Agro brasileiro muda de rota com guerra no Oriente Médio
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- Exportações BrasilMercado do Oriente Médio (30% das exportações) · Principais compradores (Arabia Saudita, Emirados Árabes Unidos) · Busca de rotas alternativas · Manutenção de vendas · Impacto nos abates de aves
- Guerra no Oriente MédioFechamento do Estreito de Ormuz · Rotas alternativas marítimas · Impacto nas exportações de frango · Aumento de custos operacionais · Riscos logísticos para o agro
- Rotas Marítimas e LogísticaEstreito de Babel Mandab · Porto de Salala (Omã) · Transporte terrestre até Dubai · Rota via Bolte na África · Abastecimento de 10+ países
- Aumento de custos operacionaisPressão nos preços do petróleo · Aumento de fretes marítimos · Aumento de seguros marítimos · Desvios de rota obrigatórios · Impacto nas exportações de açúcar
- Crise de FertilizantesExportações globais de Ureia · Rotas pelo Golfo Pérsico · Pressão nos preços de fertilizantes · Fornecimento de insumos agrícolas
CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. E a notícia de hoje, que vai acordar o ouvinte produtor rural que está no campo, trazida pelo Cassiano Ribeiro, é sobre o agro-brasileiro mudando de rota com essa guerra que está acontecendo no Oriente Médio. Cassiano, bom dia. Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. A gente fecha a semana com uma atualização sobre os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro.
O principal efeito do conflito é na logística dos produtos do Brasil que precisam ou desembarcar em países da região ou cruzar o território para chegar a países da Ásia, por exemplo. Exportadores brasileiros de frango estão buscando rotas alternativas para manter as vendas ao Oriente Médio depois do fechamento do Estreito de Hormuz, provocado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Ira.
caminhos diferentes, como o estreito de Bab al-Mandab entre o Iêmen e Djibouti, na África. Outra alternativa, desta vez para fazer o produto chegar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é o porto de Salala, no sul do vizinho Oman. Até então, o acesso marítimo era feito pelo estreito de Hormuz, agora fechado. De Salala, as cargas poderão ser transportadas por via terrestre até Dubai.
mais de 10 países da região Oriente Médio compram cerca de 30% do frango exportado pelo Brasil. É muita coisa. Só a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos respondem por uma parcela significativa dessas vendas. Apesar das dificuldades logísticas, a ABPA afirma que, por enquanto, não há redução nos abates de aves nem uma tendência de queda nos preços do frango no mercado brasileiro. Isso porque o consumo interno aqui no Brasil ainda
absorve a maior parte da produção nacional. A guerra também acende um alerta para o agro-brasileiro por causa dos fertilizantes. Quase metade das exportações globais de ureia, por exemplo, passa por rotas ligadas ao Golfo Pérsico, região estratégica para o fornecimento de adubos. Além disso, a tensão no Oriente Médio já pressiona o preço do petróleo e encarece fretes e seguros marítimos.
viagem antes do destino e concluído o trajeto por terra. Como eu falei, é o caso também do açúcar, que tudo isso aumenta os custos da operação. Por enquanto, o comércio continua funcionando, mas o conflito já eleva os riscos e, claro, os custos para o agro brasileiro. A gente continua acompanhando os desdobramentos dessa guerra ao longo do final de semana e noticiando nossos leitores e ouvintes em tempo real no site globorural.com.br
com outras informações. Bom fim de semana e até lá.