Exercícios físicos precisam fazer parte do tratamento de doenças mentais
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- Exercício FísicoRedução de sintomas de depressão · Melhora de sintomas psicóticos · Efeitos no combate à inflamação · Regulação de dopamina · Plasticidade cerebral e BDNF · Proteína BDNF
- Saúde e Bem-estarHoras diárias sedentárias · Pacientes com esquizofrenia · Pacientes com depressão · Pacientes bipolares · Redução de chance de atividade física adequada
- Evidência científica e atividade físicaRevisão sistemática · Metanálises · Publicação em revista científica · Relevância clínica
- Medicamentos e TratamentosAvaliação de atividade física · Prescrição de exercício · Capacitação profissional · Integração ao tratamento
- Doenças NeurológicasDiabetes · Obesidade · Doença cardiovascular · Sedentarismo como fator central
- Redução da expectativa de vida em doenças mentaisDiferença de 10 a 20 anos · Associação com doenças crônicas · População geral comparada
- Recomendacoes Atividade Fisica150 minutos de atividade moderada por semana · Exercícios de força muscular · Importância de começar · Monitoramento de pressão arterial e frequência cardíaca
- Reforma TributáriaBase do atendimento ambulatorial · Centros de atenção psicossocial (CAPS) · Estruturas de atendimento ambulatorial · Implementação de atividade física nas estruturas
Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Oferecimento. Você luta pela sua saúde. A gente também. Alice. Plano de saúde como deve ser. Muito bom dia, doutor Luiz Fernando Correia. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, doutor. Doutor Luiz Fernando Correia que nos traz hoje estudos que têm uma relação entre atividade física e doenças mentais. Doutor Luiz Fernando, conta pra gente. Isso, Milton. Uma revisão científica foi publicada essa semana
vista a JAMA Psychiatry, e que traz uma mensagem importante. A atividade física precisa ser tratada como parte do tratamento dos pacientes com doenças mentais. Foram dezenas de revisões sistemáticas e meta-análises sobre depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, e a conclusão foi clara. Esses pacientes com essas doenças, em média, vivem 10 a 20 anos menos que a população geral. E tem dois lados desse problema.
São duas causas que trabalham juntas. Uma são doenças físicas que são associadas, doenças crônicas, basicamente com diabetes, obesidade, doença cardiovascular, e que tem como fator central dessa história o sedentarismo. A visão mostrou que pessoas com esquizofrenia passam, em média, 10 horas por dia sentadas ou sedentárias. Pacientes com depressão ou bipolaridade têm 50% menos chance de atingir níveis adequados à atividade física.
aumenta essa chance dessas doenças crônicas ligadas ao sedentarismo. E, além da falta de exercício, aumentar a inflamação no organismo, alterar hormônios ligados ao estresse, enfim, tem um lado que é um outro lado. Ou seja, ao mesmo tempo, exercício é terapia real para as pessoas com problemas de saúde mental. As próprias meta-análises mostraram que esquemas de atividade física estruturada
depressivos, melhoram os sintomas psicóticos, melhora a cognição e a memória, isso a gente fala bastante aqui. Ou seja, essas duas coisas estão conectadas e precisam ser levadas em conta pelos profissionais que tratam desses pacientes e pelas estruturas onde esses pacientes são tratados. O exercício aumenta, a gente já comentou aqui também, o BDNF, uma proteína que favorece a plasticidade cerebral, melhora a regulação da dopamina, quem faz exercício sabe disso,
que é ligada à motivação, ao prazer, reduz a inflamação. Então, é o seguinte, Milton, isso que eu falei, quem está fazendo, o profissional de saúde fazendo atendimento de pacientes com esse tipo de problema, tem que considerar, descobrir se faz exercício ou não esse paciente. Também é uma forma que você mede a pressão arterial, mede a frequência cardíaca, tem que saber, perguntar sobre exercício e chegar na dose. O ideal é que a gente consiga que eles também, como qualquer pessoa no mundo, cheguem na dose ideal, dos 150 minutos,
atividade por semana, de atividade física moderada e dois dias de exercício de força muscular. O importante, Milton, é começar. E o problema é que, como eu te disse, não só o profissional tem que estar ligado nisso, mas as estruturas onde esses pacientes são tratados, habitualmente, infelizmente, não tem esse tipo de preparação. Sem dúvida, doutor. Um tema super importante. Inclusive, a gente deve tratar em breve no Bem-Estar e Movimento.
A gente está agendando uma edição só sobre isso, sobre a importância da atividade,
física para a saúde mental. Agora, existem situações muito diferentes das pessoas em relação à possibilidade de fazer exercício, mas ao mesmo tempo, né, doutor, nós sabemos que podem existir saídas também em diferentes cenários, né? Sim, a partir do momento que a gente teve, inclusive é outro assunto bastante polêmico, mas a gente tem que discutir sempre, que é a famosa reforma da saúde mental, a base do atendimento passou a ser ambulatorial. Então, esses locais de atendimento
os CAPs e os CAPC, essas estruturas, teriam agora evidência científica mostrando que elas têm, sim, que ter estruturas capazes de promover atividade física, profissionais de atividade física capacitados para lidar com esses pacientes, com essas pessoas. Enfim, é a hora de juntar isso tudo, Cássia, com certeza. Muito obrigado, doutor Luiz Fernando, e um bom dia.