Mulheres estão menos confiantes sobre futuro financeiro do que homens, mostra pesquisa
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Planejamento FinanceiroConsciência financeira · Prática de planejamento · Pesquisa nacional · Classes sociais A, B e C · Comportamento de consumidor
Pode isso, meninas. Na CBN, com Ana Leone, Nayara Bertão e Natália Largue. Natália, Ana, boa tarde. Olá, pessoal, boa tarde. Olá, boa tarde. Boa tarde. Bom, mais dados, mais pesquisa, mostrando que mulheres estão menos confiantes do que os homens em relação ao futuro financeiro. Por que será? O que a pesquisa apontou, Natália? Tati, primeiro de tudo, eu queria perguntar para vocês. Vocês acham que as mulheres seriam menos confiantes em relação ao dinheiro do que os homens?
a gente não tivesse trazido esse highlight antes? Eu pergunto porque é o seguinte, a gente já trouxe alguns dados aqui antes, não sei se vocês se lembram, que as mulheres são mais cautelosas com dinheiro, que elas são mais cuidadosas na hora de fazer os investimentos, por exemplo. Então, alguns dados dessa pesquisa me trouxeram uma certa surpresa, digamos assim. Que pesquisa que é essa? Foi uma pesquisa encomendada pela Planejar, que é a Associação dos Planejadores Financeiros ao Data Folha, e ela mostrou que 51% das mulheres entrevistadas
se sentem insatisfeitas com a sua condição financeira, mais da metade delas. Só que quando a gente olha para os homens, esse percentual cai para 40%. Então, os homens estão bem mais confiantes em relação à sua situação financeira do que as mulheres. Essa pesquisa mapeou as classes A, B e C, não foi para as classes mais baixas, para a classe D e para a classe E, mas ela mostrou algumas coisas bem importantes. Por exemplo, quando a gente olha sentido de planejamento financeiro,
se consideram planejadas financeiramente, já entre os homens esse percentual sobe bastante, ele vai para 65% dos homens que consideram ali que tem um bom planejamento financeiro. A diferença também aparece quando a gente olha a questão da reserva financeira, que é uma coisa que a gente bate muito na tecla aqui da necessidade da gente ter uma reserva financeira. É claro que a gente tem que fazer o recorte muito importante de que algumas famílias realmente não conseguem, mas quem consegue ali se planejar é importante ter uma reserva financeira,
E quando a gente olha para o recorte geral, 4 em cada 10 brasileiros dizem que não tem, não tem nenhum dinheiro guardado para caso aconteça uma emergência. E 62% desse número são mulheres, então as mulheres se sentem ali menos planejadas nesse sentido. O levantamento mostrou que 69% das mulheres ainda não usam ou não conhecem plataformas, aplicativos financeiros,
homens têm conhecimento dessas ferramentas e 30% das mulheres têm conhecimento dessa ferramenta, que é ali uma diferença bem gritante, né? As mulheres não estão ali de olho nessas plataformas, nesses aplicativos que podem ajudá-las a organizar a vida financeira. E aí um dado que me deixou, assim, particularmente triste quando eu olhei para essa pesquisa é o quanto que as pessoas se sentem confiantes para realizar um sonho. E aí a gente tem aqui sonhos diferentes, né? Por exemplo, para fazer uma viagem, 51% dos homens
confortáveis financeiramente para planejar uma viagem e tudo mais. As mulheres é 37%. Para comprar ou trocar de carro, 46% dos homens estão confiantes para fazer isso e 35% das mulheres estão. O número é bem diferente. E aí esse último aqui particularmente me deixou bem incomodada, porque 47% dos homens, quase metade, se sentem confiantes para abrir um negócio ou para se tornar sócio de algum negócio, ou seja, para empreender.
confortáveis nesse sentido. Então, são números que me trouxeram uma certa surpresa e também fiquei um pouco chateada, especialmente porque quando a gente olha pra questão de investimento, as mulheres são tão cuidadosas, tão planejadas ali com as suas finanças e a gente não vê isso se refletindo nessa confiança sobre si mesma, né? Mas tudo coisa de homem, né? Se você for pensar. Super confiante, sim. De novo, de novo. Não existe coisa de homem e coisa de mulher, mas coisas que são, em geral, atribuídas aos homens. Empreender, comprar um carro.
que está bem financeiramente, que está bem planejado e tudo mais, e as mulheres ali mais preocupadas, né, Tati? Ana, como é que você entende essas diferenças? Olha, a gente tem vários aspectos, Fernando, mas até pegando aí o que a Nath comentou aí por último da questão de empreender, é curioso porque a mulher, muitas vezes, ela empreende por necessidade. Então, a mulher é jogada a empreender, porque muitas vezes ela precisa se desdobrar e ter o próprio negócio, seja qual configuração ele for,
sendo uma alternativa para essas mulheres. Então, esse, por exemplo, é um número que a gente vê entre homens e mulheres. Os homens se preparam para empreender, então eles se sentem mais confiantes para isso, ao passo que a mulher muitas vezes empreende por necessidade e muitas vezes ela começa a empreender sem ter nenhum preparo. E tem um outro aspecto também que tem uma diferença bastante objetiva entre homens e mulheres, que é o fato da remuneração das mulheres ser inferior à dos homens.
várias pesquisas, vários levantamentos, essa diferença fica entre 25% e 30% a menos. Então, isso já traz um desafio maior para a mulher e isso reflete em todos os outros aspectos financeiros dela, seja na realização dos sonhos, seja na proteção que ela precisa para uma reserva, enfim. Então, acho que a gente tem partindo esse ponto bastante objetivo. Tem uma pesquisa também que a gente está trazendo hoje aqui,
pela Serasa, em parceria com o Instituto de Pesquisa que chama Opinion Box, a gente já trouxe bastante coisa sobre eles aqui, que mostrou que 34% das mulheres são as únicas responsáveis por manter a família financeiramente. E se a gente coloca um holofote aí apenas nas classes D e E, esse percentual chega quase a metade, que é 45% das mulheres. Então, trazendo aí o fato das mulheres terem uma remuneração menor e a gente ter muitas mulheres à frente dos lares financeiramente,
está falando que esse desafio fica ainda maior. Então, o esforço que a mulher, muitas vezes, precisa fazer para manter os seus gastos, esse esforço precisa ser maior. Então, se ela ganha 30% a menos que o homem, ela precisa fazer um esforço 30% a mais em algum outro aspecto, ou na redução de despesas domésticas, ou, de fato, na busca de um aumento de renda. E ainda, segundo essa pesquisa da Planejar, o retrato fica ainda mais sensível
quando a gente olha a aposentadoria. E a gente tem outra numerologia grande aqui. As mulheres vivem mais, muitas vezes cuidam não só dos filhos, mas também dos pais idosos. Então, entre as pessoas que já se aposentaram, segundo essa pesquisa, 46% das mulheres afirmam que precisam cortar gastos, aliás, porque já são aposentadas, contra 39% dos homens. Então, a gente já está falando aqui de um aperto maior aqui no dia a dia das finanças.
E, além disso, uma em cada cinco aposentadas, ou seja, 20%, declara não receber renda suficiente para se sustentar. E esse percentual é superior registrado quando a gente olha para os homens, que é 16%. E tem um outro ponto aqui. Além da mulher acabar sendo menos confiante do que o homem, isso é um aspecto que a gente tem que considerar comportamental. Porque uma vez eu estava conversando com uma especialista, ela me disse que, muitas vezes, o nível de confiança é o mesmo.
até a mulher, ela admite não conhecer, ela admite a insegurança. Então, isso a gente pode colocar aí na conta de um aspecto comportamental, como a Tati até comentou, né? Coisa que, pra nós mulheres, sempre colocado na nossa cabeça em alguma medida, né? Tipo o currículo, né, Ana? O inglês fluente, o inglês intermediário, o homem não tá nem um pouco constrangido e vai dizendo que faz coisa que ele não faz. A mulher é o contrário, ela acha que ela
nunca está suficientemente boa em algo que ela, inclusive, já faz. Eu acho que a gente já trouxe dados disso aqui, não já, Tati? Acho que sim, acho que sim. E aí, por ser uma percepção, a gente precisa entender que tem aspectos que são bastante realistas, falamos aqui de números, tem os aspectos comportamentais, mas que a gente precisa incentivar as mulheres a serem mais otimistas no olhar das suas finanças. A Nath trouxe no começo, as mulheres são mais cautelosas, que não significa não acessar mercados
sejam mais arrojados, mas a motivação é diferente. A mulher investe pela segurança, pela própria segurança, pela segurança dos filhos. Então, apesar de a gente estar vendo alguns avanços, a B3 tem alguns dados que mostram que tem mais mulheres investindo, elas investem em valores maiores até do que os homens, elas demoram mais, mas quando investem elas colocam um ticket maior, um montante maior. Elas têm explorado opções mais sofisticadas de mercado, mas ainda a gente tem um longo caminho
pela frente. Quem sabe no ano que vem, no Dia da Mulher, a gente vem com estatísticas melhores aqui. Ana, obrigada. Nath, obrigada. Eu e a Nath, a gente estava aqui, confesso, fora do ar, fazendo contas rápidas, previsões para a nossa aposentadoria. Entendi. Esse é um desafio. E é nisso que as mulheres pensam na hora de investir. Isso, exatamente. Foi por isso. A gente acabou de ver um teste empírico do que a gente trouxe de estatísticas.
o futuro para a segurança. É isso mesmo. Obrigada, Ana. Obrigada, Natália. Um beijo para cada uma. Até quarta-feira. Um beijo, pessoal. Até quarta-feira.