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Como funciona a troca de mensagens por visualização única?

06 de março de 20266min
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Uma intensa troca de mensagens de visualização única entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes se estendeu por todo o dia da prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal. Ana Letícia Loubak explica como funciona este recurso, oferecido pelo WhatsApp. Ouça!

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Assuntos4
  • Mensagens de visualização únicaFuncionamento técnico · Restrições de captura de tela · Bloqueio de encaminhamento · Ausência de salvamento em galeria · Recuperação por perícia digital
  • Banco MasterTroca de mensagens cifradas · Método de contorno (bloco de notas) · Captura de telas dos textos · Recuperação pela Polícia Federal · Rastros digitais deixados
  • Perícias Técnicas e ForensesSoftware de análise forense · Recuperação de arquivos deletados · Acesso à lixeira · Prazos de eliminação permanente · Análise de memória do celular
  • Mensagens Temporarias WhatsAppConfiguração de prazos · Desaparecimento automático · Períodos de 24 horas, 7 dias ou 90 dias · Aplicação para mídia
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CBN Tecnologia, uma parceria TecTudo. Com a Ana Letícia Lobach, que é editora de celulares no TecTudo. E aí, Aninha? Tudo bem, Sardenberg? Boa tarde para você, para a Cássia e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Ana Letícia. Nosso assunto só podia ser este, que é como vai funcionar, como funciona a troca de fotos por visualização única. Estamos falando claramente da troca de mensagens entre o Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

mas que usaram esse artifício. Como é que é esse artifício? Ana Letícia Lobato. Então, Sardenberg, esse recurso já é um recurso que está no WhatsApp há bastante tempo, recurso de visualização única. E ele vale não só para fotos, mas também para outros tipos de mídia. Vale para áudio, vale para vídeo também. Quando você envia um arquivo nessa modalidade, que é sinalizada por um botãozinho com um, esses arquivos só podem ser visualizados uma vez.

A partir do momento que você abriu, você não consegue abrir mais. Então, aparece ali na conversa a mensagem aberta no lugar da mídia. E aí, quando você tenta clicar de novo para abrir de novo, o celular, o WhatsApp, não responde. É um recurso de privacidade. Então, esse conteúdo não fica salvo na galeria do celular, diferente dos conteúdos enviados normalmente, que às vezes o WhatsApp faz o download automático.

não dá para tirar print deles. Se você tenta tirar um print, o WhatsApp exibe um alerta bloqueando essa tentativa. É claro que as pessoas têm outros meios de registrar o conteúdo. Então, por exemplo, se eu envio uma foto em visualização única para alguém e se alguém está com dois celulares, ele pode visualizar a foto com um celular e tirar foto com outro celular, mas tirar print não dá.

mensagem para outra conversa. Às vezes a pessoa pode pensar assim, ah, vou encaminhar aqui para um outro número que eu tenho para poder visualizar o conteúdo duas vezes. Também não pode. O WhatsApp restringe isso. E além das mídias de visualização única, eu acho interessante pontuar também que o WhatsApp tem mensagens temporárias. Nesse caso, você configura uma conversa específica, dá para fazer com uma pessoa só, com um contato específico, ou então com todos os contatos.

você configura essa conversa para as mensagens dela desaparecerem depois de 24 horas, 7 dias ou 90 dias. Esse prazo contado após o envio. E aí as mensagens desaparecem tanto para a pessoa que enviou quanto para quem recebeu a mensagem. E isso inclui arquivos de mídia também. E aí a pergunta que fica diante de todo esse caso do Vorcaro e do Moraes é

foram recuperadas se o WhatsApp dificulta tanto a recuperação, a visualização e o registro desses conteúdos. De fato, dentro do WhatsApp, é muito difícil você reaver essas mídias por conta de todas essas questões que eu falei. As mensagens até ficam no servidor do WhatsApp por algum tempo depois do envio, até o WhatsApp se certificar de que a pessoa de fato recebeu o conteúdo,

mas depois ele desaparece. A questão é que no caso do Vorcaro, deu para recuperar as mensagens porque ele deixou rastros, ele deixou migalhas de pão, como a gente diria, porque tanto o Vorcaro quanto o Moraes, eles escreviam as respostas no bloco de notas, tiravam print e mandavam essas imagens no modo de visualização única. A questão é que tanto os prints quanto essas mensagens,

no bloco de notas, estavam salvos na memória do celular do Vorcaro. E aí, o trabalho da Polícia Federal foi fazer o cruzamento, né? Porque se você salvou uma nota às duas horas, tirou um print, duas e um, e enviou um arquivo de visualização única no WhatsApp, duas e três, a prova já está montada, né? Você consegue reconstituir a dinâmica dessa conversa. Exatamente. E para saber do outro lado, teria que...

abrir o celular do Alexandre Moraes. Exatamente. Teria que ter acesso ao celular do Moraes para ver se ele cometeu o mesmo erro do Vorcaro de ter deixado esse rastro aí na galeria, nos arquivos do celular. E mesmo tendo apagado, é possível, os softwares de perícia forense, muitas vezes, perícia digital, conseguem recuperar arquivos apagados dentro do celular. Conseguem recuperar arquivos apagados?

No bloco de notas. Isso, no bloco de notas. E às vezes eles ficam também armazenados na lixeira da galeria. Fica escondidinho, mas você consegue ter acesso. E dependendo do sistema, esses arquivos deletados, as fotos deletadas da galeria, elas somem dentro de 30 ou de 90 dias. O prazo varia conforme o sistema. Tá certo. A da Letícia Lobaca nos dizendo aí qual foi todo o caminho adotado pela Polícia Federal, os peritos da Polícia Federal,

chegarem a essa troca de mensagens. Aninha, obrigado Aninha, até a semana. Até semana que vem. Até mais.