Novo estudo sugere que canetas emagrecedoras ajudam a prevenir transtornos com álcool e outras drogas
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- Canetas emagrecedorasAgonistas de GLP-1 e redução de risco de dependência · Risco 14% menor de transtornos por substâncias · Redução de 18% para álcool, 20% para nicotina, 25% para opioides · Mecanismo de ação no cérebro (recompensa e impulso) · Limitações do estudo observacional · Não deve indicar uso fora de protocolos clínicos
- Estudo British Medical Journal com 600 mil pessoasDados de sistema de saúde de veteranos americanos · Estudo observacional prospectivo · Comparação entre GLP-1 e inibidores de SGLT2 · Limitações estatísticas e de controle social
- Dias Mundiais e Datas Comemorativas20% de crianças entre 5-19 anos com sobrepeso ou obesidade · 6 milhões de crianças no Brasil com sobrepeso/obesidade · 9 milhões de crianças com sobrepeso adicional · Risco futuro de hipertensão e gordura hepática · Cerimônia de iluminação do Cristo Redentor em roxo no Rio de Janeiro
- Medicamentos GLP-1 e obesidadeAtuação em áreas de recompensa · Redução de impulsos compulsivos · Redução de craving por comida e substâncias · Explicação biológica para benefícios observados
- Produção de Podcasts12 episódios em 12 semanas · Entrevistas com 12 especialistas · Discussão de aspectos complexos da doença · Disponível em múltiplas plataformas (CBN, Spotify, YouTube) · Episódios semanais às sextas-feiras
Saúde em Foco. Com Luiz Fernando Correia. Oferecimento. Você luta pela sua saúde. A gente também. Alice. Plano de saúde como deve ser. Oi, doutor. Boa tarde. Boa tarde, Tatiana. Boa tarde, Fernando. Boa tarde, ouvintes. Bom, hoje, doutor Luiz Fernando Correia vai falar sobre um achado científico que envolve as canetas emagrecedoras, os medicamentos de diabetes e obesidade.
É um novo estudo, né, doutor? Isso. É uma observação, é um estudo observacional grande, por isso que é importante, um estudo com mais de 600 mil pessoas. Isso foi publicado no Bridge Medical Journal dessa semana, diante de ontem, aliás, e mostrando, sugerindo que pacientes, pessoas com diabetes tipo 2, que começam a usar essas substâncias, esses análogos do GLP-1, estão nessas canetas, né? Eu não gosto muito desse termo, mas, enfim, é o termo que já todo mundo já sonhou,
tem um risco menor de desenvolver transtorno por uso de álcool, nicotina e outras drogas. E também diminui o risco de desfechos graves em quem já tem distúrbios de relacionamento com essas drogas. Foram dados no sistema de saúde dos veteranos americanos e compararam duas estratégias. Uma é a utilização do medicamento da classe dos agonistas do GLP-1, ou o outro grupo iniciava um medicamento da classe das glifosinas,
dores de SGLT2, que são medicamentos de diabetes já tradicionais. Tentaram fazer um acompanhamento, não foi um ensaio clínico formal, porque era observacional esse estudo, mas era prospectivo. E aí foi interessante. Nas pessoas que não tinham histórico prévio de transtorno por uso de substâncias, começar com o GLP-1, era associado com risco 14% menor de desenvolver transtorno por uso de substâncias.
E quando olharam por tipo de substância, eles observaram uma queda de 18% para o álcool, 20% para a nicotina, 14% para o cannabis, 20% para a cocaína e 25% para os opióides, sempre quando comparados com as outras pessoas com diabetes que usavam outra classe de medicamentos, o SGLT2. Ou seja, isso é uma observação que já se faz no dia a dia, no consultório, em pacientes que estão utilizando esse tipo de medicamento,
Esse é um relato bastante frequente desses pacientes, porque existe uma explicação interessante, porque esses medicamentos atuam em áreas do cérebro ligadas à recompensa e ao impulso. Então, reduzindo assim o desejo, não só pela comida, mas potencialmente deduzindo também o desejo compulsivo por álcool e outras substâncias. Agora, vamos dar uma observação aqui.
Opa, achei a solução. Não é bem assim. Não, bem assim. Esse trabalho mostra uma associação, não prova causalidade, ou seja, lembrar que sempre trabalho, estudo observacional não prova que uma coisa serve para outra, é uma observação, e muito menos indicar a utilização desses medicamentos para tratar dependências fora de protocolos clínicos, de dependência de utilização das substâncias. Porque o estudo não teve análise estatística muito detalhada,
de perfil social, gravidade do uso, enfim, acesso ao cuidado para se evitar o distúrbio da utilização das substâncias, é uma observação que, sim, parece que esses medicamentos diminuem, sim, essa vontade, esse craving, essa vontade de utilizar. Isso, como eu falei, é descrito pelos pacientes que utilizam para nós médicos no consultório, mas pode ser aí uma porta para se estudar. Afinal de contas, esses medicamentos realmente revolucionaram, Fernando e Tatiana,
no tratamento da obesidade, né? A gente tá em plena semana do Dia Mundial da Obesidade, que foi ontem. Aliás, até pra comentar, hoje eu vou, daqui a pouco eu vou mandar pra vocês aí, daqui a pouco é umas duas ou três horas, vou mandar pra vocês... Um podcast. Ah, desculpa. Não, o podcast, o podcast já... Eu pegaria esse gancho, não é por nada não, mas eu pegaria esse gancho aí. Desculpa, você ia mandar o quê? Então, lançamos o podcast ontem, o podcast da CBN Além do Peso, pra discutir todos os aspectos da obesidade.
o primeiro episódio com o doutor Drauzio Varela, que generosamente participou desse episódio comigo, e eu entrevistei 12 pessoas, 12 especialistas sobre todos os aspectos de obesidade, pra gente entender essa doença complexa. Ele tá disponível no aplicativo da CBN, no site, também nos abrigadores de podcast, e no YouTube, no Spotify. Mas o interessante é que hoje, quem tá no Rio de Janeiro, às oito e meia da noite, dá uma olhadinha pro Pisto Redentor, que vai ter um...
pouco eu estou indo para lá, vai ter um evento, justamente uma cerimônia, onde o Cristo Reitor vai ser iluminado de roxo, e para lembrar o Dia Mundial da Obesidade, a importância disso para a gente, porque é um dado muito impactante que a gente recebeu ontem pela Federação Mundial de Obesidade. 20% das crianças entre 5 a 19 anos estão com sobrepeso ou acima do peso no mundo. No Brasil, isso significa que nós temos mais de
milhões de crianças com 5 a 9 anos com sobrepeso ou obesidade e nós temos outras 9 milhões de crianças com sobrepeso ou obesidade entre 9 e 19. Ou seja, daqui a 10 anos, essa galera vai estar com pressão alta, diabetes, gordura no fígado, se a gente não fizer nada, se a gente não frear isso. Esse é o grande alerta e pra isso a gente vai pintar o Cristo de roxo hoje à noite. Quem estiver no Rio, dá uma olhadinha, o dia tá bonito,
que está sol hoje, até calor danado de novo. Mas olha para o Cristo que a gente vai iluminar o Cristo para marcar o Dia Mundial da Obesidade. Legal. Dr. Luiz Fernando Corrêa conosco toda terça e quinta em Saúde em Foco. E no seu... Bom, todos os comentários dele aqui você ouve a hora que você quiser, no nosso site, no aplicativo, no seu tocador preferido. E agora também pode acompanhar o podcast. Vai, doutor. 15 segundos para a sua propaganda. Podcast Além do Peso da CBN para discutir obesidade.
Começa essa semana, 12 semanas, 12 episódios, um a cada semana, nas sextas-feiras, para vocês conhecerem tudo sobre essa doença. Sucesso! Um beijo, até a semana que vem. Obrigado a vocês.