Alta do petróleo favorece exportações, mas pressiona inflação no Brasil
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- Subsídio ao DieselDependencia de importação · Impacto no transporte de mercadorias · Aumento de custos logísticos · Encarecimento do frete
- Exportações BrasilBrasil como exportador líquido · Ganhos para empresas exportadoras · Benefícios para Petrobras · Impacto nos cofres federais
- Crise de FertilizantesDependencia de importação · Fornecimento do Irã · Impacto na agricultura · Safras futuras
- Conflito Irã-EUAContexto geopolitico · Repercussoes economicas globais · Efeitos no mercado de commodities
- Preços de Combustíveis e PetróleoInsumo crucial para petroquímica · Deficit de produção nacional · Encarecimento · Impacto industrial
- Importação de Gás NaturalDependencia de importação · Risco de encarecimento · Possível escassez · Impacto industrial
- Resiliência pessoal e institucionalAdaptacao de rotas de transporte · Busca por fornecedores alternativos · Stocks de segurança · Tempo de recuperação
aberta, com Carlos Alberto Sardenberg.
Eu estou com eco aqui, viu, na minha... Você sabe que no ar aqui está bem tranquilo, nós estamos conseguindo ouvir você, mas se o seu som está retornando alto por aí, vamos ver se a gente consegue melhorar um pouco isso. Você está me ouvindo bem? Estou ouvindo muito bem. Ah, e agora sumiu o eco. Perfeito, então vamos lá. Olha, Milton Cássio, ouvintes, o problema, a situação do momento é a seguinte,
Tem um prejuízo. O problema do momento está na questão de preços de produtos e não de falta. Nenhum setor ainda declarou ou reclamou de falta de determinados produtos. Mas há reclamações em relação a preços que já estão subindo. Nessa subida de preços, alguma coisa favorece o Brasil e outras desfavorecem. O que mais favorece o Brasil é o petróleo. O Brasil é um exportador líquido de petróleo.
O Brasil mais exporta do que importa petróleo. Exporta petróleo de um determinado tipo, importa de outro, e só que o resultado positivo é líquido. Então, o Brasil é um país exportador de petróleo. Subindo o preço do petróleo, as empresas brasileiras, as empresas que exportam daqui, ganham mais dinheiro. Isso é bom, por exemplo, para a Petrobras, e até, no limite, é até bom para o governo, porque a Petrobras recebendo mais dinheiro,
A Petrobras tendo maior rentabilidade, uma renda maior, lucro maior, ela pode distribuir mais dinheiro para os acionistas e o acionista principal é justamente o governo federal. Então, por esse lado, o aspecto é positivo. Mas, em compensação, o Brasil importa derivados de petróleo, que não são fabricados aqui. Especialmente citados pelo setor, pelo comércio, são o setor diesel, que o Brasil importa quase tudo,
gasolina natural, fertilizantes e nafta. Fertilizantes foi o assunto levantado pelo setor do agro, que o Brasil é importador, precisa desse produto. A safra não precisa deste momento, mas vai precisar. O gás natural e o diesel é para combustíveis e o caso do diesel é muito importante no Brasil, porque a maior parte do nosso transporte de mercadorias é feita por caminhões, caminhões movidos a diesel.
O diesel mais caro não falta diesel, mas encarece o preço do frete, o preço da logística. Também o Brasil é importador de gás natural, e nesse caso pode haver até uma certa escassez, mas certamente preço mais alto. Depois o Brasil é forte importador de fertilizantes, inclusive importava fertilizantes do próprio Irã.
permanecer por muito tempo ou se a própria capacidade produtora do Irã for atingida. E, finalmente, o Brasil é importador de nafta. Nafta é um insumo importantíssimo, crucial para a indústria, para toda a indústria petroquímica brasileira. O Brasil não produz nafta suficiente e é importador e vai pagar, então, o preço mais caro. Então, você veja que nesse setor de indústria química e indústria de petróleo e indústria de
transportes, nós temos esses efeitos aí relacionados. De um lado, ganhos com o preço do petróleo mais alto e, de outro lado, problemas com diesel, gasolina natural, fertilizantes e nafta para ficar em produtos bem específicos. O pessoal até agora não está contando com problemas de falta, como eu estava dizendo, mas está contando com problemas de preço. E não é necessário notar que vários desses produtos, infelizmente,
incidem diretamente na inflação. É o caso do diesel, por exemplo, que, como eu dizia, transporta mercadorias no Brasil inteiro e isso vai provocar aumento de custos. Então, esse é o problema na situação atual. E sobre o andamento, e esse problema é o seguinte, quer dizer, se a guerra demorar rapidamente, se a guerra for encerrada rapidamente, rapidamente que eu falo é coisa de um mês, um mês e tanto, os mercados se acomodam.
quer dizer, acham outras rotas de transporte de mercadorias, acham outros fornecedores. O mundo está mais esperto, então o pessoal tem estoques, tem estoques garantidores. Então, você não prevê, assim, um colapso imediato, a menos que a guerra se generalize, envolva muitos outros e demore muito. Mas o fato do momento é que nós vamos ter problemas com aumentos de preços
na medida em que será necessário procurar outros fornecedores para produtos que deixarão de vir do Oriente Médio. Mas tudo depende do tempo de guerra. Se a guerra terminar dentro de um prazo razoável, você tem essas cadeias de produção rapidamente reconstituídas. Resumo da ópera, por enquanto, Milton e Cássia. Perfeito, obrigado. Bom dia para você e até logo mais no Meio Dia, Sardenberg. Até mais, tchau, tchau. Até mais tarde.