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'PT vai mostrar o que Flávio fez até aqui', diz Maria Cristina Fernandes sobre estratégia de campanha do PT

09 de março de 202610min
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Maria Cristina Fernandes fala sobre entrevista que fez com o presidente do Partido dos Trabalhadores sobre a estratégia eleitoral contra Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o partido pretende expor a trajetória e a atuação de Flávio no governo do pai, Jair Bolsonaro. A avaliação é que ele é um candidato forte por carregar o nome Bolsonaro, embora qualquer nome apoiado pelo ex-presidente também teria força.
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Assuntos8
  • BolsonaroExposição da trajetória de Flávio · Atuação no governo Bolsonaro · Timing da campanha · Força do candidato Bolsonaro · Polarização eleitoral
  • Denúncia contra autoridades políticasMovimentação bancária de Fabiano · Investigações na CPI · Necessidade de explicações · Transparência financeira · Postura do presidente Lula
  • Crise InstitucionalProximidade entre poderes após tentativa de golpe · Inquérito do golpe · Defesa da legalidade · Impacto na popularidade do governo · Reforma do Judiciário
  • Política e GovernoResultado do Datafolha · Empate entre Lula e Flávio · Clima de incerteza no país · Impacto no status quo
  • CorrupçãoAscensão na percepção de corrupção · Impacto nas pesquisas · Crescimento das denúncias · Reforma do sistema judiciário
  • JurosPreocupação do PT com juros · Impacto na renda das famílias · Redução do consumo · Decisão do Copom · Reeleição do presidente
  • Preços de Combustíveis e PetróleoBarril de petróleo a 100 dólares · Pressão inflacionária · Comportamento da inflação · Preocupação econômica
  • Autonomia Banco CentralDecisões independentes · Política monetária · Questionamentos políticos
Transcrição19 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Maria Cristina, boa tarde. Boa tarde, Tati. Fernando, boa tarde, ouvinte. Boa tarde. Maria Cristina Fernandes fez uma entrevista com o presidente do PT de olho nesse ano de 2026, de muita movimentação política, obviamente, pois ano eleitoral. Como é que deve ir? Bom, a gente tem visto, né, Maria Cristina, as discussões sobre quem vai ser o candidato do governo,

em São Paulo, que é um estado importante, obviamente. E quem vai ser o vice do presidente Lula se ele for mesmo confirmado candidato do PT? Quem serão as candidatas ou os candidatos à vice e ao Senado pela chapa do presidente Lula? E Edinho Silva falou bastante sobre isso com você, né? Sim, Tati. Uma entrevista que a Cristiana

Agostinho e eu fizemos com o Edinho Silva ontem, presidente do PT, e ele, assim, a conjuntura está quente para todos os lados. E o que é que, em resumo, ele nos falou? Primeiro, a gente tinha acabado de receber no fim de semana esse datafolha, que é o primeiro datafolha do ano, confirmando essa série de entrevistas, mostrando esse empate técnico do presidente Lula com o senador Flávio Bolsonaro.

a primeira coisa que se quer saber, o que é que o presidente do partido do Lula vai fazer. Ele disse, olha, primeiro que esse resultado é decorrente desse clima de sistema que vigora hoje no país. E citou nominalmente Supremo e Congresso como um alvo direto, nesse caso o Master, que isso recai sobre o status quo e quem está, a representação

máxima do status quo é o presidente da República. Então, isso cai no colo do Lula. E sobre aquilo que está pegando particularmente no Executivo e particularmente também no presidente Lula, que são essas denúncias contra o filho mais velho do presidente, o Fábio Luiz da Silva, o que ele diz? Só para situar o ouvinte,

Chegaram informações na CPMI do INSS que a Roberta Luxinja, que é uma lobista de Brasília, com relações com o chamado careca do INSS e amiga do Lulinha, que é o filho do presidente, teria repassado recursos de um para o outro, do careca para o Lulinha. O que ele disse é que quebraram o sigilo do filho do presidente, não encontraram isso, mas ele deve chamar, ele mora na Espanha,

prensa e deve se explicar e dizer isso. Ele tem que se explicar. Então, ele defendeu isso porque, aliás, é a postura do próprio presidente que já disse que o filho tem que se explicar e se tiver que pagar por algo errado que tenha feito, tem que fazê-lo. Tem uma informação, Maria Cristina, que ele, Lulinha, movimentou mais de 19 milhões de reais. Basta esclarecer como movimentou tudo isso.

de depósitos e de pagamentos. Entre 2022 e 2026. Exatamente. Então, ele disse que o que tem que ser feito, o que o Lulinha tem que fazer é esclarecer essa movimentação bancária dele. E se expor aí as dúvidas, as perguntas que os jornalistas tiverem. Então, ele assumiu uma postura bastante aberta.

fica mais delicada um pouco quando chega no Supremo, porque a fonte de desgaste do Executivo com a exposição que o Supremo tem tido, nesse caso o Master, é gigantesca. Uma razão muito simples, o golpismo, o inquérito do golpe, aproximou muito os dois poderes. Era o governo Lula que estava em questão com aquela tentativa de golpe.

O inquérito do golpe, a condução, a condenação foi em defesa da legalidade, da posse e do resultado eleitoral e da continuidade do governo Lula. Não tem como essas duas instituições não terem se aproximado. Isso criou uma proximidade, não há como negar. E isso fez com que o eleitor jogasse também todo esse desgaste do Supremo no colo do presidente.

uma reforma do judiciário, sem dizer o que seria essa reforma do judiciário, se se mandado diminuindo o Supremo, o que ele se recusa é subscrever o chamado Código de Ética, que é um tema que está aí dividindo o Supremo. E por que, Maria Cristina? Nitidamente causa um desconforto, é como se o presidente do PT achasse que estaria se imiscuindo aí,

num tema que é do judiciário e ele não deve opinar. Ele não quer opinar sobre isso. Foi o que deixou claro. Agora, a corrupção não é o único... Ele disse que se a gente pega as pesquisas de dezembro para cá, o que aconteceu foi... Avolumou-se a questão da corrupção no judiciário. E foi isso que determinou a ascensão

do Flávio. E aí, o Lula não está batendo no Flávio por quê? O PT não está batendo no Flávio por quê? Porque estão esperando o dia 5 de outubro, que é quando não tem mais desincompatibilização possível, e aí não tem mais o risco de o Tacísio assumir a candidatura a presidente da República. Ele disse que não. Que, na verdade, o que o PT está vendo é que o Flávio não é um copo vazio, ele é um copo cheio,

e que o partido vai se empenhar em mostrar o que o Flávio fez até aqui, a carreira, o que ele fez no governo do pai, e disse que agora isso não está acontecendo, ninguém está batendo no Flávio. E isso acaba levando a essa percepção de que eles não estão batendo agora, porque não querem que ele deixe de ser o candidato. Ele acha que qualquer nome que ocupasse essa condição de candidato do Bolsonaro

Não acha que o Tassil seria mais forte que o Flávio. E acha que o Flávio é muito forte por ter o nome Bolsonaro. É a polarização que faz do titular deste outro polo um nome forte. Agora, não é a única preocupação do PT. O PT está, sim, preocupado com a renda, o impacto da taxa de juros na renda dos brasileiros.

Em 2025, os dados saíram na semana passada, houve uma redução no crescimento do consumo das famílias. Em 2024, o crescimento tinha sido mais de 5%, reduziu para metade em 2025. Então, isso impacta. E a taxa de juros tem tudo a ver com isso. A taxa de juros impacta a economia, impacta a atividade econômica.

porque estava todo mundo apostando que o COPOM do dia 18, agora de março, poderia vir a reduzir a taxa de juros em função de a inflação estar bastante comportada. Só que ontem à noite, vocês devem ter visto, o barril de petróleo, e abril também hoje, fechou já desde ontem à noite a 100 dólares. E isso é uma preocupação gigantesca,

para a inflação. Mas ele diz, Edinho, que não tem nenhum indicador da economia indicando que o Brasil não esteja pronto para entrar no ciclo de redução da taxa de juros. Então, o PT não quer nem ouvir falar que não vai haver redução da taxa de juros, porque sabe que isso vai impactar diretamente a popularidade do governo e a chance de reeleição do presidente. O Banco Central,

Tem autonomia, mas nós questionaremos basicamente isso. Sim, sim. Bom, sabemos, muita água vai passar por baixo dessa ponte. A Maria Cristina estará atenta, trazendo gotinha por gotinha para a gente aqui no Tudo é Política. Obrigada, Maria Cristina. Um beijo. Até amanhã. Um beijo, Tati, Fernanda. Até amanhã. Boa tarde. Até amanhã.