Debate sobre história e mitos das cozinhas regionais brasileiras no Senac
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- Carreira de Juninho PaulistaOrigens indígenas e caboclas · Associação com banderantes · Mitos e lendas sobre formação · Representação simbólica de São Paulo · Ingredientes tradicionais
- Espaços de cozinha e gastronomiaPapel das cozinhas regionais · Patrimônio material e imaterial · Construção simbólica de tradições · Interesses econômicos e políticos na gastronomia
- Mitos e construções simbólicas na culinária brasileiraDesmistificação de narrativas culinárias · Interesses políticos na patrimonialização · Olhar crítico sobre tradições · Elites políticas paulistanas
- BandeirantesNarrativa de desbravadores · Construção de identidade regional · Progresso e modernidade · Hegemonia paulista
- Gastronomia RegionalPrato emblemático do Pará · Atrativo turístico cultural · Importância regional
- Eventos CulturaisAtividade gratuita e online · Data e horário · Local em São Paulo · Inscrições no site
CDN Gastronomia, com Luísa Ficarota. Acontece em São Paulo. Apoio Prefeitura de São Paulo. Dia 7 vai ter uma baita aula online e gratuita das 9h30 às 11h30, com três feras da história da cultura alimentar brasileira. São as pesquisadoras e professoras Maria Enriqueta Gimenez Minassi e Viviane Soares Aguiar, com mediação da Joana Pelerano.
um evento do Senac Aclimação, elas vão discutir sobre as cozinhas regionais e o papel das cozinhas regionais na criação e na manutenção do patrimônio material. Então, elas vão se concentrar em dois casos emblemáticos. Um deles é muito importante para nós paulistas, que é o virado a paulista, e o outro é a cozinha paranaense e o barreado, um prato que se tornou muito importante como um atrativo turístico ao litoral do Paraná.
inclusive. E a gente até conversou com a Viviane Aguiar, que ela falou um pouquinho sobre o tema para a gente. Essa é uma oportunidade para a gente falar como que as cozinhas nacionais, regionais, elas não são formadas só no dia a dia. Elas são construções simbólicas, resultantes principalmente de interesses econômicos e políticos. E eu acho que o caso do Virada Paulista é bem emblemático nesse sentido. O que é o Virada Paulista?
Uma tradição muito antiga, de origens indígenas, caboclas, de mistura da farinha de milho com qualquer ingrediente, não só feijão. E gordura, ou tocinho, banho ou tocinho de porco. Mas foi o virado de feijão que foi eleita como representativa de São Paulo. E isso tem muitas razões, mas acho que a principal é porque essa receita foi associada aos bandeirantes. Até hoje, se você der uma busca na história dela,
você vai encontrar lendas de que os bandeirantes levavam feijão, farinha de milho e tocinho na bagagem das mulas, e que esse conteúdo ia magicamente se misturando durante as expedições e criando o virado a paulista. A gente sabe que a história é bem menos mágica do que essa, mas mesmo assim, desde o fim do século XIX, enaltecer, criar e enaltecer essa história dos bandeirantes como desbravadores que fizeram o Brasil,
que ele é, fez parte dos esforços de toda uma elite política masculina e paulistana na construção de uma identidade baseada no progresso, na ideia de que São Paulo carregaria todo o país nas costas. E a eleição do virado, a representante paulista, fez parte dessa construção e continua fazendo. Elas vão justamente problematizar esses conceitos, essa magia, os mitos que envolvem a formação da nossa comida e da nossa cultura.
Então vão propor um olhar crítico mesmo, a ideia de patrimonializar a comida de uma maneira reflexiva e crítica. Essa é uma atividade aberta, gratuita, online e as inscrições podem ser feitas pelo site do SENAC tranquilamente. Um beijo e bom fim de semana.