Participação de Toffoli em julgamento do caso Banco Master divide ministros do STF
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- Segurança OperacionalDecisão de André Amendonso · Prisão de Vorcaro e Fabiano Z · Segunda turma do STF · Plenário virtual · Manutenção ou revogação da prisão
- Banco MasterConflito de interesses flagrante · Relação com Daniel Vorcaro · Sociedade em resort no Paraná · Declaração de impedimento · Afastamento da relatoria
- Ministros do STFAla favorável ao voto de Toffoli · Ala contrária ao voto de Toffoli · Posicionamento de Faquim · Posicionamento de Carmen Lucia · Posicionamento de Leixando de Morage
- Votação VirtualDepósito de votos por escrito · Prazo de uma semana · Acompanhamento ao relator · Divergência do relator · Ausência de discussão oral
- Morte em Operações PoliciaisCircunstâncias estranhas · Investigação e Delação
Plantão Lauro Jardim. Muito bom dia para você, Lauro Jardim. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte. Bom dia, Lauro. Lauro, nós temos falado aí hoje no Jornal da CBN sobre essa relação do Daniel Vorcaro com o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Agora tem pelo menos dois ministros que a gente já vem acompanhando o caso desde o início, com seus nomes aí envolvidos nessa discussão. O outro é o Dias Toffoli. Eu queria que você trouxesse para nós aqui como é que está a situação do ministro Dias Toffoli,
...diante dos fatos revelados até esse momento. Pois é, Milton. Daqui a exatamente uma semana, sexta que vem... ...a segunda turma do Supremo vai analisar e julgar... ...a decisão do ministro André Mendonça... ...que mandou para a prisão o Daniel Vorcaro... ...o cunhado dele, Fabiano Zettel... ...e dois capangas do Vorcaro... ...um deles que até já morreu em circunstâncias... ...bastante estranhas e que estão sendo investigadas. Bom, voltando ao Toffoli, Milton...
A pergunta que se faz nesse julgamento da semana que vem no plenário virtual da segunda turma do Supremo é será que ele vai votar ou vai se declarar impedido por causa das relações que já foram mostradas que existem, que existiam entre ele e o Vorcaro? Será que o Toffoli vai votar apesar desse conflito de interesses flagrante para julgar qualquer coisa que se relacione
ao caso Master, primeiro não custa lembrar aqui para os nossos ouvintes que até o ano passado o Toffoli era um dos donos de um resort, tal do resort Tayayá, no Paraná, que tinha como sócio o cunhado do Daniel Vorcaro. Então, em suma, será que o Toffoli vai se julgar apto para analisar a decisão do ministro André Mendonça, que mandou para prisão o Vorcaro e o Fabiano Zettel? Porque se ele votar,
naturalmente ele vai estar jogando mais uma vez no lixo o instrumento, que na verdade é uma lei do conflito de interesse. Mas olha, Milton e Cassia, pelo que eu apurei, apesar de tudo isso, a tendência é que sim, o Toffoli não vai se declarar impedido. Ao menos é isso que o próprio ministro Toffoli vem falando em conversas privadas,
que o conhecem de perto. A justificativa, Milton, que embasa essa decisão dele de não se declarar impedido, é que ele também não havia se declarado impedido quando foi sorteado para ser relator do caso Master em dezembro do ano passado. O problema, né, Milton, é que desde então, desde dezembro, surgiu uma torrente de histórias da relação dele com o Vorcaro. Tanto que ele acabou sendo afastado da relatoria do caso Master no Supremo,
No mês passado. Bom, além dessa interrogação, Milton e Cássia, sobre se ele se declaram ou não impedido, tem uma segunda, que é a seguinte. Qual é a tendência do voto dele? Neste caso, minha bola de cristal aqui está meio embaçada, mas eu conversei com muita gente, entre ministros do Supremo e criminalistas que conhecem o Toffoli mais de perto, e a maioria, Milton, acha que o Toffoli acaba votando pela manutenção da prisão.
de ele não colocar de volta os holofotes sobre ele. Enfim, vamos aguardar. Tem mais uma semana para esse julgamento, que como eu disse, vai ser no plenário virtual da segunda turma. E até lá, o que eu tenho certeza, o que não vai faltar, que não vão faltar, são emoções fortes nesse caso do Master. Agora, Lauro, nós sabemos o que os outros integrantes da corte estão pensando sobre essa possibilidade
votar nesse julgamento, não se declarar impedido? Cássia, na verdade é o seguinte, tem alas no Supremo Tribunal. Quem não é da ala da qual participa o ministro Toffoli, ou seja, o ministro Fachin, a ministra Carmen Lúcia, o ministro Fux, todos acham que o ministro Toffoli devia se abster de votar na semana que vem nessa história. Quem está, quem é, digamos, da ala da qual
ele faz parte, o ministro Gilmar, o ministro Alexandre de Moraes, acha que sim, ele pode participar e não teria problema. Então, na verdade, tem uma divisão, que é a divisão que tem no Supremo em vários assuntos, vários tópicos. Essa divisão se repete também aí. Agora, uma estratégia que Dias Toffoli talvez queira usar, e eu não estou dizendo nem que é certa nem que é errada,
julgamento para falar sobre o assunto, para se posicionar, talvez até se defender, se esse é o melhor caminho, não sei, mas talvez possa ser uma estratégia dele a ver aí o que vai acontecer nesse encontro, você disse assim, sua bola de cristal ainda está embaçada, mas eu sei que você está sempre muito bem informado, então a gente tem que aguardar aí para ver, mas muito provavelmente então a postura seria essa.
Essa votação vai ser no plenário virtual. No plenário virtual, os ministros não apresentam voto oralmente. Eles apenas depositam no Supremo o voto deles. Se acompanham o relator, no caso André Mendonça, pela manutenção da prisão, que vai ser pela manutenção da prisão, ou se divergem do relator.
funciona assim, eles não têm uma discussão em plenário, como é no plenário físico, eles apenas depositam o voto deles e isso tem um prazo de uma semana. O plenário virtual, na verdade, essa decisão começa na sexta que vem e terá o prazo de uma semana para qualquer um dos cinco integrantes da segunda turma entregarem, depositarem seus votos. Então, tanto essa votação pode acabar
nos primeiros dias ou no primeiro dia, isso é possível, ou quando ela pode estender por uma semana. Mas se o ministro Toffoli, como você disse, resolver se aproveitar o momento para se justificar, vai ser no voto por escrito. E não seria então talvez esse o momento, porque provavelmente se fosse fazer, faria em viva voz, aproveitando inclusive a audiência da TV Justiça, a atenção toda que haveria no caso dele. Então aguardemos ainda, porque até agora os dois não foram muito claros
dos esclarecimentos que se pede a partir das informações que foram divulgadas. Lauro, obrigado pela participação. Bom fim de semana até domingo na coluna, até segunda-feira aqui no Jornal. Bom fim de semana para você, Milton, para você, Cássia, para os ouvintes. Até segunda. Até segunda-feira.