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Conheça a vinícola Bojador, que começou com vinhos em ânforas, potes de barros usados desde os romanos

05 de março de 20264min
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Suzana Barelli fala sobre a vinícola Bojador, localizada no Alentejo, em Portugal. Ela explica que a vinícola começou com vinhos em ânfora, potes de barros usados há séculos, desde os romanos. O enólogo Pedro Ribeiro está no Brasil para promover o Bojador.

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Assuntos6
  • Vinícola BojadorLocalização no Alentejo · História e origem · Tamanho e estrutura · Filosofia orgânica · Produção de vinhos
  • Produtor e enólogoExpertise em vinhos de ânfora · Aplicação de conhecimento técnico · Melhoria de qualidade · Seleção de variedades · Promoção no Brasil
  • Vinhos e EnologiaTradição romana · Método de fermentação · Cultura preservada no Alentejo · Técnica tradicional · Modernização da técnica
  • Volatilidade de CommoditiesVariedades tradicionais do Alentejo · Moreto · Tinta Grossa · Rabo de Ovelha · Recuperação de variedades perdidas
  • Fermentação e VinificaçãoDia de São Martinho · Extração de pele · Fermentação controlada · Qualidade do vinho final · Inovação na tradição
  • Preço e valor de produtosImportação pela Grancru · Vinhos branco e tinto · Faixa de preço · Posicionamento de mercado · Qualidade versus custo
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E aí, Suzana? Rosenberg, Cássio Vintes, boa tarde. Boa tarde, Suzana. Nós vamos falar hoje do bojador. Da bojador, né? Pequena vinícola. Acho que é do bojador, vinícola bojador. Acho que é masculino, não sei. Preciso fazer essa lição de casa. Mas é uma vinícola portuguesa do enólogo Pedro Ribeiro, que está aqui no Brasil. O que você conta?

Porque o bojador é um projeto que nasceu elaborando o vinho em ânfora. Elaborando o... Espera aí que começou. Elaborando o vinho em ânfora. Que é um vinho... Ânfora é aquelas talhas, né? Onde a gente faz. Põe a talha de barro, que você põe a uva e faz lá. Que é como os romanos faziam desde antigamente. E que é uma cultura que foi preservada na Alentejo. E o bojador é uma vinícola hoje não tão pequena. Ela nasceu pequenininha.

30 hectares de vinhas, só vinhas velhas, só vinhas cultivadas com a filosofia orgânica. E o Pedro Ribeiro acabou sendo o expert de fazer, ele não faz só vinho em anfra, mas ele faz principalmente vinho em anfra. E o que eu queria chamar a atenção é que ele está aqui divulgando exatamente esses vinhos em anfra, mas que ele faz um vinho, ele foi mostrar como é que você pode, tudo bem, tem a cultura tradicional de fazer anfra,

para fazer um vinho de maior qualidade, ou que não seja tão rústico como eram os vinhos em ânfora feitos no Alentejo desde os romanos. Então, por exemplo, ele conta que ele colhe a uva mais fresca na ânfora, ele prefere as variedades, que são variedades que no tempo foram se perdendo, como uma variedade que a gente chama moreto, que ele gosta muito, uma que chama tinta grossa, outra que chama nas brancas, que chama rabo de ovelha,

Por exemplo, são nomes que o ouvinte provavelmente pouco assimila, como o vinho português. A gente conhece mais Toriga Nacional, nomes quase mais internacionais. Mas são uvas que estão no Alentejo desde sempre. E ele prefere essas uvas, que são uvas tão antigas, são mais adaptadas ao terroir. E aí ele contou que ele tem um truque. Por exemplo, o vinho em anfra, teoricamente, você põe tudo na anfra e você pode abrir só no dia de São Martinho, que põe para fermentar.

administração Matinho, que é dia 11 de novembro. Mas o que ele faz? Ele retira um tanto das peles, antes deixa o vinho fermentar, para o vinho ficar mais redondo. Então, eu acho que ele, eu estou chamando a atenção dele, porque ele está aqui nesse período de São Paulo, e ele mostra que dá para você fazer anfra com mais qualidade. A única questão de todo esse elogio que eu estou fazendo, esse conhecimento mais de anfra, é assim, o vinho dele está aqui, é importado pela Gran Cru, tem o vinho branco e o vinho tinto, só que não são exatamente baratos.

estão cada um 297 a garrafa. Então eu estou falando para o ouvinte conhecer vinho em ânfora, esse vinho de qualidade, mas tem um preço um tanto quanto mais salgadinho, vamos dizer assim. Tá certo. Não é daqueles mais salgados que você já apresentou aqui, né? Não, não, já apresentei. Amanhã, aliás, eu vou falar de vinhos bem mais caros, mas hoje a gente fala desse ânfora que é um convite para quem quiser provar um ânfora de qualidade, com entendimento da técnica,

e com o perfil de vinhão, porque é muito legal. Suzana Barelli, muitíssimo obrigado. Suzana, até amanhã. Até, obrigada. Até amanhã.

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