas se você também desenvolve internamente, você não fica imune a esses riscos geopolíticos. Então, a pesquisa que está mais direcionada para mostrar que a gente precisaria investir mais mesmo em energia renovável. Bem, se depreende dessa pesquisa, é um ponto que você levanta que é muito interessante também. Essa pesquisa não diz claramente isso.
A população quer que se desenvolva os combustíveis fósseis aqui dentro. Diz, sim, que deve-se acelerar a transição energética com foco nas energias renováveis e todas essas tecnologias que vão nos ajudar a diminuir a dependência dos combustíveis fósseis. Como eu estava falando, armazenamento de energia, hidrogênio verde, eletrificação do transporte, exatamente para a gente acelerar alguns setores da economia que ainda são muito dependentes.
Roda majoritariamente a diesel e gasolina, a aviação, a indústria pesada como aço e cimento, a produção de fertilizantes para a agricultura. Então, de fato, existe um descompasso. A ciência está sinalizando, presta urgência, a sociedade também com essa pesquisa, mas a política energética não quer abrir mão da renda dos combustíveis fósseis, muito pelo contrário. O Brasil é o sétimo maior produtor de petróleo do mundo e quer dobrar sua produção até 2030.
Não é isso? Isso mesmo. Rosana Jantobar. Obrigado, Rosana. Até quinta-feira. Um beijo para vocês dois. Quinta-feira eu estou de volta. Até mais. Tchau, tchau.